Na imensidão a alma em núvem se transforma, sem espartilho, ora densa ora ténue, e voa em rasto de azul!
Acerca de mim
- Afonso Faria
- Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!
quinta-feira, outubro 26
Visto, vivido, captado!
Na imensidão a alma em núvem se transforma, sem espartilho, ora densa ora ténue, e voa em rasto de azul!
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Afonso Faria
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13:42
sexta-feira, outubro 13
segunda-feira, outubro 9
distraídos?
Quero manter os meus óculos escuros, aqueles que suavizam a agressividade da luminosidade intensa, reavivam os contrastes, os azuis, permitem quase uma percepção três dimensões do imenso céu.
Quero mantê-los e olhar para onde me apetecer sem vergonha de alma, denunciadora em meus olhos.E que bom uns artefactos semelhantes para os ouvidos!
Tanta, mas tanta dor silenciosa, sem sexo, sem idade!
Dor encoberta, envergonhada, sentida, disfarçada!
Tanta, mas tanta mão estendida em súplica de socorro surdo,
Tanto que fazer e quase nada poder.
Será mesmo?
Em silêncio, em comunhão, acertando o passo, sem crítica, sem soluções, partilhando dores, suavizando acres palavras, atentos, mantenhamo-nos atentos e solidários, escutemos!
Quero mantê-los e olhar para onde me apetecer sem vergonha de alma, denunciadora em meus olhos.E que bom uns artefactos semelhantes para os ouvidos!
Tanta, mas tanta dor silenciosa, sem sexo, sem idade!
Dor encoberta, envergonhada, sentida, disfarçada!
Tanta, mas tanta mão estendida em súplica de socorro surdo,
Tanto que fazer e quase nada poder.
Será mesmo?
Em silêncio, em comunhão, acertando o passo, sem crítica, sem soluções, partilhando dores, suavizando acres palavras, atentos, mantenhamo-nos atentos e solidários, escutemos!
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Afonso Faria
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08:41
domingo, outubro 1
segredo
E estava a chover!
O dia cinzento, a alma sombria…
E veio o Sol!
E o azul deixou-se ver em sorriso!
E uma nuvem alva deslizou em silêncio de algodão!
E um pássaro segredou-me,
Vou mas volto...,
na Primavera.
O dia cinzento, a alma sombria…
E veio o Sol!
E o azul deixou-se ver em sorriso!
E uma nuvem alva deslizou em silêncio de algodão!
E um pássaro segredou-me,
Vou mas volto...,
na Primavera.
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Afonso Faria
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12:06
segunda-feira, setembro 25
Talentos
Esta coisa de talentos, tem muito que se lhe diga. Todos temos os nossos, alguns já a descoberto e assumidos, outros ainda em insinuação, não solidificados.
Mas temos, lá isso, temos.
Por falta de oportunidade em deixarmos transparecer ou por não acreditarmos neles, essencialmente por serem nossos, não só não os valorizamos, como até os depreciamos, vulgarizamo-los.
E um dia, uma ocasião, alguém os descobre, aponta-os, faz-nos sentir especiais.
E valorizam-nos!
E até duvidamos!
E até olhamos para o lado a ver a quem se referem…
E por momentos convencemo-nos.
Que me descobriram em mim?
Acho que um é unir pontas, reparar roturas, provocar sorrisos!
Gosto.
E porque não havia de gostar?
Mas temos, lá isso, temos.
Por falta de oportunidade em deixarmos transparecer ou por não acreditarmos neles, essencialmente por serem nossos, não só não os valorizamos, como até os depreciamos, vulgarizamo-los.
E um dia, uma ocasião, alguém os descobre, aponta-os, faz-nos sentir especiais.
E valorizam-nos!
E até duvidamos!
E até olhamos para o lado a ver a quem se referem…
E por momentos convencemo-nos.
Que me descobriram em mim?
Acho que um é unir pontas, reparar roturas, provocar sorrisos!
Gosto.
E porque não havia de gostar?
