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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

quinta-feira, junho 26

pensando alto...



Tenho andado afastado deste meu cantinho e isso até se deve a bons motivos. Afastado na actividade da escrita mas não do exercício de cidadania, na participação de corpo e alma em outras causas em que acredito dar o meu contributo. Na entrega a causas solidárias encontro o meu equilíbrio, exercito o pensamento partilho momentos com PESSOAS.

Somos um país de uma cultura democrática débil, de práticas cívicas deficitárias. A provar isso mesmo, as quotas. Quotas na participação das mulheres na Assembleia da República, quotas no ingresso dos deficientes no mercado de trabalho...No meu conceito de democracia, o estabelecimento de quotas não tem qualquer cabimento. Só existe porque a democracia ainda não é vivência.

E quanto a idosos? Portugal é um país envelhecido sem renovação efectiva à vista, devido essencialmente a políticas subjugadas aos poderes económicos, a ausência de ética do quotidiano, à "coisificação" do SER, à transmissão de conceitos de progresso duvidosos, os apelos sistemáticos ao parecer, ao ter como forma de realização pessoal.

Sendo a população significativamente idosa, não concebo que nos órgãos autárquicos, ou mesmo no poder central não exista de forma visível uma representação, melhor, participação.

Atingida uma classificação de "sénior" a população passa a ser como um peso para a sociedade, sem voz activa, como se todo o património de saberes se tivesse esvaído, sem sensibilidades. Há sempre alguém que decide por eles, que pretende falar por eles, que ousa insinuar-se como porta voz, só que não sente como eles, não sabe como eles, não experimentou vivências como eles.

Ninguém pode ser autêntico no faz de conta!

Participação cívica, envolvimento eficaz, organização, sensibilização, precisa-se.

No dia que os idosos se organizem localmente, regionalmente e a nível nacional, que descubram o poder do exercício da cidadania, que retomem os seus direitos de cidadãos sem manipulações partidárias de conveniência, será um perigo para quem se limita a visitar lares, praças, feiras em horas de ponta política.

Já agora, antidemocraticamente falando, porque não estabelecer quotas de representatividade efectiva?

terça-feira, maio 27

ter o privilégio de ainda...



Hoje, fazendo zapping, dei comigo preso às palavras de Alice Vieira, lendo um belíssimo conto para crianças! Para crianças? Fiquei, ouvido atento, escutando as palavras cheias de sentido e conteúdo! O tema, a intrusão de um avô vindo da província no núcleo de uma família de cidade, as reflexões de um neto a quem foi imposto a partilha de espaço...

Alice Vieira, ainda não acabara o conto, passou a estar desfocada ao meu olhar. As palavras, superiormente interpretadas, sonoras, caiam-me na alma,uma gota quente assomou aos meus olhos, manteve-se brilhante,suave transmissora de um misto de alegria e emoção.

Falara-se de pessoas, de sentires e sentimentos, de velhos. Sou suspeito, confesso, o meu exercício de cidadania, de eleição, no momento.

Há dias, sem ter que ler por escolha, deitei a mão a um pequeno livro, ao acaso. “Branca-Flor e outras histórias” de Ana de Castro Osório,escritora nascida em 1872, em Mangualde, literatura infantil, catalogam!

Deliciei-me!

Apesar dos problemas, das dificuldades, dos custos,do culto da "coisificação" actual, sinto-me bem em manter viva a chama da disponibilidade do simples. Para além do material, para além do atropelo desta “selvilização”,ainda SOU...felizmente!



sexta-feira, abril 25

25 de Abril

25 de Abril! Quando aconteceu, ainda estava na Guiné, e mesmo depois ainda sofremos ataques de artilharia! Recordo-me, ouvidos colados aos rádios em busca de informações de esperança! Nada se sabia ao certo, as notícias eram tão contraditórias, o então Governador da Guiné, Bettencourt Rodrigues enviara ordens a todos os aquartelamentos no sentido de acreditarem os militares, que nada se passava na chamada Metrópole.
Vivi pois esta data de uma outra forma, 2 anos de guerra passados, de um misto de regozijo e esperança. Regozijo porque finalmente o Povo ensaiava libertar-se, esperança que acabasse aquela estúpida guerra onde só da minha casa três irmãos haviam sido obrigados a participar. Que outra razão não houvesse, só essa me chegava!
Hoje, passados tantos anos, não comemoro aquele dia, mas pratico o que me foi facultado por ter existido aquele dia. Tornei-me militante da justiça, da participação cívica, do acto de ser solidário, do testemunho de atitude!
E há ainda quem não tenha entendido, ainda há quem nada sabendo de tudo insinua saber...
Hoje, fui glorificar, a minha tranquilidade, à terra, às veredas; em meus olhos guardei a beleza selvagem das flores, inspirei os aromas, deixei-me estar...em paz!

domingo, abril 20

Referências!



