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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

quinta-feira, maio 23

Eleições europeias...de novo


“Quem não for votar, depois não venha dizer que se arrependa, não venha dizer que outros acabaram por fazer escolhas que não aquelas que queriam”, referiu. “O voto é de cada qual e desperdiça-lo é verdadeiramente, em todos os momentos, mas agora em particular, um erro enorme”, concluiu.
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente

Onde está a memória Sr Presidente?
Não o incomodou há 33 anos uns "iluminados" decidirem por um povo? Que escolhas tiveram os Portugueses na altura?
Começámos mal, não foi?

Numa publicação anterior manifestava o porquê do meu alheamento nestas eleições.
Nestes dias que circunstancia que me é imposta me obriga a ficar em casa, tenho visto muita televisão, muita campanha dita de esclarecimento...

Os candidatos ao Parlamento Europeu, numa actividade "esclarecedora" ao povo como eu que nem percebe nada do que lá se passa, falaram de incêndios, de serviço nacional de saúde, de chuva, de sol,  de impostos, do que o governo não fez, do que fariam se fossem governo, do que o governo fez porque assim obrigaram, do que se fez embora pudesse ser melhor feito, do hálito daquele, do despenteado do outro, do mau cheiro ainda do outro... e quanto à Europa que o povo como eu não percebe...N A D A!

Coloquem-nos lá só por os colocar, porque sim, assim como nos colocaram, porque sim.

Será que só eu é que vejo que estes movimentos já estão anacrónicos?
Será que o efeito do degelo nos pólos provoca um congelamento cerebral em certas criaturas?

Tinha que pensar alto, partilhar!




terça-feira, abril 9

Abril, mês da liberdade e da prevenção dos maus-tratos na infância




Mais um mês se celebra, um cumprir de calendário para apaziguamento de consciências! Enternecedor a fixação de cartazes alusivos!
Pertinente este tema, preocupante, de reflexão.
Há dias a notícia era, aluno, 12 anos agride violentamente um professor de 63.
Não será este um exemplo de maus tratos na infância? Quem se preocupa com a sadia inserção no seio da família, da sociedade? Veio esta criança de um outro planeta? Será que violências são só as agressões físicas?
Um ano de incêndios levou às primeiras páginas notícias de comissões e estudos na prevenção dos fogos. Onde param as comissões e estudos na prevenção destes fogos humanos?
Como se estão a envolver os pais, as escolas, a comunidade em geral na preparação de uma geração futura, pessoas, sim, pessoas?
Aos Governos interessam os resultados de transição de anos escolar mesmo que não signifique qualquer sucesso de aprendizagem – estatísticas.
Os professores, muitos deles estão preocupados com os 9 anos, 4 meses, 2 dias... – dinheiro.
Os pais, muitos, manifestam uma grande ignorância no percurso escolar dos filhos, não comparecendo nas escolas nas reuniões periódicas ou mesmo quando convocados – alheamento.
Tenho dificuldade em compreender a inoperância de quem de direito em responsabilizar os encarregados de educação na educação dos educandos.
É urgente coragem, frontalidade para acabar com este tipo de violência infantil, este deixar andar. Falo de coragem, pois… parece que ainda não faz parte do calendário eleitoral…

domingo, abril 7

KEMPER




Faleceu Wolfgang Kemper.
Quando em 1984 ingressei na então Hoechst Portuguesa era Wolfgang Kemper o CEO.
Figura quase lendária no mundo Hoechst não tardou muito tempo para me cruzar com ele.
Colocara o pé no primeiro degrau de entrada do magnífico edifício em Mem Martins, do interior surgiu-me um vulto, grande silhueta, a luz difusa permitiu-me ver estampada no rosto uma grande cicatriz.
Já me tinham caracterizado, o Sr. Kemper em tempos sofrera um grave acidente de carro…
Boa noite, proferiu, um português estrangeirado. Quem é o senhor, disparou. Sou Afonso Faria, novo operador de informática, começo o meu turno agora. Sabe quem eu sou, retorquiu, e de imediato, Kemper, chefe cá da casa, seja bem-vindo!
Os meus horários eram desfasados da maioria dos trabalhadores, mas algumas vezes cruzei-me ou muito tarde ou muito cedo com o Sr. Kemper. Estão a ver um CEO de uma multinacional alemã registar anomalia de um pingo de uma torneira para chamar directamente o responsável? Sim, coisas desse género fazia-o, o Sr. Kemper.
Uma noite, seriam cerca das duas da manhã, entrou-me de surpresa no “data center”, vulgo sala do Computador. Para chegar à sala tinha que passar uma porta de vidro no corredor, codificada. Nos seus apontamentos todos os códigos acessos da “casa” estavam registados, certamente. Acompanhado pelo filho que me apresentou, Markus, disse. Na altura Markus Kemper tinha a actividade de “broker”, intermediário de negócios. Precisava de uma peça emprestada, IBM e vinha saber se nós podíamos dispensar por dias.
Sim, por acaso tínhamos, podia ser dispensada. Obrigado, disse Markus, e disponha-se a levá-la. Não, Markus, senhor, (era eu), faça um papel para o Markus assinar a comprovar que levou.
Assim foi, assim também era Wolfgang Kemper, “o chefe” lá da casa.
Estes foram episódios vivenciados por mim. Outros por outros experimentados e algumas vezes narrados constituem certamente características particulares e simples, menos conhecidas do HOMEM.

sábado, março 30

Tempo de viver...

