Acerca de mim

A minha foto
Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

quarta-feira, abril 18

Convicto, e nem me importa se convincente!


Sou um eterno apaixonado, deixo-me gostosamente seduzir periodicamente. Paixão pelas pessoas, pelas coisas, seduzem-me as ideias, as palavras, tons, sons.
OUSAR!
Esta é de momento a “palavra-chave”, OUSO transcender-me, OUSO ouvir, OUSO pensar, OUSO escolher, decidir, agir!
Limites?
Quem ousa espartilhar minha mente, fé, querer, sentir? Quem ousa interceptar meu voo trajecto rumo a projectos, sonhos, realidade em construção?
Quem?
No mínimo esbarra com a minha indiferença ou OUSADIA!

segunda-feira, abril 9

evasão


Sempre surpreendente!

Construo ou refaço novas construções em azuis matizados, brancos de montanhas fumegantes em suportes de encosta verde inclinada.

Encontro-me aqui, ali, sem limite, pleno!

quarta-feira, março 28

Reflectindo…

(Tejo. O meu olhar)

Em intervalo de leitura de uma deliciosa prosa, sentado comodamente à sombra de uns frondosos pinheiros, povoados de variadas espécies voadoras, os sons, os cheiros, o murmúrio de um longínquo bater de ondas, convidam a dotar de asas o espírito e deixar que livremente ideias mais ou menos consistentes, menos ou mais líricas se incorporem em contornos, primeiro mais voláteis, depois, consistentes.

Páscoa, Natal, duas épocas essencialmente alusivas a convicções religiosas, ao conceito de Família, oportunistamente aproveitadas pelo espírito consumista de uma sociedade que adopta valores em permanente mutação.

Como o espírito alado não encontra fronteiras, as ideias não precisam de ordenamento nem de uma cronologia para residirem num estado de fantasia, onde não existem restrições e surgem em cachoeiras de desejo.

Como posso com o meu contributo alterar o que se teima crer fatalidade?
Olho, ao meu lado, olho-me numa análise exigente e fria. Que posso melhorar?
Perguntas, perguntas, perguntas!
Vou reflectir e honestamente amanhã serei, farei melhor!

quarta-feira, março 14

vendo...com olhos de outro!


Quem se sente aprisionado?
O olhar que se expande e ultrapassa a grade, ou o Sol que trespassa a vidraça?
No último aconchego nicho de pedra, em carrossel o sol prepara-se para deslizar ao lago!
Momentos únicos vividos “dentro” de silêncios apaziguadores, captados por máquina cúmplice, máquina delatora.

Não estive.
Mas estando os meus filhos,
Senti!

quarta-feira, março 7

um pássaro especial


(parte segunda)


Um dia, talvez cerca de três meses depois, manhã cedo, olhamos estarrecidos. As penas das asas, penas grandes negras azeviche que foram, estavam brancas. Tivemos dificuldade em perceber se seriam mesmo brancas ou se por acaso algum pó as embranquecera! Não, eram, estavam genuinamente brancas.
E continuava triste.
E continuava quedo.
E continuava mudo.
Passaram alguns dias.
Numa noite, uma noite iluminada por Lua cheia, noite dentro, há quem diga que uma estrela cadente rasgara o céu. Diferente. Seria?
Em silêncio paz, um pássaro voava, libertara-se rumo ao infinito. Um rasto ténue soltava-se em partículas prateadas das extremidades brancas das asas. Só estas, brancas, se viam no índigo céu!
Há quem afirme que ecoara uma voz forte e suave – AL-FRE-DO! Ouviu-se. Um silabado assobio aveludado soltara-se!
A lua era alva, serena, sorridente. O apelo fora imenso, intenso.
Partira, em definitivo libertara-se.
Compreendi porque se fora.
Os amigos precisam de nós, querem-nos!
Há que chegar, há que partir.

segunda-feira, março 5

um pássaro especial

(Parte primeira)
O meu tio Alfredo era já um velho homem quando o conheci. Tio da minha mãe, meu tio-avô. Na casa dos oitenta, uma imensidão em anos, grande, como grandes são os homens aos olhos dos miúdos. Só por isso, porque em altura nem ao metro e setenta chegava.
Aos fins-de-semana, fui com os meus pais algumas vezes a casa de ti Alfredo. Casa térrea, com pátio nas traseiras, alguns canteiros, flores e uma pitangueira bem presente na minha memória. A gula, a sedução pelos pequenos frutos vermelho contraste no verde das folhas, levaram-me a trepá-la muitas vezes. Daquela vez foi diferente. Trepei, e rapidamente desci. Estatelei-me no chão, uma dor aguda no pulso, uma súbita vontade de vomitar! Recolhi-me ao velho Vauxhall, banco traseiro, a esquerda em afago da direita, pulso junto ao peito, esperando o regresso dos meus pais. No rosto, pálida vontade de novo trepar a pitangueira. Na boca, acre e amargo sabor do que fora um delicioso fruto tentação. A espera foi curta, o trajecto o Hospital, o diagnostico fractura do pulso.
No quintal, para além da vegetação, um melro-preto, em gaiola tipo mansão das gaiolas, várias portas, poleiros, comedores e bebedouros. Um melro-preto imponente, bico amarelo forte, irrequieto, com a particularidade de responder com assobio sincopado ao chamamento AL-FRE DO, ditado pelo dono! Engraçado!