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Afonso Faria
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17:53
terça-feira, setembro 19
e há tanto por aí...
“Burro velho não aprende latim” escreveu a Teresa, no seu primeiro Email. Escreveu e chamou-me, antes de enviar. É assim professor, “nã éi”?
No rosto um sorriso “malandreco”, um brilho no olho de Algarvia de duas gemas, escuro, sarraceno!
Mas o que é que quer que eu diga, que é assim que se manda, ou que burro velho…
O sorriso desmanchou-se em gargalhada.
Pois, estas minhas meninas dos sessentas e muitos e setentas quase oitenta…sabem muito!
Aqui é o Algarve em cantarolar ainda não esquecido, ali Trá-os-Montes duro e sofrido.
Viajo, em experiências. Absorvo conhecimentos, divirto-me!
No rosto um sorriso “malandreco”, um brilho no olho de Algarvia de duas gemas, escuro, sarraceno!
Mas o que é que quer que eu diga, que é assim que se manda, ou que burro velho…
O sorriso desmanchou-se em gargalhada.
Pois, estas minhas meninas dos sessentas e muitos e setentas quase oitenta…sabem muito!
Aqui é o Algarve em cantarolar ainda não esquecido, ali Trá-os-Montes duro e sofrido.
Viajo, em experiências. Absorvo conhecimentos, divirto-me!
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Afonso Faria
em
20:12
quinta-feira, setembro 14
Bom dia
Na maior parte das vezes, estes cantinhos na net, são depositários de emoções do momento, dos momentos. Enviam-se mensagens mais ou menos encapsuladas,reportam-se estados de espirito, imprimem-se indignações, manifestam-se extases, retratam-se emoções, em suma...desnudam-se almas!
Uma não presença que não ausência forçosamente, aqui ou aí nos vossos "domínios" tem tantas justificações, cada uma forte, cada um com a sua. E pertinente.
Não tenho tido tempo!
Esta é a minha justificação.
Os dias têm sido vividos intensamente, as horas fluem, estou desconfiado que andam a roubar minutos. (continuarão a ter 60?)
Chegaram as primeiras chuvas. Fortes, intensas, contrariedade para os espíritos ainda em veraneio, gulosos ombros chocolate, olhos mar.
É o ciclo da natureza, da vida.
Sinto-me vivo, provocador, incomodativamente tranquilo.
Partilho, (sempre este verbo de eleição) um sorriso convosco.
Um bom dia!
Uma não presença que não ausência forçosamente, aqui ou aí nos vossos "domínios" tem tantas justificações, cada uma forte, cada um com a sua. E pertinente.
Não tenho tido tempo!
Esta é a minha justificação.
Os dias têm sido vividos intensamente, as horas fluem, estou desconfiado que andam a roubar minutos. (continuarão a ter 60?)
Chegaram as primeiras chuvas. Fortes, intensas, contrariedade para os espíritos ainda em veraneio, gulosos ombros chocolate, olhos mar.
É o ciclo da natureza, da vida.
Sinto-me vivo, provocador, incomodativamente tranquilo.
Partilho, (sempre este verbo de eleição) um sorriso convosco.
Um bom dia!
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Afonso Faria
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08:43
terça-feira, setembro 5
eterna aprendizagem!

Revolta, indignação, raiva.
Ontem uma pessoa próxima, foi assaltada, em plena rua. Os meliantes, dois, não importa se brancos ou negros, amarelos ou castanhos. Isso é tema de uma outra conversa, muitas conversas.
Crápulas. Aproximaram-se vindos não se sabe de onde, num acto de pura violência, atiraram ao chão como se um saco fosse, sacaram o telemóvel, a carteira…
A dor, mais na alma que no corpo, o medo, um grito mudo, uma revolta em lágrimas expressa.
Está a ficar assim, este cantinho. Alarmante, galopantemente alarmante!
Para comunicar à Polícia, quatro horas no total, diluídas também em espera. E fala, e repete e narra e reafirma e diz que não e diz que sim, e…e …e!
