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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

quarta-feira, janeiro 23

medicamentos!

De súbito, o CDS surge com a intenção de alterar qualquer coisa na saúde, concretamente nas dosagens das embalagens de medicamentos.

Independentemente dos oportunismos, (acontece que às vezes até têm laivos de clarividência), independentemente de não me identificar com esses senhores, congratulo-me com a ideia.

A indústria farmaceutica, concordo que não Santas Casas de Misericórdia, têm lucros fabulosos, só comparados com as indústrias das armas e droga!

Antes que alguém me acuse de falta de gratidão, de cuspir no prato onde comi durante muitos anos, informo que trabalhei numa Multinacional do ramo. Salários acima da média, benesses, enfim, reflexos de uma indústria em sólida economia.

Mas não deixei de ser um SER pensante.´

Dois episódios:

Há relativamente pouco tempo, fui internado num hospital, permanecendo em vigilância 48h. Felizmente não era nada de grave, mas o médico, na hora de saída receitou-me uns comprimidos que deveria, segundo ele e com os dados que tinha do meu quadro, tomar sem qualquer interrupção. Caixa de 60 comprimidos!

Regressado ao “civil” consultei um médico da especialidade que, calmamente e após exames me desaconselhou de todo a continuar a tomar os ditos comprimidos.Receitou-me “nada” e bom senso! Conclusão: 58 oito comprimidos religiosamente guardados numa caixa, pois felizmente o meu coração não morre de amores por eles!

Há cerca de 38 anos, uma tia minha,farmacêutica e proprietária de uma farmácia implantada em zona, na altura de baixo nível económico e cultural, conhecia os seus clientes, pobres ou não, pelo nome. Vi muitas vezes vender anti-inflamatórios abrindo as caixas e vendendo de acordo com as necessidades. E antipiréticos, e laxantes e outros! Se calhar até era proibido. Mas àquela farmácia só iam Pessoas e ela arriscava.

O pobre, o Povo agradecia, curava-se.Ela sentia-se útil, próxima, Humana.

Claro que havia "lobies, tal como hoje. Só que o Indivíduo contava e em cada profissional para além de uma técnico-competência profissional, existia o Homem.

O argumento da falta de higiene no manuseamento só convence quem nos grandes interesses está envolvido, directa ou indirectamente.

Com a inovação, a criatividade, o empenhamento das sociedades do conhecimento, tudo seria possível!

Vontade, vontade, vontade!

E o não envolvimento nos chorudos negócios, directa ou indirectamente, acrescento, a subjugação cega a directrizes de directórios, para países que quer queiram quer não o nosso não pertence ainda.

Ps. Pois...quando morreu, a minha tia não estava rica!

segunda-feira, janeiro 21

terra mãe


No melhor do amor, afaga-a,
Possui-a, sulca-a em desejo.
Mistura-se o suor ,
numa sedução plena.

Entrega!

Amor, ódio, germina a Esperança.
Renova-se o ciclo, terra mãe,

Coroada de Rainha!

quinta-feira, janeiro 17

um mail/apelo

Mão amiga fez-me chegar este Mail/apelo.
Como há algum tempo que publicito a Linha SOS Voz Amiga no meu blog, resolvi transcrever na íntegra:


"O SOS Voz Amiga precisa de Voluntários!
Quer ser um deles?

O que é o SOS Voz Amiga?

- É um serviço telefónico de ajuda generalista, que existe há quase 30 anos;

- É uma linha destinada a apoiar pessoas em situação de sofrimento devido a solidão, angústia, depressão ou risco de suicídio.

Quais os princípios do SOS Voz Amiga?

- Disponibilidade, aceitação e respeito pela diferença;

- Anonimato, de quem telefona e de quem atende;

- Saber escutar, com atenção, compreensão e respeito;
- Procurar uma relação de empatia entre o apelante o voluntário.

Quem procura o apoio do SOS Voz Amiga?

- Pessoas que querem partilhar os seus problemas com um desconhecido que não julga, mas escuta;
- Pessoas em sofrimento, inclusivamente a pensarem em suicídio.

Onde funciona o serviço?

O serviço é prestado em Lisboa e exclusivamente por telefone.

Quem presta ajuda?