Por estas e outras é que eu gosto de estar aqui. Não preciso de me deslocar, estou dentro!
O silêncio que dói a alguém, é reencontro comigo mesmo, um sempre explanar de congeminações, uma descoberta pela surpresa.
Entrego-me, abandono-me sem me alienar, contudo.
Sinto-me saudável, em "Branco"!










quarta-feira, março 27

IRS

Mais uma vez chega a hora do preenchimento do IRS.
Todos podemos indicar uma Instituição que seja beneficiária de 0,5% do que descontamos durante o ano de IRS.

Eu conheço o trabalho das Irmãs Oblatas, coloco no meu IRS o NIF 503098540.
É uma questão de confiança!







quarta-feira, março 20

Porque me abstenho

Aproxima-se um ciclo de eleições.
Em breve serão as Europeias. 
Alguém em Portugal foi consultado se queria pertencer a este clube? Eu pelo menos não fui ouvido. Pertenço àquele grupo de cidadãos “baço”, ou seja, não iluminado. 
Durante anos ainda se colocou em surdina a questão, mas ao exemplo do que se passava pelas europas acharam que não, não fosse o diabo tecê-las...
Se não tenho competência para me pronunciar sobre a adesão, porque terei para escolher quem para lá vai em comissão principescamente pago e com regalias duvidosas?

Imaginem eu que sou proprietário de um T2 na Ameixoeira, ser notificado para eleger a Administração do condomínio de luxo na zona da expo.
E porquê? Porque os administradores do meu T2 na Ameixoeira assim entendem.Terei aqui uma palavra?Resultado de imagem para DISCORDAR

E no outro caso, não terei?
Claro que sim, ABSTENHO-ME! 

quarta-feira, dezembro 12

Bastonária dos enfermeiros

Acabo de ver sua excia a bastonária dos enfermeiros comparar a greve dos ditos com a dos estivadores do porto de Setúbal, a prestação da ministra do pelouro com a actuação da ministra dos seus interesses.
Francamente, menina, comparar a saúde dos portugueses com mercadoria que transita nos portos é o mesmo que comparar as vacas que dão leite ao leite chamado de soja.
Vergonha, menina bastonária!!!
Eticamente não é permitido tudo!

domingo, setembro 16

Amanhecer

Sem palavras...

Fresca esta manhã...
Bela!

quinta-feira, agosto 16

Baú das recordações




Não foi o baú mas a garagem.
A um canto, um lugar, um incómodo...

Hoje estava bom tempo e resolvi armar a tenda! 
Não estava mas facilmente descobri em cada pano o traçado, os milhares de quilómetros.
Em Portugal terras e terras desde o Gerês a Olhão. Perco a conta dos parques uns de referência outros a esquecer, uns antigos outros a estrear.
Um dos lados para os filhos, a filha mais nova aos pés dos irmãos, o outro para os pais. O filho ao crescer, herdou direito de privacidade na área central.
Portugal de lés a lés, Espanha, França, Bélgica, anos 80...
Sem intenção, foi bom recordar!!!
Agora, olho e catalogo...lixo afectivo, precioso na época mas actualmente lixo!







quinta-feira, agosto 9

Parabólicas







Como eu certamente milhares de portugueses mudaram de operador.
De uma forma eficiente quase coerciva, lembraram-me que deveria fazer chegar ao operador cessante, o router, o comando, a box, o telefone…(para cada equipamento seu valor de penalização, caso não fossem entregues dentro do prazo),
E a parabólica, questionei.
Que não, poderia fazer o que quisesse, não aceitavam.
Uhm… para comedor de galinhas é demasiado grande e nem tenho criação e creio que se corre o risco de os bichos saberem ler e com o susto deixarem de pôr ovos…
Assador de “fêveras”? Creio que deixaria mau gosto na carne…
Chapéu chinês tipo apanhador de arroz? O alumínio assaria os miolos…
Se a operadora deixou é porque algum benefício teria para mim em agradecimento da fidelização…
Nã, não encontro aplicação, vai para o lixo, nem me dou ao trabalho de apagar as letras…
Intriga-me que as “zero”, as “quercus”, as secretarias do ambiente ainda não se tenham pronunciado  sobre estes monos….



Calor...