E são nestes momentos que nos apetece usar um taco de basebol!
E são nestes momentos que não nos apetece contrariar a nossa cegueira!
E são estes momentos que nos sentimos impotentes, vazios, desprotegidos, sós.
Mas felizmente há uma diferença! NÓS e eles.
E também são estes momentos que nos despertam para a vida.
E também são estes momentos que nos permitem a descoberta dos nossos limites, mais além.
E também são estes momentos que nos fazem exercitar o “DOM” de ajudar a gerir as adversidades. Sem menosprezo. Com respeito! Em silêncios de Ouro.
O importante não é deixar de ter um mau momento. Ele faz parte da viagem chamada vida.
O importante é trabalhar as capacidades de gestão. O QUE FAÇO COM ESTE MAU MOMENTO?
Aprendizagem, eterna aprendizagem.
Ontem uma pessoa próxima, foi assaltada, em plena rua. Os meliantes, dois, não importa se brancos ou negros, amarelos ou castanhos. Isso é tema de uma outra conversa, muitas conversas.
Crápulas. Aproximaram-se vindos não se sabe de onde, num acto de pura violência, atiraram ao chão como se um saco fosse, sacaram o telemóvel, a carteira…
A dor, mais na alma que no corpo, o medo, um grito mudo, uma revolta em lágrimas expressa.
Está a ficar assim, este cantinho. Alarmante, galopantemente alarmante!
Para comunicar à Polícia, quatro horas no total, diluídas também em espera. E fala, e repete e narra e reafirma e diz que não e diz que sim, e…e …e!
E são nestes momentos que nos apetece usar um taco de basebol!
E são nestes momentos que não nos apetece contrariar a nossa cegueira!
E são estes momentos que nos sentimos impotentes, vazios, desprotegidos, sós.
Mas felizmente há uma diferença! NÓS e eles.
E também são estes momentos que nos despertam para a vida.
E também são estes momentos que nos permitem a descoberta dos nossos limites, mais além.
E também são estes momentos que nos fazem exercitar o “DOM” de ajudar a gerir as adversidades. Sem menosprezo. Com respeito! Em silêncios de Ouro.
O importante não é deixar de ter um mau momento. Ele faz parte da viagem chamada vida.
O importante é trabalhar as capacidades de gestão. O QUE FAÇO COM ESTE MAU MOMENTO?
Aprendizagem, eterna aprendizagem.
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Afonso Faria
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21:45
terça-feira, agosto 29
Para ti Lua de Prata
Filha, menina, confidente, dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Menina, confidente, dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Confidente, dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Advogada, amante, companheira, mãe!
Amante, companheira, mãe!
Companheira, mãe!
MÃE
M U L H E R!
Menina, confidente, dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Confidente, dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Dócil, frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Frágil, cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Cúmplice, guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Guerreira, advogada, amante, companheira, mãe!
Advogada, amante, companheira, mãe!
Amante, companheira, mãe!
Companheira, mãe!
MÃE
M U L H E R!
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Afonso Faria
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10:58
segunda-feira, agosto 28
João
João, chamemo-lhe assim.
Setenta e dois anos de vida, um rol de vivências acumuladas, experiências conseguidas e outras menos.
Rosto esguio, tez queimada em jornas sem horário, corpo franzino, olho vivo de um brilhosinho permanente, sorriso envergonhado mas franco.
Mãos calejadas de cabos de alfaia, rudes, enormes de construtor de mundos, gentis em gesto e dádiva.
“Parei pela vida. Não estudei mais, mas importei outras coisas.”
E importou mesmo! É um HOMEM, tenho o privilégio de o conhecer.
Setenta e dois anos de vida, um rol de vivências acumuladas, experiências conseguidas e outras menos.
Rosto esguio, tez queimada em jornas sem horário, corpo franzino, olho vivo de um brilhosinho permanente, sorriso envergonhado mas franco.
Mãos calejadas de cabos de alfaia, rudes, enormes de construtor de mundos, gentis em gesto e dádiva.
