Acerca de mim

A minha foto
Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!
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segunda-feira, outubro 28

Olhar e ver...

Palácio Seixas ao Principe Real

Centenas de vezes tenho passado à porta, centenas de vezes não o vi. 
Foi preciso um entupimento de transito para, olhando-o, vê-lo, mesmo não sendo a frontaria, belíssimo!
Os trajectos, na maior parte das vezes são só veículo para atingir objectivos. Não deviam...
Tal como na vida o pormenor da caminhada cativa-nos com maior intensidade, surpreende-nos. 
E afinal é no percurso que nos deleitamos, nos afirmamos; a meta por mais que queiramos adiar é sobejamente  conhecida, determinada, sem interesse!

sábado, outubro 26

(re)começar!


Mesmo antes do pequeno almoço...
mesmo antes da água na cara...
o absorver tranquilo do dia que começa,
o lavar a alma na frescura da manhã,
interiorizar a energia que brota,
receber e aceitar!

quinta-feira, outubro 17

Lisboa

Não é decididamente o local de minha predilecção, neste momento.
Sempre que tenho de lá ir, ainda não cheguei, já tenho planeada a fuga!
Mas confesso que ainda me deixo seduzir pelo contraste, pelo imprevisto, pelo cenário. Há muito que ando "armado" com a câmara fotográfica e disparo ao insólito, ao momento.

Fim de dia, o Tejo transformado numa extensão do casario...cidade ambulante.






quinta-feira, maio 9

Janela (in)discreta




Sem casa, ergue-se sólida.
Um habitante próximo, vivendo há cerca de 40 anos no local, sempre a conheceu assim. Consta que os proprietários zelosamente fazem a sua manutenção.
É certamente mais belo o seu interior do que o asfalto exterior.
Que história acolhe?

terça-feira, maio 7

Olhar...VER!




Passa uma Borboleta

Passa uma borboleta por diante de mim 
E pela primeira vez no Universo eu reparo 
Que as borboletas não têm cor nem movimento, 
Assim como as flores não têm perfume nem cor. 
A cor é que tem cor nas asas da borboleta, 
No movimento da borboleta o movimento é que se move, 
O perfume é que tem perfume no perfume da flor. 
A borboleta é apenas borboleta 
E a flor é apenas flor.

Alberto Caeiro

quarta-feira, abril 17

Breve momento

Por acaso tive que ficar em casa.
Almoçado, o sol estava convidativo, a palete de uma variedade intensa, azuis, verdes, castanhos.
Sentei-me despreocupadamente no chão, mesmo no chão chão, sem me importar com as poeiras, aqueles pruridos que nos tolhem os movimentos de liberdade.
Uns minutos, silêncio cúmplice e conveniente.
A meu lado espreguiça-se o meu fiel Lucky.
Derramo o olhar neste branco, verde, róseo alvo promissor de gulosas  cerejas vermelhas, integro-me, abandono-me em sintonia.
Sinto-me em Paz.
Sou privilegiado, posso...
E quero!

terça-feira, agosto 7

O meu amanhecer

Qualquer palavra seria demasiado pequena...


O dia começou cedo, apelativo. E imaginar que poderia não estar aqui...


terça-feira, julho 31

Por acaso...

Descobri!
Pé ante pé aproximei-me , primeiro incrédulo, depois extasiado. Em berço de tecelagem perfeita, leve plumagem denunciadora.
Depois, procurando um melhor ângulo, observei...
Desprotegidos, indefesos, restavam colados asa a asa em comunhão de fragilidade. Só um ténue e compassado movimento no respirar me indicava vida.






Dois, aqui se pode dizer aninhados.
Não ousei aproximar-me mais, bastou-me estas imagens. 
Tenho tempo, tenho disponibilidade, sou atento...








Ontem, que sim que talvez, as perspectivas, os mercados as opiniões estafadas... o injectar de incertezas estrategicamente calculadas, os interesses...
Não, obrigado, estou para aqui voltado, há um filtro de simplicidade, um estar atento a OUTRO lado terapeuticamente feito opção.


quarta-feira, julho 25

Férias

Férias!
Sento-me em abandono, fim de tarde quente , põe-se o sol ainda intenso, laranja chama. A dois passos uma copa balouça seu verde alternando prata do verso das folhas. Vai e vem, verga-se e retoma, cadenciada.
Bandos de pássaros pululam não sei de onde, comunicação  imperceptível mas agradavelmente sonora, uns mais pequenos outros maiores, cores diversas.
Sumido, um ribombar persistente, facilmente identificado de uma debulhadora.O vento sopra, ora forte ora brando, traz, leva, incentiva a imaginação. Mais intenso, um copiador de sons, o gaio, dizem-me. Belo na sua plumagem, cruel na sua sobrevivência por vezes. Ao longe, imperial, um falcão. Plana, escolhe com olhar macroscópio a sua presa no chão, e mergulha...Não vi a cena seguinte, nem me interessou.
O horizonte é azul, entre mim e ele campos multicoloridos!
Fim de tarde calmo, sem ruído, um lento beber do cenário, momento.
Aqui carrega-se baterias!

segunda-feira, junho 4

às vezes...

Às vezes vale a pena chegar quase noite a casa, bem cansado, olhar perdido aceitando...

Às vezes vale a pena deixar-me surpreender e permanecer sem questionar...

