Desta
vez é que foi!

Claro
que me estou a referir ao meu “lendário” e cúmplice telemóvel.
Curioso
que assumo que a perda não foi grande. Confesso que serviu para
reflectir. Um tanto desconfortável perder os contactos registados no
cartão. Por outro lado a “higienização” da relação. Não
gosto de telemóveis e só em em último caso faço uso.
Como
uma vez escrevi, há tempos fiz uma purga de contactos que residiam
no cartão. Residiam mas não passavam disso!
Mas
mantive alguns outros. Porquê? “Vaidadezinhas”. Num ou noutro
episódio da minha vida contracenei com pessoas chamadas de figuras
públicas, da política, do espectáculo, dos media ou mesmo
detentores de poder. Mantinha os contactos que se justificaram em
determinada altura. Tenho a certeza que teria de explicar-me muito
para que me reconhecessem caso lhes ligasse. Mas mantinha o contacto
por “vaidadezinha”, como disse.(ui, ui, sou humano e mortal!!!)
Foram-se,
esses e os mais próximos. Involuntariamente houve um salutar
“reset”!
Desta
situação que ponto positivo extraio?
A
distância de uma relação que estabeleço é igual à que
estabelecem comigo. Solicitei segunda via do meu cartão. Está
vazio. Só tenho os números da minha família próxima, porque os
introduzi.
Não
ligo, é verdade, pouco ligava. Se avaliasse a minha sociabilização
pelo volume de chamadas de telemóvel que recebo ou faço acho que
corria ao “psi”. UFF!!!
PS. Já movi algumas influências para obter um telemóvel igual! Gosto, é-me suficente e o meu carro reconhece o BT! :)