“Parei pela vida. Não estudei mais, mas importei outras coisas.”
E importou mesmo! É um HOMEM, tenho o privilégio de o conhecer.
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Afonso Faria
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09:16
quarta-feira, agosto 23
Telemóvel, telemóveis...
Despertei. Quase mecânico, um olhar.
Não, não havia mensagens, uma vez mais o telemóvel não tocara durante a noite.
Permanece ligado, como vem acontecendo noites e noites, há anos.
No visor, um só registo – silêncio. Registo acumulado de muitas e muitas noites.
Tomei-o em minha mão, um olhar ainda não desperto.
Nomes, lista…
Muitos, tantos…
Quem?
Este já nem sei, … lixo…outro, para que mantenho este? Lixo!
Grupos, uhm... sem grupo, família, vip, amigos, emprego, outros.
Percorro a lista, percorro as pessoas!
A, amigo, sem dúvida. M, pois…L, talvez…ali. X , não sei bem..K , sim pode ficar aqui.
Revendo.
Também encontrei dificuldade em colocar neste “grupo AMIGOS” muitos nomes. São poucos. Bons, certamente.
E o meu, o meu nome em que grupo estará inserido, em portadores do meu número de telefone?
No mínimo, gostaria de ser tecla rápida… (desejo!)
Não em muitos. Em alguns, bons!
Não, não havia mensagens, uma vez mais o telemóvel não tocara durante a noite.
Permanece ligado, como vem acontecendo noites e noites, há anos.
No visor, um só registo – silêncio. Registo acumulado de muitas e muitas noites.
Tomei-o em minha mão, um olhar ainda não desperto.
Nomes, lista…
Muitos, tantos…
Quem?
Este já nem sei, … lixo…outro, para que mantenho este? Lixo!
Grupos, uhm... sem grupo, família, vip, amigos, emprego, outros.
Percorro a lista, percorro as pessoas!
A, amigo, sem dúvida. M, pois…L, talvez…ali. X , não sei bem..K , sim pode ficar aqui.
Revendo.
Também encontrei dificuldade em colocar neste “grupo AMIGOS” muitos nomes. São poucos. Bons, certamente.
E o meu, o meu nome em que grupo estará inserido, em portadores do meu número de telefone?
No mínimo, gostaria de ser tecla rápida… (desejo!)
Não em muitos. Em alguns, bons!
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Afonso Faria
em
09:24
sexta-feira, agosto 18
terça-feira, agosto 15
Dar, receber, partilhar...
É isso. Ultimamente tenho meditado muito no sentido destas simples palavras.
Claro que se pode ficar pelo significado literal, e pronto. Ou quem dá acha que sim, quem recebe acha que sim, quem partilha acha que sim,
E acaba-se a discussão.
Mas eu hoje quero discussão.
Direi que dar e receber é acção direccional. Partilhar é bidereccional.
Há quem se sinta bem em dar, dar o que tem...em excesso, mecanicamente. Há quem se sinta bem em receber, receber o que não tem. E há quem, dando e recebendo o faz como partilha. Não os excedentes, não os deficits.
Para este último grupo, é preciso mais que TER! É urgente que se SEJA, mais que se tenha.
Neste momento deixo-me seduzir pelo percurso desta viagem plena. Plena em emoção, descoberta, em Paz. Ensaio o caminho.
Cresço, adquiro riqueza, tranquilidade.
Dos meus, tempos, bens, prazeres, sonhos, medos e vivências, abdico um pouco em troca com outros tempos, bens, prazeres, sonhos, medos e vivências. Recebo, entrego-me. PARTILHO..
E sinto-me bem. Invejosamente bem!
Ps. TER, simplesmente TER?
Não me seduz a ideia de beleza de uma morte com a boca cheia de moedas!
Claro que se pode ficar pelo significado literal, e pronto. Ou quem dá acha que sim, quem recebe acha que sim, quem partilha acha que sim,
E acaba-se a discussão.
Mas eu hoje quero discussão.