O meu tio Alfredo, morreu subitamente. O melro veio para a minha casa. Entristeceu!
Estimulávamo-lo, quedou-se aconchegado ao aramado lateral!
Provocávamo-lo…”AL- FRE- DO”!Emudeceu.
Um dia,...

segunda-feira, fevereiro 26

momentos únicos!


Queria ter estado aqui, neste momento!

Que veio este Sol fazer beira lago,alojado nos braços desta frondosa árvore em descanso?
Confidências repartidas e dissolvidas em água incandescente,
Ao fim do dia!

quarta-feira, fevereiro 21

em tempos...recordo-me



- Afasta-te F…pois isto não é contigo, gritou Malan, G3 apontada, olhar decidido!
Supostamente tinha sido acusado de ter tido um relacionamento com a mulher de um civil. Este, aproveitando um momento de descanso, uma reposição das horas perdidas no turno da noite, acercou-se, faca na mão, preparando-se para desferir um golpe certeiro no jovem militar.
Felizmente não dormia, descansava, quieto, olhos abertos. Viu-o aproximar-se, entendeu a intenção, tomou de um salto a arma e desatou a disparar.
Gerou-se enorme barafunda na tabanca. Gritos, correrias, tiros!
Olha, alguém se apressou a avisar-me, um soldado teu anda aos tiros…
- F…, ele vai desgraçar a vida, vê se o controlas, implorou-me um negro ainda jovem, irmão do injustiçado Malan, mesmo a meu lado
Olhei-lhe, arma apontada, nos olhos determinação. Senti a determinação. Parei, comecei a urdir um plano. Recuei.
Ouvi o tiro, o grito!
Ao meu lado contorcia-se de dor, perna ensanguentada deitado no pó solto do chão, o jovem irmão. Não conseguira captar a mensagem naqueles olhos intensamente brilhantes, tal como eu fizera, tentou acercar-se.
Acabara-se o carregador. Malan substituía-o apressado, nervosamente. Corri, abracei-o, tentei retirar-lhe a arma. Uma luta breve, uma coronhada que me abriu o sobrolho.Mas o objectivo fora conseguido. O Malan ou a sua cega revolta felizmente não abatera mortalmente ninguém. Fora desarmado.
Foi preso.
Uma noite, ataque intenso de morteiros. Os carcereiros procuraram abrigo. O Malan, com um pontapé derrubou a porta. Desapareceu na noite.
-F…, o seu soldado, o preso, desapareceu, fugiu, aproveitando o momento do ataque, vociferava Coronel Ferreira, ao telefone!
- Não fugiu não, comandante, desde o primeiro momento que está na sua secção de artilharia, no seu posto!
Voltou para a prisão, esperando transporte para Bissau, aguardando julgamento.
A partir desse momento, preso….com a porta aberta!
Uma questão de HONRA!

