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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

domingo, maio 20

Extinção de Juntas de freguesia

Fala-se das juntas que existem, das que não deviam existir. Fala-se...cansativamente, por vezes sem nexo.
Há dias, estava na sala contígua, o telefone tocou, oiço a funcionária - "olá D. M, tenha calma, sente-se e respire, tenha calma...",cinco, dez minutos, sem pressa.
A dita junta serve menos de dois mil habitantes, velhos por essência, numa área de cerca de 18.000 km2. Para além do nº de eleitor, há PESSOAS. 
Na junta pagam-se vários serviços, (água, luz, telefone) e é em simultâneo posto de correios.
Vezes sem conta sentados no hall de entrada, idosos sem idade, muita em denúncia dos rostos cinzelados, esperam. Atentos ao movimento, ouvem, sorriem e às vezes falam. Mãos ressequidas pela dureza dos solos, olhos gastos de vistas várias, indumentárias negras de solidão, indicador negro de identificação.
Vieram à junta, trouxeram-nos à junta, às senhoras da junta.
Alguém, os levará de regresso a casa, nem que seja a carrinha da junta...
Fala-se das juntas que existem, das que deviam existir.
Fala-se ... cansativamente, por vezes sem nexo.
Sem bom senso!


  

terça-feira, maio 15

Colonoscopia

Há dias fiz um exame.
Muita gente o faz, se calhar não tantas pessoas como deviam.
Depois do sacrifício da preparação, a recompensa de tudo estar bem.
Um conhecido, aluno sénior informou-me que também tinha feito.
Sem sedação, não aguentara o exame completo, detectaram-lhe um tumor de 4cm. Terá que ser operado. Não tinha 150 € para pagar a sedação, disse-me.
Fiquei incomodado, senti-me privilegiado...
Esta saúde, esta política dói-me!
PQP (eu explico para quem estiver interessado) quem cegamente decide!
Pragas?
Por justiça gostava de saber rogar!

quinta-feira, maio 3

Dentista

Estou como se tivesse levado uma sova!
Afinal foi só uma ida ao dentista...
Há cerca de vinte anos que nos conhecemos, competente, detentor de um consultório com tecnologia de ponta, de uma paciência enorme. 
O mal não é dele, é meu. 
Uma hora na cadeira, creio que estive apoiado somente no pescoço e calcanhares. Doem-me as mãos, as falanges de tanto cravar as unhas num desgraçado de um guardanapo..., os abdominais, os bicipites, trícipites de tanta contração.
O mal não é dele, é meu!
Ainda ontem lhe dizia que o consultório estava mal situado, em frente às finanças. Podem ser simpáticos mas fazem sempre doer...
E é um encontro mais cedo ou tarde.
Mas mesmo assim, prefiro estar sentado na cadeira e espreitar as letras azuis da repartição do que do outro lado o dente do 1º andar.
Pago mas sei a quem, tenho interlocutor válido, em último caso a opção é minha.
Para a semana há mais, que bom...
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