- Mulheres e homens, de todas as idades, crenças, estratos sociais, culturais, económicos e profissionais, sem remuneração;

- Que se organizam e disciplinam para um trabalho especializado de relação de ajuda não profissional;

- Que se submetem a uma selecção e formação iniciais e recebem de forma continuada apoio e supervisão por técnicos da área da saúde mental.

O que pedimos aos voluntários?

- Um mínimo de 3 turnos por mês (de 4 horas cada um), sem turnos fixos, podendo escolher o turno e o dia que mais lhe convier;
- Assistir a reuniões semanais, de trabalho e de formação contínua, onde o voluntário pode colocar os problemas sentidos durante o atendimento e ser ajudado pelos técnicos e pelos colegas.

Pode saber mais sobre nós em www.sosvozamiga.org

Se está interessado em ser voluntário, mande um e-mail para sosvozamiga@gmail.com


Por favor, reenvie esta mensagem, utilizando exclusivamente o "Bcc" e retirando do assunto a expressão "Fw:"

Bem-haja para todos!"




quarta-feira, janeiro 9

dá que pensar!

Este fim de semana, lendo no Expresso uma abordagem acerca do alheamento político de jovens profissionais na casa dos trinta, pensei escrever sobre isso.

Claro que estas situações não surgem do nada. Esta geração é o produto da inoperância da minha. Tenho filhos com idades semelhantes e não precisei de ler o artigo para constatar a situação.

Sem desprimor para estes jovens, esta postura faz-me lembrar, aquando as minhas caminhadas diárias, a postura do meu cachorro. Quando no caminho surge um terreno amplo, plano, sem fronteiras, dispara num zigzaguear quase descontrolado, livre, solto.Para ele não lhe interessa como surgiu tanta planura, tanta maciez de terreno, quanto trabalho teve o agricultor em limpar o terreno das pedras, das raízes, criar aquela apetência, derrubar barreiras. Ela existe, goza-a.

O País, este que temos, também já teve outras pedras, outras limitações. Não existiu sempre assim!Para uma certa geração isto é dado adquirido, pronto.

Há um trabalho de fundo a fazer, penso eu.

O Inglês nas escolas do 1º ciclo, como prioridade! E a formação cívica, o ensino da cidania, o gosto pelo debate, o aprender pensar e respeitar ideias?

Ainda digeria esta matéria, quando uma manhã, ao ligar o rádio, fui surpreendido pelas afirmações de um secretário de estado, acerca do pagamento dos retroactivos das pensões.

Pura ficçaõ, não é possível, pensei! Teria vergonha de ter aquele menino por filho. Será que não teve a noção que estava a ser usado? Será que o menino, no seu curso da Católica não teve disciplinas de Ética? Ou é só por ser elemento do grupo? Só(cretinos) poderiam ter uma tal ideia peregrina!

Pobre país onde os governantes brincam com a dignidade dos mais velhos!

Mudei de estação. Um proprietário queixava-se da fraca afluência de público no circo.

Os movimentos de protecção dos animais, dizia ele, os palhaços que por aí andam, mesmo sem nariz vermelho, acrescento!

sexta-feira, janeiro 4

terça-feira, janeiro 1

2008

(deslumbramento)

Acabei o 2007 e comecei este, de uma forma especial, solidariamente disponível!
Um enorme bem-estar permitiu desligar-me do calendário, fazer ligação entre os anos, numa ponte de afectos. Gratificante!


Primeiro dia de Janeiro. Encontrei-o no Ponto de Encontro, um local fotografado na série anterior!
Luzentes feixes energéticos, brandos, maravilhoso, o Sol matinal do primeiro dia de 2008.
Sentei-me em tapete verde de frescura, quase inspirado em Rodin, face entre mãos, senti-me abençoado. Recebo a energia, seduz-me o caminho. O meu imaginário oferta-me sons de uma sinfonia, os feixes transformam-se em escadaria, e por momentos espero ver descer qualquer figurinha verde!
E vem aí um novo ciclo de doze meses penso, e deixo-me ficar!
E para mim, para aqueles que me estão próximos, que desejo? Quero ser realista!
Doenças? Ok, que venham, limitativas, não incapacitantes!
Dificuldades? Claro que sim. Que haja engenho e arte para as vencer!
Tristezas? Só os sensíveis as sentem. Sejamos sensíveis, Pessoas!
Injustiças? Mantenhamos a nossa capacidade de indignação e denúncia, sejamos solidários!
Alegria? Façamos o culto, usemos o sorriso como gazua das “portas” difíceis.