Às vezes é aqui o encontro não marcado, o inesperado, captado pela alma e acidentalmente registado pela máquina...
 

quinta-feira, abril 26

Em comunhão

Há momentos de diálogo com...
O outro,
connosco,
aparentemente com ninguém.
Deu-me tempo para pousar a enxada, sacar da "arma" e mesmo com um ruído de fundo a jacto passando, disse-me,




Não o vi mas ouvi.
Senti!
Senti-me bem, privilegiadamente em comunhão, simplesmente...

terça-feira, abril 17

Os meus amigos seniores de Santana da Carnota mandaram-me dar uma curva. E eu fui, não uma mas muitas!
Serra da Estrela foi o ponto de eleição. E em bom momento o fiz!
Gouveia, Manteigas, Seia, uma zona fresca e deslumbrante!

Melo, Gouveia, o refúgio para noites reparadoras.
Berço de Vergílio Ferreira, nascido em 1916.
Na praça principal, num empedrado cuidado, o percurso do escritor, na parte central, vida académica ao longo da vida.
Ladeando a praça, retângulos de granito, legendas das obras do escritor.
Uma feliz homenagem ao ilustre filho da terra. O espólio está entregue à Câmara Municipal de Gouveia.
É em Gouveia também que se encontra o Museu Abel Manta





Palavras para quê?
O alto derrama sonora,
costa abaixo, livre,
a cristalina água... 




A legenda incorporada...


 e subimos, fomos ao encontro...

Valeu a pena...


A vista lavou-se!











Gouveia, zona envolvente da Casa da Cerca














Seia, Museu do Pão.

sexta-feira, março 30

ciclo de vida!

A mata, aquela mata frondosa por onde caminhava amiudadas vezes foi cortada! No chão jazem raquíticos ramos terminais de pequenas árvores, eucaliptos, inertes, amontoados braços desprezíveis para a indústria. 
Faz-me pena, mas compreendo. É o equilíbrio da natureza, a fera e a presa... Dizem-me que acontece de doze em doze anos...a papeleira, a fera, o eucaliptal a presa!
Toneladas de esguios troncos acumulam-se ao logo das veredas à espera de transporte para o sacrifício, a pasta. Exagero, impregno animismo onde não deve constar...
Ontem, ao caminhar pelas imponentes pilhas de madeira, ao lhes absorver o fresco perfume de corte recente, passos e passos ao longo, medindo a altura, senti frio no silêncio, uma seiva que estagnou. 
Não mais serão resguardo, contraste, silvo. Jazem.
Sem ter nada a ver com, senti-me em.
Em silêncio,
Em dor,
Em tristeza!
Ah, mas há outro lado, um outro. Da minha casa passei a ter um horizonte mais amplo, as noites polvilham-se de luzes em caminhos, vidraças longínquas iluminadas, um farol vermelho de um carro que circula sem estrada, move-se, é quanto me basta. Há vida, este derrubar de parede, as copas, permitem-me ter consciência que para além do que comodamente via em sossego, há outras vidas, outra vida.
Devassa nos meus olhos, descoberta de outras tranquilidades.
E se calhar, quando de novo as copas se fecharem esqueço-me uma vez mais do que era, reencontro-me uma vez mais.
É isso, o reencontro sem limites, sem tempo.
Porque assim quero,
porque assim será, sempre!


terça-feira, março 13

Ver além...

São muitos os problemas causados pela ausência das chuvas, mas, por outro lado há como que um apressar da afirmação da Primavera.



Estas são lindas e a perspectiva de saborosos abrunhos, entusiasma-me...




Recortados no céu azul, o verde que se insinua, o branco que se afirma...











E à noite, estão lá, não se vêem mas a beleza permanece, para quem as procurar...



Estas, são as chamadas selvagens, nem sei se préstimo têm...




Sou surpreendido todos os dias, apesar de querer estar atento.
Em breve passariam despercebidos este arbustos, não fossem os picos...
Há pessoas assim!







Não têm préstimo, disse?
Têm pois, 
Emprestam-me cor,
fazem-me ganhar tempo a contemplá-las,
é pouco?

sexta-feira, março 9

Ver, olhar, estar...

Eu não vos disse que estava linda?
Nenhuma máquina é capaz de a captar como o olho humano. Para além da sua presença, o envolvimento, o silêncio...
Eu estive, senti, por momentos aceitei.
Deixo-vos a reprodução, estimule a imaginação, espicaço-vos a curiosidade para hoje. Momentos de reflexão, de abandono, de encontro!





Bom dia! Ou será noite?
Não criei o cenário...
Existe, assim queiramos ver, estar atentos.









 
De tão insinuante, tarda a desaparecer...








Mas cede o seu lugar de encanto com harmonia, docemente, brando retoma seu trono, o Rei.
Viver intensamente, beneficiar sofregamente do que me preenche a agenda, sem marcação!



Esta sexta promete, comecei bem!

sábado, março 3









Quase todos o dias me desloco aqui.
Ontem, já a noite chegava, um candeeiro brilhava entre o branco e rosa envergonhado...

















Olhei, tinha que olhar.
Intensa a luz, alva a árvore!







Outro candeeiro mistura-se...













Tenho andado por cá, olhei e não vi.
Como quase sempre, distraídos, absortos com LONGES, deixamos escapar o imediato.
REDIMI-ME!
A tempo.

segunda-feira, janeiro 30

Como poderia o dia não ser bom?

Caminhar, trepar sem obsessão da meta...




Bom dia, recebo...




...retribuo







e nós também, ouço...






de folhas castanho noz, o tapete para alcance de um dia imparável...





de amarelo ouro se tinjem as folhas verdes...





até o meu fiel companheiro se rende a tanto...















7:05,

6895 passos,

58 minutos,

musica de eleição,

câmara fotográfica...
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