São-me necessárias, como a grande parte da população, maioritária adulta, envelhecida.
Tenho dificuldade em deixar de exercitar o que sempre fiz durante a minha vida, o culto do colectivo, o respeito pelo Outro, a luta pelos ideais, a prática da solidariedade!
Somos um Povo, com a nossa assinatura, com os defeitos e virtudes que arrastamos ao longo de séculos, com a nossa personalidade, com um valor único no mundo, a generosidade!
Haja quem nos explique para abraçarmos projectos com entusiasmo incomensurável. Deixem-nos envolver como parte activa na construção de um futuro, não queiram impor o que acham de melhor. Com imposição, nada se assume, se interioriza, subjuga-se. E na subjugação existe sempre a chama da revolta, da Liberdade.
Somos Povo, diluem-nos entre massas anónimas, amorfas, inertes, estúpidos!
Eu, como tantos da minha geração que aprendemos a lutar por ideais, sentimo-nos quase no limiar do dispensável, marginalizados, só porque ousamos sonhar, teimamos existir, pensar, questionar e optar.
É urgente contrariar esta máquina fria calculista dos senhores do poder instalado! Neste e noutros países é necessário e urgente acreditar, que na Educação, na Saúde na Justiça e em tantos outros sectores só com o Indivíduo se alcança o progresso!
Neste tempo de exibições narcísicas, de ostentação de poderes e riquezas, de criação de necessidades consumistas, ser-se atento, coerente, solidário, é ser-se resistente, referência!




terça-feira, abril 15

album (parte sete)

Mamadu Seidi era um Homem Grande em Tite. Não que fosse corpulento. Ser Homem Grande era ser considerado, respeitado, um estatuto de venerável.

A sua idade, nunca soube ao certo, mas deveria andar entre os sessenta e os setenta.

A sua tabanca era passagem obrigatória no caminho de um dos obuses onde fazia prevenção nocturna, a sua companhia, obrigatória.

Varias foram as noites no seu alpendre, oferecendo-me um banco tosco, uma amena cavaqueira. Da guerra, das suas experiências, da vida e sua concepção. Respeitava-me, devolvia-lhe esse sentimento. Noites quentes, escuras, palavras pausadas, silêncios profundos de entendimento e partilha, sons cientificamente identificados de bicho ou geograficamente situados se de rebentamentos longínquos.

Anos atrás, Mamadu era guia das tropas portuguesas, pisara uma mina, ficara sem o pé. Como era um homem considerado pelas forças portuguesas, foi evacuado para Bissau e posteriormente para Lisboa. Fez a recuperação no Alcoitão.

A sua narração do contacto com Lisboa era de uma simplicidade e autenticidade enorme, um deslumbramento! Recordo a descrição dos prédios, “tabanca sobre tabanca”, e os carros, as pessoas, o ritmo da capital. Nunca esquecera!

Apesar de incapacitado, apesar de recordar o sofrimento, não transmitia amargura. Tranquilidade, isso sim.

À luz difusa de um candeeiro a petróleo, exibia com orgulho o cartão da União Nacional e as listas de contactos de Generais e altas patentes militares. Alguns tinham sido seus cicerones em Lisboa.Olhava, respeitava! A minha opinião...guardava-a para mim!

Mamadu tinha dois filhos, ambos militares do meu pelotão de artilharia. Mamadu, quarentão, e Abdul, ligeiramente mais novo. Dois filhos de duas mulheres em comunhão de espaço e afecto.

Com orgulho e ternura, falava-me dos dois filhos. Sim, porque isto de afectos e sofrimentos,mesmo em outras cultura, não há fronteiras.

Apreendi uma filosofia de vida muçulmana, simples, exigente, aprendi humildemente a respeitar, devolvi o respeito!



terça-feira, abril 1

estou grato, sinto-me bem!