domingo, fevereiro 18

um sábado diferente



Queres vir? Perguntou o meu filho em jeito de desafio.
E lá estávamos caminhando esforçadamente vereda acima em busca do“tesouro” (
http://www.geocaching.com/seek/)
Improvisados, firmemente na mão, cajados de apoio para as imperfeições do terreno. No pulso o João confiava nas coordenadas introduzidas do GPS. Ao longo do caminho tenros eucaliptos, outros altos em balancear cadenciado pelo vento ténue. Uma ave de médio porte, falcão ou coruja voa rápida e eficazmente evitando os troncos, em gincana acrobática. Procura alimento, penso por momentos!
Afasto este cenário do meu espírito pois neste quadro não há lugar para o vermelho sangue. A tela é minha, as aguarelas escolhidas!
Continuo a subir. À direita numa clareira, uma torre eólica com o seu vu…vu…vu espaçado. Gigantesca, pensei feito Sancho. Como seria sentir-me Quixote nestes novos moinhos?
Ergo o olhar. As extremidades das pás, vermelhas, empurram ligeiramente as nuvens conduzindo-as a uma rota apressada, para que o azul do céu seja visível. Por momentos sigo aquele comboio imenso e distraio-me a inventar figuras em movimento.
Mais acima, disse o João! Chegámos, confirmou consultando as coordenadas!
Uma espécie de planalto, um compacto verde rasteiro e amarelo tímido de carqueja. Ao longe, a perder de vista, encostas suaves, parcelas castanhas, sulcos alinhados, fecundados pela máquina, a mando do Homem. Em breve, do fértil leito, verdes esperanças, batatas, trigo, favas…
Iniciamos a busca da “cache”. O entusiasmo é enorme. Ei-la!
Saco plástico preto evolvente, uma caixa que fora de gelados no interior. Desembrulhado como se o mais colorido embrulho fosse; avaliado o conteúdo, brilhozinho de entusiasmo no olho, o livro de registos lido, o nosso acrescentado. De novo religiosamente embrulhado, de novo depositado no “sacrário”.
E partimos. Chão fofo de turfa, de um aveludado verde aqui, ali. O cheiro de terra húmida, uma lufada fresca e passageira de eucalipto!
Ao longe, ainda activo, o sol poente, cansado de se afirmar neste dia de Fevereiro.
Na próxima semana, que venham os problemas. Não os posso evitar.
Erguerei meus braços e como hélice movida por energia anímica, resolvo-os, suplanto-os!
Estou cheio. Em mim não há espaço de alojamento para o negativo. Estou bem, teimosamente bem!

quarta-feira, fevereiro 7

A(s) Ponte(s)

Um olhar...!




outro olhar...ou não?Quando a evidência é evidência, realidade,há sempre alguém que nos tenta ludibriar!


quarta-feira, janeiro 31

Um grito estranho!


Foi fim-de-semana, onde mãe natureza se manifestou de uma forma “suis generis”!
Estava eu no meu terreno, bem cedo exercendo minha actividade de aprendiz de agricultor, manhã gélida baça de ausência de sol, cinzentos acentuados, quase negros ali de nuvens densas, além recortes de montanha maciça, quando fui bafejado por leves e insinuantes farrapitos.
Avolumaram-se no conteúdo e intensidade.
Ao castanho fértil, terra revolta que orgulhosa e esforçadamente descobrira ao esforço da máquina, um branco insinuante se sobrepõe!

Tímidos, dançando ao som da brisa,os flocos beijavam a terra ao de leve e fundiam-se em castanho mais intenso. Depois outros e outros e ainda outros rodopiando intensamente, cessam suas piruetas esmagados no solo. O branco já não é insinuante, é decididamente gritante, macio!
O verde, erva daninha mantém-se persistente

É belo, comentou o meu filho! Pois é, mas não natural, aqui. É um grito de revolta da natureza! Preocupantemente doloroso.
Curiosa a observação de um homem de bites e bytes

Eu estava lá, uma vez mais estava atento, disponível.
E vi, e senti.
Partilho!

terça-feira, janeiro 30

Cala-te!


Quase igual, quase. Um minuto passou,
um desviar de perspectiva, no rio,
no pensamento!
Vida, cor, o interiorizar de ser, querer ser,
e querer...
Voar, optar, escolher!
Abraço-te, abandono-me...gostosamente.
Em silencio cúmplice!

terça-feira, janeiro 23

Está bem assim, descansa!



Estou, não sei se triste se apático.
Estou simplesmente!
Hoje, terça-feira, foi dia da minha “escolinha”. Ao Chegar à associação, uma notícia. A Hortense falecera. Das mais velhinhas, das mais limitadas, das mais empenhadas. Setenta e muitos. Doce, como todas as Avós. Já algum tempo que não estava connosco. Adoecera, disseram-me.
Nos últimos tempos sofria.
Que bom chegar um fim. Perdoem-me, é uma expressão carinhosa. Gostava da Hortense, sempre preocupada em fazer bem. “está bem assim, professor”, questionava-me com frequência!
Está bem Hortense, está bem assim, encontraste a paz, a tranquilidade que estava arredada há algum tempo.
Tive o privilégio de te proporcionar alguma experiência para além do teu dia a dia, uma visão de novos encontros, a “nova tecnologia”.
Uma ténue nuvem turva-me o olhar. Por ti Hortense. Sinto-me feliz!

quarta-feira, janeiro 10


Embora pareça, não é Pôr-do-sol!
Emprestam-me asas e sem limite desafio meus limites…
Numa lufada branda matinal, vagueio,
plano, asa imaginária em cúmplices silêncios.
Recomeça o dia,
Recomeço-me…solidariamente,
em Paz.

quinta-feira, janeiro 4

Ano! Novo, velho,que importa?


Sempre sereno, inspirador…
Quase fim de Dezembro estive com ele, belo!
Em Janeiro, um outro ano, novo, disse-se.
Que não, tranquilamente calmo e belo, continuamente!
Em paz!
Bom dia…sempre.
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