Sentir,
Sentir-me porto de abrigo,
Água que sacia a sede,
Panaceia para um mal…
Sentir-me grande no meu limite,
Na confidência,
Na cumplicidade.
Sentir,
Sentir-me farol,
pilar,
refúgio,
rochedo.
Sentir,
Sentir-me hoje, tecelão de desfiados fios de ontem,
Teias de desejos de amanhã,
Em mesclado de esperança.
Acerca de mim

- Afonso Faria
- Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!
segunda-feira, abril 24
quinta-feira, abril 13
livros, ideias
Tenho andado a “navegar” pelo SUL do Miguel Sousa Tavares.
Com este tempo, a luminosidade dos dias, não tenho dificuldade em apontar a minha objectiva e focá-la nos cenários. Outros, descobrindo, redescobrindo, criando apetências. Nada se repete, sei. E os meus olhos não são os dele. E as raízes culturais, os filtros naturais de uma personalidade. De qualquer forma viajo. Viajo em espírito e sinto as vivências.
Com este tempo, a luminosidade dos dias, não tenho dificuldade em apontar a minha objectiva e focá-la nos cenários. Outros, descobrindo, redescobrindo, criando apetências. Nada se repete, sei. E os meus olhos não são os dele. E as raízes culturais, os filtros naturais de uma personalidade. De qualquer forma viajo. Viajo em espírito e sinto as vivências.
Estive fora. A mesa de cabeceira era outra. O SUL ficou!
Tenho por hábito, por vício, por prazer, passar o olhar em letras, antes de adormecer.
Um livro, um livro!
Tropecei em alguns. Gostei particularmente do título deste. A ESPERANÇA! O escritor, Francesco Alberoni.
Primeiro em diagonal, a capa, a contracapa um desfolhar rápido. Sou capaz de me concentrar. Gosto de escritas activas, daquelas que me permitam interpelar, discordar, identificar-me. Vou lendo.
De fácil leitura, este livro. Facilmente se folheia e se alcança as ideias, se avança nas páginas.
Partilho. Se puderem, quiserem, espreitem. Ficou a referência!
Ah, este Sol, esta Luz, estas cores!
Entreguem-se!
Publicada por
Afonso Faria
em
11:46
terça-feira, abril 4
estar, sentir
Cansado, também o dia falece.
As cores que se esbatem, um cinzento breve,
Um negro envolvente.
Uma curva na estrada, na vida
Uma janela entreaberta, uma cortina leve, alva,
Tocada por suave brisa esvoaça,
Em movimento de chamamento ou despedida,
Sem cadência, ora a proximidade ora ausência.
Um número dourado à porta,
A esperança que se aviva e não se esgota.
Fora e dentro, dentro e fora,
Repressão de um sentimento que jorra.
A música de um CD abandonado,
As palavras de um livro decorado,
Uma vida em pausa.
Um intencional golpe de olhar indiscreto,
O encontro na solidão de uma só lâmpada,
O complemento de uma vela de chama branda, persistente,
O imaginário de um corpo, uma alma quente.
Um só prato na mesa,
Em outra um só prato simplesmente!
Um duche, um outro duche demorado,
Um corpo, um outro corpo molhado,
Uma toalha jogada ao chão,
Quatro mãos que se estendem
E não se tocam de tão próximas
E afastadas que estão.
As cores que se esbatem, um cinzento breve,
Um negro envolvente.
Uma curva na estrada, na vida
Uma janela entreaberta, uma cortina leve, alva,
Tocada por suave brisa esvoaça,
Em movimento de chamamento ou despedida,
Sem cadência, ora a proximidade ora ausência.
Um número dourado à porta,
A esperança que se aviva e não se esgota.
Fora e dentro, dentro e fora,
Repressão de um sentimento que jorra.
A música de um CD abandonado,
As palavras de um livro decorado,
Uma vida em pausa.
Um intencional golpe de olhar indiscreto,
O encontro na solidão de uma só lâmpada,
O complemento de uma vela de chama branda, persistente,
O imaginário de um corpo, uma alma quente.
Um só prato na mesa,
Em outra um só prato simplesmente!
Um duche, um outro duche demorado,
Um corpo, um outro corpo molhado,
Uma toalha jogada ao chão,
Quatro mãos que se estendem
E não se tocam de tão próximas
E afastadas que estão.
Publicada por
Afonso Faria
em
11:16
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