E foram chegando! Um olhar abrangente, tímido...
O Zé, o Rui, a Helena, o Luís, todos...
A mim cabia-me a tarefa de recebê-los, transmitir-lhes tranquilidade, respeito.
Cada um à sua maneira, posicionava-se, expectante.
Setenta e seis, setenta e três, sessenta e muitos anos, e outros mais de igual peso de vivências.
Pessoas. O meu campo de actuação preferido e eleito!
Falo-vos do meu projecto de sensibilização à informática.
A minha inquietude levou-me a apostar nisso, a minha teimosia à desestabilização de mentalidades junto a autarquias. E começamos a viagem imparável a partilha de sorrisos em sedução de novas paragens.
Estou grato, sinto-me bem, invejosamente bem!
Vale o sorriso, o brilho adormecido de olhos muito vividos.
O Sol brilha, o céu azul!
No meu percurso, movi nuvens, de anil tingi o firmamento, sinto-me em paz, tranquilo!
Sorte? Empenho-me esforçadamente para a merecer, para a criar!




sexta-feira, março 14

Permanências!

Há dias tocou-me o telefone!

Tás bom, perguntou-me de imediato a voz feminina.Não sei com quem falo, repliquei. Vês o nº? É do Funchal! Sim, mas continuo sem saber com quem estou a falar!

Sou a B., disse-me.

Há quarenta anos que não nos vemos, não nos falamos. E a conversa fluiu retomando o tema, aquando tomavamos a última bica!
Bom, não é? A amizade, a verdadeira, teima em erguer-se sempre ao longo dos tempos, tal flor selvagem!

domingo, março 9

Mulher, dia mundial!


Ontem também me associei a esta outra forma de comemoração.Participei nesta reflexão, a convite das Irmãs Oblatas, num evento que decorreu no Salão da Igreja dos Anjos.

Há muito trabalho a fazer! Há que QUERER encontrar soluções, há que RECRIAR processos, REINVENTAR o exercício do respeito pelo OUTRO, pela PESSOA!

Trabalho com mulheres da zona do Intendente, em Lisboa, será apresentado em festival cultural em Julho

• Algumas têm filhos, outras têm ne­tos, só uma não é mãe. São onze mu­lheres prostitutas. E todas falam da maternidade, num filme do qual um excerto é exibido na sala de convívio da igreja dos Anjos, em Lisboa. Umas dão a cara, outras preferem aparecer do pescoço para baixo.
"Sou prostituta, tenho direito de ter os meus filhos ao meu lado", diz uma delas. Outra conta que ficou grávida muito cedo, rendeu-se às drogas e perdeu a guarda da filha, que passou para a tutela da avó. "Eu troquei a droga pela minha filha, eu
- queria a droga", lamenta.
São histórias de problemas, de di­ficuldades, mas também de afecto e dedicação. "Sou mãe e avó", anuncia uma das mulheres que não recusam a face, falando para a câmara em plena Rua Augusta, na Baixa. "Sou capaz de me prostituir por eles", acrescenta. "Mãe é mãe em qualquer situação", remata.
O filme, em que muitas imagens são captadas pelas próprias prostitutas, é um dos resultados de um trabalho conjunto do Centro em Movimento (CEM) e da Obra Social das Irmãs Oblatas. O primeiro é uma organiza­ção cultural e artística, que aposta na formação, na criação, na investigação e no trabalho com a comunidade. A segunda é uma congregação religio­sa que há duas décadas presta apoio às mulheres na zona do Intendente, um dos epicentros da prostituição em Lisboa.
Pela segunda vez, um grupo de prostitutas frequenta acções no CEM. No ano passado, foi feito já um primeiro filme, versando sobre a legalização da prostituição.
"Este ano, tínhamos de escolher uma temática e a questão da ma­ternidade estava muito presente naquele grupo", afirma a bailarina Mariana Lemos, coordenadora do projecto do CEM.
No debate que se seguiu à pré-exi-bição do novo filme, contaram-se ca­sos de preconceito, como o de uma mulher que foi pedir apoio porque engravidara, mas foi-lhe sugerido que entregasse o futuro filho para a adop­ção. "Tirar o filho" a uma prostituta é um receio que muitas manifestam no filme e muitos participantes no debate reforçaram.
Chegou-se a sugerir que as prosti­tutas se organizassem, por exemplo, numa associação. Mas uma mulher le­vantou dúvidas à ideia. "Umas podem juntar-se, outras, não", disse. "Muitas têm filhos, netos, se aparecerem na televisão, depois toda a gente vai di­zer: Ali vão as prostitutas".
O filme sobre a maternidade e a prostituição ainda está a ser fi­nalizado. Deverá ser apresentado no princípio de Julho, no Festival Urbano Pedras d'Água, que o CEM organizará em diversos locais da Baixa de Lisboa.
- Ricardo Garcia
Jornal O Publico

