Um
notícia como tantas ou talvez não.

Logo
aquando a introdução da notícia pelo jornalista de serviço,
pensei que a “besta” uma vez mais não fizera distinção,
apossara-se de um poderoso.
Depois
fiquei deveras impressionado com a tranquilidade daquele homem, o
brilho apaziguador do olhar, um sorriso sereno.
A
imagem fez-me recuar uns meses.
Maria
Barroso, pessoa por quem não nutria particular simpatia, participava
num congresso tendo por tema, "velhos".
Surpreendeu-me.
Fraca figura em cima do palco, recitava de memória um poema longo,
enorme na sua força, poderoso no seu conteúdo, transcendera-se,
agigantara-se. Assim terminou a sua participação.
Fiquei na altura
com “pele de galinha”, rendi-me.
Antes
em suas palavras deixara-me também aquela tranquilidade que vi em Jimmy Carter. Viveu
muito, dizia, a qualquer momento chegaria a sua vez. Esperava
tranquilamente a sua hora. Senti convicção, paz.
Num
e noutro uma coisa comum, o que chamam de Fé!
Na
brincadeira costumo dizer que apresentei a minha candidatura para o
clube dos velhos, dos sábios...que tanto caminho me falta percorrer
para tamanha harmonia e pacificação com a vida, com a morte!
O caminho é esse.