Acerca de mim
- Afonso Faria
- Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!
sexta-feira, novembro 1
agora...poente
Incendiava o fim de tarde, murmurava ternamente silêncios, nem brisa, nem frio...
Outubro esgota-se.
E eu ali!
Prenúncio de dia quente, ouço dizer.
Aguarela quente de um fim de dia tranquilo, afirmo!
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Afonso Faria
em
00:13
segunda-feira, outubro 28
Olhar e ver...
Gaveta:
meus olhares...
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| Palácio Seixas ao Principe Real |
Centenas de vezes tenho passado à porta, centenas de vezes não o vi.
Foi preciso um entupimento de transito para, olhando-o, vê-lo, mesmo não sendo a frontaria, belíssimo!
Os trajectos, na maior parte das vezes são só veículo para atingir objectivos. Não deviam...
Tal como na vida o pormenor da caminhada cativa-nos com maior intensidade, surpreende-nos.
E afinal é no percurso que nos deleitamos, nos afirmamos; a meta por mais que queiramos adiar é sobejamente conhecida, determinada, sem interesse!
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Afonso Faria
em
21:54
sábado, outubro 26
(re)começar!
Gaveta:
meus olhares...
Mesmo antes do pequeno almoço...
mesmo antes da água na cara...
o absorver tranquilo do dia que começa,
o lavar a alma na frescura da manhã,
interiorizar a energia que brota,
receber e aceitar!
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Afonso Faria
em
23:40
quinta-feira, outubro 17
Lisboa
Gaveta:
meus olhares...
Não
é decididamente o local de minha predilecção, neste momento.
Sempre
que tenho de lá ir, ainda não cheguei, já tenho planeada a fuga!
Mas
confesso que ainda me deixo seduzir pelo contraste, pelo imprevisto,
pelo cenário. Há muito que ando "armado" com a câmara
fotográfica e disparo ao insólito, ao momento.
Fim
de dia, o Tejo transformado numa extensão do casario...cidade
ambulante.
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Afonso Faria
em
00:45
quinta-feira, agosto 15
Não é fogo que arde sem se ver
Não mais estas imagens de tranquilidade...

Este contraste em harmonia num dia que se levanta
A besta surgiu, devastadora...

Tantos quilómetros caminhados por veredas apetecíveis, tantos verdes em descoberta, tantos deliciosos silêncios em comunhão, tantos cânticos esvoaçantes...
Dói-me este cinzento acre, agridem-me estes esqueletos contorcidos, estas veredas de nada ladeadas... mas há MEMÓRIA!
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Afonso Faria
em
19:25
segunda-feira, julho 1
CES Contribuição extraordinária de solidariedade
Chulo
Assalto
Extorsão
Bando
Quadrilha
Assalto
Extorsão
Bando
Quadrilha
Estes
são os predicados que encontrei na net para catalogar os governantes
e as forças que os apoiam. E fica em reserva o "Palhaço"
Durante
a minha vida activa a minha entidade patronal resolveu providenciar
uma forma de melhorar o futuro dos seus colaboradores criando um
fundo onde depositava uma percentagem do ordenado adicionando a uma
percentagem de cada colaborador. Este fundo de início foi gerido por
uma companhia de seguros e posteriormente por um banco.
Nada tinha intervenção estatal!
Quando
passei à reforma, em vez de receber de uma só vez o que era devido,
optei por receber uma pequena parcela todos os meses.
Pensei que era uma boa opção!
Na
realidade não contava que no meu país havia de surgir um bando de
saqueadores e tudo o mais que destaco em cima que iriam taxar
extraordinariamente o que eu poupara. Não ponho em causa o IRS a
que está submetida esta importância como "rendimento".
Se
acho obsoleta a "contribuição de sustentabilidade" a que
estou sujeito no regime geral de reforma da Caixa Nacional de Pensões
para onde descontei trinta e oito anos, estenderem esta
contribuição extraordinária de Solidariedade (CES) a uma
poupança individual, acho um ROUBO.
Embora
com acordos ortográficos, na nossa língua materna ainda permanecem
vários vocábulos que definem esta acção, para além dos acima
mencionados.
PQP
é a expressão polida que uso para estes senhores,
antigamente apelidados filhos de uma nota de vinte!
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Afonso Faria
em
16:25
segunda-feira, junho 10
10 de Junho - Elvas
Dizem que é o dia de Portugal, dos portugueses.
Por acaso abri a televisão no momento que o Sr. Cavaco levava uma vaia à chegada ao recinto.
Para mostrar o seu ressentimento, o Sr. Presidente começou o seu discurso dirigindo-se à Srª Presidente da Assembleia... Srs militares, e pronto!
O Povo vaiou, não mereceu uma palavra!
Eu reparei e como o discurso não era para mim...desliguei!
Por acaso abri a televisão no momento que o Sr. Cavaco levava uma vaia à chegada ao recinto.
Para mostrar o seu ressentimento, o Sr. Presidente começou o seu discurso dirigindo-se à Srª Presidente da Assembleia... Srs militares, e pronto!
O Povo vaiou, não mereceu uma palavra!