Direi que dar e receber é acção direccional. Partilhar é bidereccional.
Há quem se sinta bem em dar, dar o que tem...em excesso, mecanicamente. Há quem se sinta bem em receber, receber o que não tem. E há quem, dando e recebendo o faz como partilha. Não os excedentes, não os deficits.
Para este último grupo, é preciso mais que TER! É urgente que se SEJA, mais que se tenha.
Neste momento deixo-me seduzir pelo percurso desta viagem plena. Plena em emoção, descoberta, em Paz. Ensaio o caminho.
Cresço, adquiro riqueza, tranquilidade.
Dos meus, tempos, bens, prazeres, sonhos, medos e vivências, abdico um pouco em troca com outros tempos, bens, prazeres, sonhos, medos e vivências. Recebo, entrego-me. PARTILHO..
E sinto-me bem. Invejosamente bem!
Ps. TER, simplesmente TER?
Não me seduz a ideia de beleza de uma morte com a boca cheia de moedas!
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Afonso Faria
em
10:16
segunda-feira, agosto 7
quinta-feira, agosto 3
Que bem se respira aqui....
De cinzento plúmbeo, aqui e ali, lâminas de prata reflectindo uma lágrima da Lua em despedida da noite, o Tejo deslizava sossegado, espreguiçando quando possível ao longo da margem, tantos segredos e cumplicidades acarretando. De braços abertos de imenso, o mar envolvendo-o deixava de ser um, para de dois em um só transformar-se. Afecto, quero que seja isso. Não? Mas se fui eu que vi, quem me pode desmentir?
Um iate deixa-se embalar numa ânsia de partida, indolente, mas decidido. Solitário, navegador solitário em busca de reconciliação. Apreensivo mas desejoso de iniciar novas rotas, descobrir, sentir novos sentires, desafiar o seu limite. Vi-lhe o brilho dos olhos quase como dois pequenos faróis. Exagero? Quem quiser não acredite!
Em sentido contrário, negro, enormemente imponente, desgastado por não sei quantas vagas vencidas, sulcadas em matiz de branco espuma, um porta contentores. Dezenas de homens, fato-macaco laranja pôr de sol, emprestavam um colorido ao cenário. Sorrisos, sôfregos olhares saciados nas colinas da majestosa Lisboa, ainda adormecida. Sonhos, planos, sonos reparadores não embalados, por meia dúzia de dias.
Uns chegam, outros partem.
Uns partem porque querem chegar.
Outros chegam desejando partir.
Para estes uns braços que se estendem. Para outros, braços que se abrem.
Em uma estrela, algures, o elo, a LUZ .Dá-se, recebe-se.
Vi, senti, respirei e fui confidente.
O Sol, quando se apercebeu, tudo já se tinha passado.
Talvez amanhã!
Um iate deixa-se embalar numa ânsia de partida, indolente, mas decidido. Solitário, navegador solitário em busca de reconciliação. Apreensivo mas desejoso de iniciar novas rotas, descobrir, sentir novos sentires, desafiar o seu limite. Vi-lhe o brilho dos olhos quase como dois pequenos faróis. Exagero? Quem quiser não acredite!
Em sentido contrário, negro, enormemente imponente, desgastado por não sei quantas vagas vencidas, sulcadas em matiz de branco espuma, um porta contentores. Dezenas de homens, fato-macaco laranja pôr de sol, emprestavam um colorido ao cenário. Sorrisos, sôfregos olhares saciados nas colinas da majestosa Lisboa, ainda adormecida. Sonhos, planos, sonos reparadores não embalados, por meia dúzia de dias.
Uns chegam, outros partem.
Uns partem porque querem chegar.
Outros chegam desejando partir.
Para estes uns braços que se estendem. Para outros, braços que se abrem.
Em uma estrela, algures, o elo, a LUZ .Dá-se, recebe-se.
Vi, senti, respirei e fui confidente.
O Sol, quando se apercebeu, tudo já se tinha passado.
Talvez amanhã!
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Afonso Faria
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20:07
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