Paz? Que os senhores da guerra queiram não querer continuar a ter no gatilho a sua última palavra! É pedir muito?
Ensaiemos, ousemos, partilhemos!



A todos que de uma forma simpática, tolerante, passaram por este cantinho, deixando uma impressão digital carinhosa, aos que brandamente levantaram a tampa do meu baú, espreitaram e colhendo um sorriso deixaram uma gota de afecto saindo discretamente, partilho a minha alegria, os meus desejos .



Bom ano de 2008!

terça-feira, dezembro 18

começar o dia!

Anteontem, saí ao encontro da manhã. Pequeno almoço tomado, máquina fotográfica à mão, deixei Sócrates, procurador de Justiça, treinadores, jogadores, padres e outros a falar pró-boneco, rodei o botão da rádio e fui purificar os pulmões, a alma. Não digo onde estou! Mas partilho um pouco as cores, as veredas, a temperatura,a descobertas,o entusiasmo!
Um bom dia, bem estar, onde quer que estejam!










sexta-feira, dezembro 14

album (parte seis)

Quando cheguei, o Faustino avisara-me que normalmente uma semana após o pagamento do vencimento aos soldados Guineenses, eles pediam-lhe dinheiro. Diziam ter gasto todo.
Os soldados eram na maioria “profissionais” da guerra. Vinte e muitos, trinta e até quarenta anos. Era sem dúvida uma promoção socio-económica ser-se militar do exército Português e sendo de Artilharia permitia-lhes ter a família por perto.
Mudam-se os tempos…
Hoje procuram-se igualmente proventos através da guerra. Não vão os militares portugueses para a Bósnia, Afeganistão, etc., etc? Não são voluntários? Que os move? Curriculum? Dinheiro, muito dinheiro, um sintoma da nossa crise social!
Uma semana antes de receber o dinheiro dos ordenados vindo de Bissau, reuni o pelotão.
Disse-lhes que também recebia parte do meu vencimento ali, e que não queria continuar com o sistema de empréstimo. Propus-lhes que dividissem o que recebiam por mês por quatro semanas, e que poderiam dar-me a guardar se achavam ter dificuldade em o gerir.
Alguns aceitaram de imediato, outros, mais desconfiados só um ou dois meses depois. Ali transformava-me mais que num “banqueiro”, um orientador de economia doméstica. Senti-me honrado com a confiança deles, senti-me grato quando ao fim do mês alguns me pediam para guardar algum dinheiro que sobrava. E havia duas folhas, uma na minha posse, outra na deles. Era com orgulho que apresentavam o papel para acrescentar sempre que poupavam. No papel os cifrões, nos olhos um brilho especial, quase pueril. Nem se apercebiam o quão feliz me sentia em os ajudar a Crescer, acompanhando-os.
Descobria que mesmo em guerra, mesmo em condições adversas poderia exercitar o Ser.
Quando deixei estes homens, todos tinham as suas poupanças, uns mais que outros, mas todos aprenderam ser possível!
Sentia que não era militar, estava militar!
E muito trabalho havia para fazer. O terreno era fértil!
E há quantos anos estávamos em África? Quinhentos?
Muita aculturação, muita europeização, muita ausência de respeito pelo Homem e Culturas. Ora se impõe, ora se puxa, ora se empurra, poucas caminhadas a par.
Ter a maioria de africanos no meu pelotão, privar diariamente com as suas alegrias e tristezas, ensinou-me também a crescer, cimentando a formação trazida de casa, aprendida com o testemunho dos meus pais e felizmente continuada nos bancos de escola.
E se para além de agente da guerra deixasse uma assinatura do civil que teimosamente fervilhava, germinava inquietude dentro de mim?
Seduzia-me a ideia…
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quarta-feira, dezembro 12

coisas simples!