domingo, março 2

fuga



Não fiquei indiferente ao apelo deste extraordinário tempo de fim de semana. Mais uma incursão pelas serras,em actividade de "caça" a uma "cache". É uma actividade extraordinária, como já referi em posts anteriores.(http://baurecordacoes.blogspot.com/2007/02/um-sbado-diferente.html). Acima da mediania, vastos horizontes, proximidade ao "céu". O local tinha um nome apropriado, Moinho do Céu. Deslumbrante vista. Não particularmente bela, mas ampla. Ali dificilmente se definiam limites.
Partilho leveza de espírito, cor, descoberta.
Este fim de semana ousei!

Ps. Continuo sem Pc. Aproveitei a boleia!

terça-feira, fevereiro 12

ausência



Estou apeado ou melhor sem PC!



Claro que me sinto desconfortável,ponto negativo! Mas havia tanta coisa relegada para 2º plano que, pela circunstância, de novo retomei, ponto positivo!
Coisas simples, mais pessoais, não menos importantes.
Aprendo que o importante é bem gerir o momento, não a ausência.
Qual a vantagem para a minha vida desta ou doutra contrariedade?
E são muitas, tenha eu a honestidade de as aceitar!.
E continuo a sentir-me útil, sonhador, partilhando experiências...só que com outras ferramentas, em outros lugares.
Não me subjugo à contrariedade, ainda sou eu.Vou reflectindo, vou alinhavando ideias, vou-me realizando, apreendo a vida!
Volto quando de novo tiver meios sustentáveis, quando de novo sentir gozo em publicar sentires!



quarta-feira, janeiro 23

medicamentos!

De súbito, o CDS surge com a intenção de alterar qualquer coisa na saúde, concretamente nas dosagens das embalagens de medicamentos.

Independentemente dos oportunismos, (acontece que às vezes até têm laivos de clarividência), independentemente de não me identificar com esses senhores, congratulo-me com a ideia.

A indústria farmaceutica, concordo que não Santas Casas de Misericórdia, têm lucros fabulosos, só comparados com as indústrias das armas e droga!

Antes que alguém me acuse de falta de gratidão, de cuspir no prato onde comi durante muitos anos, informo que trabalhei numa Multinacional do ramo. Salários acima da média, benesses, enfim, reflexos de uma indústria em sólida economia.

Mas não deixei de ser um SER pensante.´

Dois episódios:

Há relativamente pouco tempo, fui internado num hospital, permanecendo em vigilância 48h. Felizmente não era nada de grave, mas o médico, na hora de saída receitou-me uns comprimidos que deveria, segundo ele e com os dados que tinha do meu quadro, tomar sem qualquer interrupção. Caixa de 60 comprimidos!

Regressado ao “civil” consultei um médico da especialidade que, calmamente e após exames me desaconselhou de todo a continuar a tomar os ditos comprimidos.Receitou-me “nada” e bom senso! Conclusão: 58 oito comprimidos religiosamente guardados numa caixa, pois felizmente o meu coração não morre de amores por eles!

Há cerca de 38 anos, uma tia minha,farmacêutica e proprietária de uma farmácia implantada em zona, na altura de baixo nível económico e cultural, conhecia os seus clientes, pobres ou não, pelo nome. Vi muitas vezes vender anti-inflamatórios abrindo as caixas e vendendo de acordo com as necessidades. E antipiréticos, e laxantes e outros! Se calhar até era proibido. Mas àquela farmácia só iam Pessoas e ela arriscava.

O pobre, o Povo agradecia, curava-se.Ela sentia-se útil, próxima, Humana.

Claro que havia "lobies, tal como hoje. Só que o Indivíduo contava e em cada profissional para além de uma técnico-competência profissional, existia o Homem.

O argumento da falta de higiene no manuseamento só convence quem nos grandes interesses está envolvido, directa ou indirectamente.

Com a inovação, a criatividade, o empenhamento das sociedades do conhecimento, tudo seria possível!

Vontade, vontade, vontade!

E o não envolvimento nos chorudos negócios, directa ou indirectamente, acrescento, a subjugação cega a directrizes de directórios, para países que quer queiram quer não o nosso não pertence ainda.

Ps. Pois...quando morreu, a minha tia não estava rica!

segunda-feira, janeiro 21

terra mãe


No melhor do amor, afaga-a,
Possui-a, sulca-a em desejo.
Mistura-se o suor ,
numa sedução plena.

