E chegou!
Nada de extraordinário, cumprido o percurso de doze meses; digamos que estava condenado, era seu destino...
Falando deste, não acredito que as passas engolidas às doze badaladas, o pulo da cadeira, a peça de roupa interior nova, colorida conforme os desejos escondidos, o batuque ensurdecedor das tampas das panelas, as vestes brancas e sei lá que mais, tenham alguma influência no percurso ao longo de um novo ano que começa.
São efeitos tais como os vapores dos champanhes, são tradições e acho piada à devoção de certos actos tão solenes como missa com "te deum".
Associada à adivinhação surgem, às catadupas, os tarólogos, astrólogos, bruxos e afins...não há programa de televisão, jornal ou revista que não tenha o seu adivinho. E percorre os signos todos alertando aqui ou ali, os sábios, para o perigo deste período ou aquele...
E há quem acredite..."ámen"!
Começa o Janeiro e mais que qualquer leitura dos astros, perdoem-me os meus amigos e conhecidos na área, há que ter olhos e sensibilidade para ler os sinais do dia a dia, há que encontrar a comunhão do meio que nos rodeia, há que humildemente estar predisposto para as mudanças. Estas fazem-se com sacrifício por vezes, com dor. A escolha tem que ser no BEM MAIOR, a IDENTIDADE!
Há muitos espaços por onde navegar, há muitos caminhos a percorrer. Dia a dia uma aprendizagem, uma descoberta.
Sentir-me-ei feliz se no fim de 2014 chegar à conclusão que continuo sem metas alcançadas, em permanente movimento!