
Em intervalo de leitura de uma deliciosa prosa, sentado comodamente à sombra de uns frondosos pinheiros, povoados de variadas espécies voadoras, os sons, os cheiros, o murmúrio de um longínquo bater de ondas, convidam a dotar de asas o espírito e deixar que livremente ideias mais ou menos consistentes, menos ou mais líricas se incorporem em contornos, primeiro mais voláteis, depois, consistentes.
Páscoa, Natal, duas épocas essencialmente alusivas a convicções religiosas, ao conceito de Família, oportunistamente aproveitadas pelo espírito consumista de uma sociedade que adopta valores em permanente mutação.
Como o espírito alado não encontra fronteiras, as ideias não precisam de ordenamento nem de uma cronologia para residirem num estado de fantasia, onde não existem restrições e surgem em cachoeiras de desejo.
Como posso com o meu contributo alterar o que se teima crer fatalidade?
Olho, ao meu lado, olho-me numa análise exigente e fria. Que posso melhorar?
Perguntas, perguntas, perguntas!
Vou reflectir e honestamente amanhã serei, farei melhor!