Entrega!

Amor, ódio, germina a Esperança.
Renova-se o ciclo, terra mãe,

Coroada de Rainha!

quinta-feira, janeiro 17

um mail/apelo

Mão amiga fez-me chegar este Mail/apelo.
Como há algum tempo que publicito a Linha SOS Voz Amiga no meu blog, resolvi transcrever na íntegra:


"O SOS Voz Amiga precisa de Voluntários!
Quer ser um deles?

O que é o SOS Voz Amiga?

- É um serviço telefónico de ajuda generalista, que existe há quase 30 anos;

- É uma linha destinada a apoiar pessoas em situação de sofrimento devido a solidão, angústia, depressão ou risco de suicídio.

Quais os princípios do SOS Voz Amiga?

- Disponibilidade, aceitação e respeito pela diferença;

- Anonimato, de quem telefona e de quem atende;

- Saber escutar, com atenção, compreensão e respeito;
- Procurar uma relação de empatia entre o apelante o voluntário.

Quem procura o apoio do SOS Voz Amiga?

- Pessoas que querem partilhar os seus problemas com um desconhecido que não julga, mas escuta;
- Pessoas em sofrimento, inclusivamente a pensarem em suicídio.

Onde funciona o serviço?

O serviço é prestado em Lisboa e exclusivamente por telefone.

Quem presta ajuda?

- Mulheres e homens, de todas as idades, crenças, estratos sociais, culturais, económicos e profissionais, sem remuneração;

- Que se organizam e disciplinam para um trabalho especializado de relação de ajuda não profissional;

- Que se submetem a uma selecção e formação iniciais e recebem de forma continuada apoio e supervisão por técnicos da área da saúde mental.

O que pedimos aos voluntários?

- Um mínimo de 3 turnos por mês (de 4 horas cada um), sem turnos fixos, podendo escolher o turno e o dia que mais lhe convier;
- Assistir a reuniões semanais, de trabalho e de formação contínua, onde o voluntário pode colocar os problemas sentidos durante o atendimento e ser ajudado pelos técnicos e pelos colegas.

Pode saber mais sobre nós em www.sosvozamiga.org

Se está interessado em ser voluntário, mande um e-mail para sosvozamiga@gmail.com


Por favor, reenvie esta mensagem, utilizando exclusivamente o "Bcc" e retirando do assunto a expressão "Fw:"

Bem-haja para todos!"




quarta-feira, janeiro 9

dá que pensar!

Este fim de semana, lendo no Expresso uma abordagem acerca do alheamento político de jovens profissionais na casa dos trinta, pensei escrever sobre isso.

Claro que estas situações não surgem do nada. Esta geração é o produto da inoperância da minha. Tenho filhos com idades semelhantes e não precisei de ler o artigo para constatar a situação.

Sem desprimor para estes jovens, esta postura faz-me lembrar, aquando as minhas caminhadas diárias, a postura do meu cachorro. Quando no caminho surge um terreno amplo, plano, sem fronteiras, dispara num zigzaguear quase descontrolado, livre, solto.Para ele não lhe interessa como surgiu tanta planura, tanta maciez de terreno, quanto trabalho teve o agricultor em limpar o terreno das pedras, das raízes, criar aquela apetência, derrubar barreiras. Ela existe, goza-a.

O País, este que temos, também já teve outras pedras, outras limitações. Não existiu sempre assim!Para uma certa geração isto é dado adquirido, pronto.

Há um trabalho de fundo a fazer, penso eu.

O Inglês nas escolas do 1º ciclo, como prioridade! E a formação cívica, o ensino da cidania, o gosto pelo debate, o aprender pensar e respeitar ideias?

Ainda digeria esta matéria, quando uma manhã, ao ligar o rádio, fui surpreendido pelas afirmações de um secretário de estado, acerca do pagamento dos retroactivos das pensões.

Pura ficçaõ, não é possível, pensei! Teria vergonha de ter aquele menino por filho. Será que não teve a noção que estava a ser usado? Será que o menino, no seu curso da Católica não teve disciplinas de Ética? Ou é só por ser elemento do grupo? Só(cretinos) poderiam ter uma tal ideia peregrina!

Pobre país onde os governantes brincam com a dignidade dos mais velhos!

Mudei de estação. Um proprietário queixava-se da fraca afluência de público no circo.

Os movimentos de protecção dos animais, dizia ele, os palhaços que por aí andam, mesmo sem nariz vermelho, acrescento!

sexta-feira, janeiro 4

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