Eu reparei e como o discurso não era para mim...desliguei!
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Afonso Faria
em
10:43
segunda-feira, maio 13
ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO - GNR - " IDOSOS EM SEGURANÇA
"A GNR está a desenvolver várias acções de sensibilização junto dos idosos com a finalidade de alertar e esclarecer os mesmos sobre procedimentos de segurança a aplicar em situações de tentativa de burla e/ou maus tratos de que, os idosos, por vezes, são vítimas.
Estas Acções de Sensibilização inserem-se na campanha “Idosos em Segurança”, sendo acções bastante relevantes, tendo em conta que os crimes de burla têm vindo a aumentar em todo o país."
Esta era a notícia.
Pensei, ainda bem que a GNR está atenta à tentativa de burla, assaltos, maus tratos a que os idosos/reformados estão sujeitos.
O Governo do Sr Passos Coelho que se ponha a pau. Não pode mandar assaltar as pensionistas...porque a GNR está atenta!
Não, a notícia já vinha de 2009, os roubos, os ladrões eram outros...
Pelos vistos não foram presos!
Proliferam, travestidos!
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Afonso Faria
em
06:15
quinta-feira, maio 9
Janela (in)discreta
Gaveta:
meus olhares...
Sem casa, ergue-se sólida.
Um habitante próximo, vivendo há cerca de 40 anos no local, sempre a conheceu assim. Consta que os proprietários zelosamente fazem a sua manutenção.
É certamente mais belo o seu interior do que o asfalto exterior.
Que história acolhe?
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Afonso Faria
em
18:49
terça-feira, maio 7
Olhar...VER!
Gaveta:
meus olhares...
Passa uma Borboleta
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro
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Afonso Faria
em
19:50
quarta-feira, abril 17
Breve momento
Gaveta:
meus olhares...
Por acaso tive que ficar em casa.
Almoçado, o sol estava convidativo, a palete de uma variedade intensa, azuis, verdes, castanhos.
Sentei-me despreocupadamente no chão, mesmo no chão chão, sem me importar com as poeiras, aqueles pruridos que nos tolhem os movimentos de liberdade.
Uns minutos, silêncio cúmplice e conveniente.
A meu lado espreguiça-se o meu fiel Lucky.
Derramo o olhar neste branco, verde, róseo alvo promissor de gulosas cerejas vermelhas, integro-me, abandono-me em sintonia.
Sinto-me em Paz.
Sou privilegiado, posso...
E quero!
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Afonso Faria
em
16:12
domingo, abril 7
quinta-feira, março 28
OFF
O botão "OFF", eram 21H 18M, funcionou na perfeição após "zapping".
Nem no canal Hollywood sou capaz de ver duas vezes o mesmo filme, ainda mais de terror!
Nem no canal Hollywood sou capaz de ver duas vezes o mesmo filme, ainda mais de terror!
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Afonso Faria
em
00:10
domingo, março 17
Terapias de pequenos nadas!
Às
vezes somos agradavelmente surpreendidos numa estrada desconhecida.
Aconteceu-me!
Prendi-me
com a beleza do miradouro, muito antes de o desfrutar!
Apelativo
enquadramento, as rochas, as mesas, os assentos, a pérgola...
Depois,
o contraste de cores...
Não
precisaria debruçar a vista no infinito...
A
tranquilidade do encanto havia já sido conseguida!
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Afonso Faria
em
22:38
domingo, março 10
Duas rãs numa taça de natas
Era
uma vez duas rãs que caíram numa taça de natas.
Rapidamente
se aperceberam de que estavam a afundar-se: era impossível nadar ou
flutuar durante muito tempo na massa espessa como areias movediças.
No início, as duas rãs tentaram bater as patitas para chegarem à
borda do recipiente. Mas era inútil; por mais que se mexessem, não
saíam do mesmo lugar e estavam cada vez mais atoladas. Sentiam uma
dificuldade crescente em vir à superfície respirar.
Uma
delas disse em voz alta:
- Já
não aguento mais. É impossível sair daqui. Não se consegue nadar
nesta pasta. Já que vou morrer, não vejo de que serve prolongar
este sofrimento.Não faz sentido morrer cansada por causa de um
esforço inútil.
Dito
isto, deixou de bater com as patitas e afundou-se rapidamente,
engolida pelo espesso líquido branco.
A
outra rã, mais persistente ou talvez mais casmurra, disse de si para
si mesma.
- É
escusado! Não consigo avançar nesta pasta. No entanto, se vou
morrer, prefiro lutar até ao meu último fôlego. Não quero morrer
um segundo que seja antes da minha hora.
Continuou
a dar às patas e a chapinhar sempre no mesmo lugar, sem avançar um
um centímetro sequer, durante horas e horas.
E
de repente, de tanto bater com as patas e com as coxas, de tanto
mexer e remexer, a nata transformou-se em manteiga.
Surpreendida,
a rã deu um salto e, patinando, chegou à borda do recipiente. Daí,
pôde regressar a casa, coaxando alegremente.
Jorge
Bucay
"deixa-me
que te conte"
Publicada por
Afonso Faria
em
11:09
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