Acerca de mim

A minha foto
Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

terça-feira, julho 17

atento...grato



Observo.
Fogueado o horizonte, prenúncio de mais um dia, insinua-se!
Entrego-me, esqueço os negrumes, embarco!
Inicialmente ao longe, gradualmente perto, em mim, recebo, catarse!
Silêncios possuem-me, embriago-me suave, brandamente,
ACEITO!
Quero, possuo energia, o advir,
PARTILHA,
PREDISPOSIÇÃO!

2018 Massamá/Monte Abraão






Estas fotos ilustram o motivo da minha reclamação, contentores na via pública, efectuada aos serviço municipalizados competentes, julgava eu 
Zona Urbana,  Monte Abraão, concelho de Sintra, 10k da capital do País...
Qual ordenamento, qual ambiente?
Já muita sorte têm os munícipes terem caixotes daqueles que ficam bem, multicoloridos, não é?

Eis a resposta que obtive!
Esclarecedora, competente, amiga do ambiente, inovadora, não é?

"Em resposta ao seu pedido, referente ao posicionamento da contentorização na Av. General Humberto Delgado 3, Monte Abraão, informamos V. Exa. que reencaminhámos o seu pedido para os SMAS de Sintra, entidade que gere os resíduos e a contentorização, e que nos respondeu à sua solicitação:

“No seguimento da exposição apresentada pelo munícipe Sr. Afonso Faria, informamos que se colocarmos o conjunto completo de RSU no passeio, irá originar o estacionamento abusivo por parte de alguns moradores em frente do nosso equipamento, inviabilizando o serviço de recolha.

Agradecemos a vossa compreensão.”

Desde já gratos pelo seu contributo,

Com os melhores cumprimentos,


Gestão de Ocorrências
Ambiente e Espaço Urbano"

Quanto à minha compreensão, não agradeçam porque não têm.
Qunto ao contributo...acabou-se, acabou-se, já dei tudo quanto tinha a dar neste peditório!

segunda-feira, julho 16

2018 ao acaso


Desculpe, senti bater-me nas costas…

Era um velho, um pouco mais velho que eu, pequeno, óculos garrafais, sorriso franco, tez queimada de praias de seara.

Podia dizer-me a como é que está a meloa, 0,99 em caracteres quase gigantes, não suficiente grandes para apreensão de todos…
O diálogo brotou, sem constrangimento. Também cultivei melancias e meloas. Diziam que eram boas, então as melancias, especiais. Vendia muitas!
Era a 0,15€ o quilo. Depois a pessoa que mas comprava deixou de o fazer, tinha que ser eu a pesá-las, fazer contas… difícil, eu só as cultivava e bem.
NÃO SEI LER, NÃO SEI ESCREVER LETRAS, disse.
Tenho pensado no episódio!
Este é mais um episódio no universo do meu dia a dia.
Quem pode ignorar esse tempo em que a iliteracia era tolerada como um mal menor? Quem ousa arvorar-se em defensor desses tempos?  Conheço alguém!
Confesso que bendigo o esforço de meus pais, a visão de futuro que os norteava para os filhos, gente simples, sábia.
Lembro-me sempre o episódio da vinda da minha família para o centro urbano, a proximidade das escolas, na altura. O meu avô questionava se seria a decisão correcta a tomar. Para quê o Liceu, a Escola Técnica? Havia muitos balcões e comerciantes a precisar de empregados…
Esta era uma observação pejada de contradições… um dos meus tios tinha vindo estudar para o Porto e formara-se em medicina!
Felizmente os meus pais apostaram no “cavalo certo”, vieram para o Funchal. Todos nós frequentámos estabelecimentos de ensino secundário. Não nos ficamos pelos trocos de uma gaveta de balcão!
Não se pense menor, esta evocação. Na Madeira só podia estudar quem tivesse acesso directo ao Funchal, meios, Colégios particulares, o velho Liceu Jaime Moniz, a Escola Industrial e Comercial do Funchal, e até o Seminário, estabelecimento de ensino redutor para quem sem posse e fora do Funchal quisesse estudar.
Este desconhecido com quem me cruzei fez-me reviver este episódio da história familiar.
São episódios destes que me estimulam a continuar a estar próximo de quem eventualmente queira aprender…partilhar o que eventualmente recebi por esta ou aquela circunstância.
Se calhar consigo deixar transparecer este meu “ESTAR” e de vez em quando alguém se sente à vontade, sem inibição para me usar como leitor de etiquetas!!!


quarta-feira, março 21

VIVER!


Há momentos e ocasiões que tropeçamos com algo que nos fica, um rosto, uns olhos, uma cena, uma música!

Tropecei acidentalmente com NINO BRAVO.

Luís Manuel Ferri Llopis foi um cantor espanhol conhecido como Nino  Bravo. Nasceu a 3 de Agosto de 1944, Espanha e faleceu a 16 de Abril de 1973.
Creio também que a vida é feita de várias facetas. Não sabemos por vezes aceitá-las, mas é a vida!
Para ouvir, meditar!

canção:
Pensar no passado e ser feliz,
ser feliz.
Falar com você mesmo e sorrir,
Sorrir
sonhar que há amor entre os homens,
há amor,
é viver, é viver, é viver.
Chorar por sentir uma grande dor,
grande dor
Lutar por uma ilusão,
que ilusão.
Rir porque a felicidade chegou,
chegou,
é viver, é viver, é viver.
Pensar, conversar, sonhar,
chorar, lutar, rir
sentir, amar, sofrer,
isso é viver, viver.
Pensar, conversar, sonhar,
chorar, lutar, rir
sentir, amar, sofrer,
sonhar com o que foi nosso
beber nas paixões,
sempre caminhar para a frente
mesmo se tiver de sofrer,
isso é viver.
Isso é viver, viver.

Pensar, conversar, sonhar,
chorar, lutar, rir
sentir, amar, sofrer,
sonhar com o que foi nosso
beber nas paixões,
caminhar sempre para a frente
mesmo se tiver de sofrer,
isso é viver.
Isso é viver, viver.

AFaria

terça-feira, fevereiro 13

Caça
























Hoje fui surpreendido com movimentos subtis, tranquilos, nas imediações da minha casa prontamente assinalados pelo meu fiel Lucky, atrás de uma porta de vidro.

Peguei na arma...aproximei-me de mansinho e ...disparei!
Sucesso!

Me perdoem os senhores da caça por me ter antecipado neste disparo!
Gostei!

domingo, novembro 12

Olhar, sentir Outono...


Desta vez não são janelas, são esquinas, muros!
O Outono tem disto...








quarta-feira, agosto 30

Outras janelas, outros ângulos...

De uma janela, não aquela de toda a hora o olhar expande-se, a aldeia ao fundo.





Faz-se noite de mansinho. Estou. Abandono-me em silêncio, reencontro.





sábado, junho 10

Cansado, o dia foi intenso!
Contorno a quina da casa em último acto do dia, sou surpreendido!
Uma força energia em colorida luz emana do indigo firmamento...
Desligo, em silêncio absorvo.
Parece-me que não estou tão cansado!
Tenham uma boa noite, de preferência atentos de uma forma não virtual.

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