
Alice Vieira, ainda não acabara o conto, passou a estar desfocada ao meu olhar. As palavras, superiormente interpretadas, sonoras, caiam-me na alma,uma gota quente assomou aos meus olhos, manteve-se brilhante,suave transmissora de um misto de alegria e emoção.
Falara-se de pessoas, de sentires e sentimentos, de velhos. Sou suspeito, confesso, o meu exercício de cidadania, de eleição, no momento.
Há dias, sem ter que ler por escolha, deitei a mão a um pequeno livro, ao acaso. “Branca-Flor e outras histórias” de Ana de Castro Osório,escritora nascida em 1872, em Mangualde, literatura infantil, catalogam!
Deliciei-me!
Apesar dos problemas, das dificuldades, dos custos,do culto da "coisificação" actual, sinto-me bem em manter viva a chama da disponibilidade do simples. Para além do material, para além do atropelo desta “selvilização”,ainda SOU...felizmente!