Há dias, numa terra ainda simples, um simples homem cavava uma horta simples.
Enérgico enterrava a enxada profundamente. Parou à minha passagem. Olha, disse-me, doem-me os “aços”, “assas” a tua “aquina” aqui, percebi através das palavras articuladas mas de difícil apreensão, causa de uma deficiência, ajudada por mímica efusiva.
O homem simples olhos claros, tez morena, sorriso amplo, dentes descuidados, sorria…
Claro que sim Augusto, daqui a pouco, daqui a pouco, acenei-lhe.
E passei a minha simples moto enxada naquele simples terreno daquele homem simples que trabalhava no que havia de ser uma horta simples!
Rasgando o castanho da terra, sulcos de satisfação em sorriso no olhar do Augusto!
-Tá “ooom”, e ensaiava duas cavadelas enérgicas com a enxada, aprovando o meu trabalho. Aqui, vou pôr “aios”, aqui “abiça”, dizia-me!
E eu ali semeei afectos, partilhei o simples que tinha. Não foi preciso esperar pela germinação, colhi ali mesmo, de imediato! Estou mais rico. Acreditam?
Sim, sei que sou um privilegiado em viver estes acontecimentos.
Se calhar, há-os em qualquer lado. Um qualquer terreno, um qualquer Augusto, uma qualquer espécie de moto enxada!Manifestam-se de variadíssimas formas. Há que estar atento e disponível SIMPLESMENTE!
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terça-feira, dezembro 11

mensagem para a época



"Passear vagarosamente por ruas animadas é um
prazer muito especial.


A pressa dos outros lava-nos como um banho na rebentação das ondas.”


Franz Hessel

sexta-feira, dezembro 7

quarta-feira, dezembro 5

album (parte cinco)

Tite era como mais tarde vim a constatar uma zona estratégica avançada de defesa de Bissau. Se Tite “embrulhava” como vulgarmente era dito quando atacada com peças de artilharia e morteiros, Bissau não ficava indiferente, ouvia-se.
A disposição dos pelotões de artilharia em toda a Guiné pretendia cobrir todo o território, num fogo cruzado, uma malha em que a maior parte dos aquartelamentos estariam integrados. Em Tite, os 105, com carga máxima atirariam granadas a uma distância de sensivelmente 11 km. Outros, 140mm ou 114 estavam espalhados pelo território, levavam a morte mais além. Por vezes as estratégias dos senhores da guerra rodavam os pelotões de Artilharia consoante as necessidades de cobertura ou intensidade de acções de ataque do PAIGC (nessa altura ainda era o partido comum para independência da Guiné e Cabo Verde). A verdade é que a manta por vezes era curta. Puxava-se de um lado para cobrir áreas, destapava-se do outro lado.
Batiam-se zonas, não alvos. Durante algum tempo esta não visão dos estragos que se fazia à distância serviu de blindagem à intranquilidade da minha consciência. Olhos que não vêem, coração não sente, diz-se. Neste caso, e comigo, não foi bem assim, não foi!

Havia uma capela católica, apostólica romana, onde o capelão se esforçava por não perder os hábitos de celebração e pregava a palavra do Senhor aos militares e também à população!
Segundo ele, fizeram-se algumas salvações de almas, baptizaram-se crianças e adolescentes. Mal? Essa “guerra” seria bem menos prejudicial do que a que as populações estavam sujeitas.
Também havia um espaço de culto muçulmano. No princípio, um estranho “linguajar” ouvia-se do alto da torre improvisada, às horas de culto. Depois deixou de se estranhar, pertencia a uma realidade de coexistência.(Obs. Não tenho conhecimento que algum militar europeu se tivesse convertido, enquanto lá permaneci!)

O posto administrativo era sem dúvida o único edifício digno desse nome. O administrador era cabo-verdiano. Depois da minha experiência com a população Guineense, penso que a escolha era politicamente estratégica: dividir para reinar!
Ao sair da porta de armas, o único estabelecimento de filosofia centro comercial da actualidade. Bugigangas, tecidos, sabões, açúcar, bebidas etc. Ao lado um “restaurante”,
De diferente, a compra de arroz e “mancarra” (amendoim) aos produtores.
Lembro-me venderem toda a produção para pouco tempo depois comprarem muito mais caro para sua subsistência. Lembro-me ter visto vender açúcar, não aos gramas mas às colheres de sopa rasa, 1 peso, o equivalente a 1 escudo.
Exploração? Não, observação tendenciosa da minha parte certamente!
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terça-feira, dezembro 4

lamento surdo!