Lembram-se aquando a seca, Assunção Cristas pedir ao “Zé”, preces para provocar a chuva?
Agora foi o calor!
O governo falhou!
Fosse ela governo e certamente nada disto acontecia. Uma cunha e o sol fechava a pálpebra, não provocaria tanto desassossego!
Não sou agricultor, mas costumava obter algum vinho das cepas que alguém plantou há muitos anos, (como na moda se diz, “há muitos anos atrás”).
Este ano creio que já fiz a vindima, as uvas que não assaram, devem estar cozidas.
Confesso que o meu descontentamento fica só pela tristeza e essa passa depressa.
Não sou indiferente àqueles que fazendo vida em torno da terra, preparam, semeiam, cuidam e da colheita aproveitam quase nenhures. Contingências da actividade, prejuízos este ano sonoramente lamentados, contrastando com silenciosos lucros de outros anos!
São momentos de tristeza, episódios. Amanhã será diferente!



sábado, julho 28

Atento


Não sei se mais bonita ou feia que outras.
Aliás cada vez menos me preocupo com a comparação.
Sei que é bela, sei que a vi crescer, a alimentei...
Surpreende-me...
PARTILHO!




terça-feira, julho 17

atento...grato



Observo.
Fogueado o horizonte, prenúncio de mais um dia, insinua-se!
Entrego-me, esqueço os negrumes, embarco!
Inicialmente ao longe, gradualmente perto, em mim, recebo, catarse!
Silêncios possuem-me, embriago-me suave, brandamente,
ACEITO!
Quero, possuo energia, o advir,
PARTILHA,
PREDISPOSIÇÃO!

2018 Massamá/Monte Abraão






Estas fotos ilustram o motivo da minha reclamação, contentores na via pública, efectuada aos serviço municipalizados competentes, julgava eu 
Zona Urbana,  Monte Abraão, concelho de Sintra, 10k da capital do País...
Qual ordenamento, qual ambiente?
Já muita sorte têm os munícipes terem caixotes daqueles que ficam bem, multicoloridos, não é?

Eis a resposta que obtive!
Esclarecedora, competente, amiga do ambiente, inovadora, não é?

"Em resposta ao seu pedido, referente ao posicionamento da contentorização na Av. General Humberto Delgado 3, Monte Abraão, informamos V. Exa. que reencaminhámos o seu pedido para os SMAS de Sintra, entidade que gere os resíduos e a contentorização, e que nos respondeu à sua solicitação:

“No seguimento da exposição apresentada pelo munícipe Sr. Afonso Faria, informamos que se colocarmos o conjunto completo de RSU no passeio, irá originar o estacionamento abusivo por parte de alguns moradores em frente do nosso equipamento, inviabilizando o serviço de recolha.

Agradecemos a vossa compreensão.”

Desde já gratos pelo seu contributo,

Com os melhores cumprimentos,


Gestão de Ocorrências
Ambiente e Espaço Urbano"

Quanto à minha compreensão, não agradeçam porque não têm.
Qunto ao contributo...acabou-se, acabou-se, já dei tudo quanto tinha a dar neste peditório!

segunda-feira, julho 16

2018 ao acaso


Desculpe, senti bater-me nas costas…

Era um velho, um pouco mais velho que eu, pequeno, óculos garrafais, sorriso franco, tez queimada de praias de seara.

Podia dizer-me a como é que está a meloa, 0,99 em caracteres quase gigantes, não suficiente grandes para apreensão de todos…
O diálogo brotou, sem constrangimento. Também cultivei melancias e meloas. Diziam que eram boas, então as melancias, especiais. Vendia muitas!
Era a 0,15€ o quilo. Depois a pessoa que mas comprava deixou de o fazer, tinha que ser eu a pesá-las, fazer contas… difícil, eu só as cultivava e bem.
NÃO SEI LER, NÃO SEI ESCREVER LETRAS, disse.
Tenho pensado no episódio!
Este é mais um episódio no universo do meu dia a dia.
Quem pode ignorar esse tempo em que a iliteracia era tolerada como um mal menor? Quem ousa arvorar-se em defensor desses tempos?  Conheço alguém!
Confesso que bendigo o esforço de meus pais, a visão de futuro que os norteava para os filhos, gente simples, sábia.
Lembro-me sempre o episódio da vinda da minha família para o centro urbano, a proximidade das escolas, na altura. O meu avô questionava se seria a decisão correcta a tomar. Para quê o Liceu, a Escola Técnica? Havia muitos balcões e comerciantes a precisar de empregados…
Esta era uma observação pejada de contradições… um dos meus tios tinha vindo estudar para o Porto e formara-se em medicina!
Felizmente os meus pais apostaram no “cavalo certo”, vieram para o Funchal. Todos nós frequentámos estabelecimentos de ensino secundário. Não nos ficamos pelos trocos de uma gaveta de balcão!
Não se pense menor, esta evocação. Na Madeira só podia estudar quem tivesse acesso directo ao Funchal, meios, Colégios particulares, o velho Liceu Jaime Moniz, a Escola Industrial e Comercial do Funchal, e até o Seminário, estabelecimento de ensino redutor para quem sem posse e fora do Funchal quisesse estudar.
Este desconhecido com quem me cruzei fez-me reviver este episódio da história familiar.
São episódios destes que me estimulam a continuar a estar próximo de quem eventualmente queira aprender…partilhar o que eventualmente recebi por esta ou aquela circunstância.
Se calhar consigo deixar transparecer este meu “ESTAR” e de vez em quando alguém se sente à vontade, sem inibição para me usar como leitor de etiquetas!!!


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