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Majestosa, brilhante, hipnótica, a Lua.

Sinto frio.

Ensurdecedores apelos tocam a alma!
Silêncios…
Braços esguios despojados de roupagem, de afecto,
Súplica...
Tanto, demasiado,
Nada!

Vem aí o Natal!O quê?AH…pois!

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PS. Aceitei um desafio:Simples – basta ir ao site www.fecongd.net até ao dia 10 de Dezembro.Lá, escolhe os Presentes que quer oferecer e faz a sua encomenda. Receberá então uma referência Multibanco com a qual poderá efectuar a sua compra em qualquer caixa Multibanco. Dias mais tarde irá receberem casa um certificado em formato de postal para oferecer ao amigo emnome de quem comprou o presente.

segunda-feira, dezembro 3

Um bago de afecto!


Decorreu este fim-de-semana mais uma recolha de alimentos do Banco Alimentar. Tal como o ano passado, (http://baurecordacoes.blogspot.com/2006/05/vestir-camisola.html), envolvi-me!

A minha postura perante estas instituições é crítica, responsavelmente crítica.
O Banco Alimentar, as Equipas de rua de distribuição de alimentos aos sem abrigo, as Equipas de rua das Irmãs Oblatas, entre tantas outras são Instituições e acções, decididamente não deveriam existir.
Contra quem me devo insurgir, contra estas iniciativas ou contra quem provoca a necessidade de sua existência?
Não tenho dúvidas de que lado estou, mas não posso ficar indiferente.

A minha escolha é participar e no campo agir, apoiar, criticar, mas nunca ficar num diz que diz, sem nexo nada fazendo.
Já dei nesse peditório da crítica sem fundamento. Cresci, estou mais exigente.


Aproxima-se a época banalmente apelidada de Natal.
Se alguém se der ao trabalho de procurar a origem, descobrirá que antigamente estava ligada ao conceito de família, de Paz, de concórdia.
Arcaísmos!

Mas eu continuo a ser um Homem de esperança, de convicções, asseguro as minhas enquanto vivo, continuarei enquanto conseguir passar o meu testemunho, primeiro aos meus filhos, depois a quem me aceitar!
SINTO-ME BEM!


sexta-feira, novembro 30

coisas simples!

Conheço as rosas e seu aroma, as exóticas orquídeas, os antúrios de face brilhante e colorida, os cravos, as dálias e hortenses, tantas outras de vivas cores e finos recortes, formas, fragrâncias delicadas, jarras, ornamentos!
São selvagens, ervas indomáveis, estas, quase flores. Estão por todo o lado, surgiram-me no caminho; melhor, surgi eu, dado que estáticas, sugam deliciadas como néctar o orvalho nocturno a seus pés depositado mansamente. O odor intenso a terra molhada, o organizado desorganizado de postura neste vaso fenomenal que é a Natureza, as alturas, volumes, o dourado dos botões que abrem, os castanhos de folhas mortas, outros verdes insinuantes, o silêncio da fresca manhã, envolvem-me.
Que bom é parar, olhar, absorver esta mensagem de tranquilidade!

Ali, naquele momento, nenhum aroma, nenhuma outra flor ou cor teria cabimento. Não existem para aligeirar ambientes, colorir frios recantos. Estão, ponto. Ali, a bênção pura, o momento, o silêncio, recebem-me. Não questiono, complico, dificulto. O simples também existe!Sorvem meus sentidos ao ritmo, deixo-me ficar, adorno as jarras de minha alma.
Faz-me falta práticas simples de aceitação. Faz-me falta o exercício do “olhar” e “ver”, faz-me falta cultivar o Sentir, faz-me falta receber esta energia bruta, intensa!

Mas olha que a vida não se compadece com…dizem-me!
Sei, mas para além “da vida que não se compadece com...”, comum a todos e que eu também partilho, possuo estes redutos na minha predisposição interior.
Valor acrescentado, simples, exercitado!
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