Dizem que é o dia de Portugal, dos portugueses.
Por acaso abri a televisão no momento que o Sr. Cavaco levava uma vaia à chegada ao recinto.
Para mostrar o seu ressentimento, o Sr. Presidente começou o seu discurso dirigindo-se à Srª Presidente da Assembleia... Srs militares, e pronto!
O Povo vaiou, não mereceu uma palavra!
Eu reparei e como o discurso não era para mim...desliguei!
Acerca de mim
- Afonso Faria
- Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!
segunda-feira, junho 10
segunda-feira, maio 13
ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO - GNR - " IDOSOS EM SEGURANÇA
"A GNR está a desenvolver várias acções de sensibilização junto dos idosos com a finalidade de alertar e esclarecer os mesmos sobre procedimentos de segurança a aplicar em situações de tentativa de burla e/ou maus tratos de que, os idosos, por vezes, são vítimas.
Estas Acções de Sensibilização inserem-se na campanha “Idosos em Segurança”, sendo acções bastante relevantes, tendo em conta que os crimes de burla têm vindo a aumentar em todo o país."
Esta era a notícia.
Pensei, ainda bem que a GNR está atenta à tentativa de burla, assaltos, maus tratos a que os idosos/reformados estão sujeitos.
O Governo do Sr Passos Coelho que se ponha a pau. Não pode mandar assaltar as pensionistas...porque a GNR está atenta!
Não, a notícia já vinha de 2009, os roubos, os ladrões eram outros...
Pelos vistos não foram presos!
Proliferam, travestidos!
Publicada por
Afonso Faria
em
06:15
quinta-feira, maio 9
Janela (in)discreta
Gaveta:
meus olhares...
Sem casa, ergue-se sólida.
Um habitante próximo, vivendo há cerca de 40 anos no local, sempre a conheceu assim. Consta que os proprietários zelosamente fazem a sua manutenção.
É certamente mais belo o seu interior do que o asfalto exterior.
Que história acolhe?
Publicada por
Afonso Faria
em
18:49
terça-feira, maio 7
Olhar...VER!
Gaveta:
meus olhares...
Passa uma Borboleta
Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.
Alberto Caeiro
Publicada por
Afonso Faria
em
19:50
quarta-feira, abril 17
Breve momento
Gaveta:
meus olhares...
Por acaso tive que ficar em casa.
Almoçado, o sol estava convidativo, a palete de uma variedade intensa, azuis, verdes, castanhos.
Sentei-me despreocupadamente no chão, mesmo no chão chão, sem me importar com as poeiras, aqueles pruridos que nos tolhem os movimentos de liberdade.
Uns minutos, silêncio cúmplice e conveniente.
A meu lado espreguiça-se o meu fiel Lucky.
Derramo o olhar neste branco, verde, róseo alvo promissor de gulosas cerejas vermelhas, integro-me, abandono-me em sintonia.
Sinto-me em Paz.
Sou privilegiado, posso...
E quero!
Publicada por
Afonso Faria
em
16:12
domingo, abril 7
quinta-feira, março 28
OFF
O botão "OFF", eram 21H 18M, funcionou na perfeição após "zapping".
Nem no canal Hollywood sou capaz de ver duas vezes o mesmo filme, ainda mais de terror!
Nem no canal Hollywood sou capaz de ver duas vezes o mesmo filme, ainda mais de terror!
Publicada por
Afonso Faria
em
00:10
domingo, março 17
Terapias de pequenos nadas!
Às
vezes somos agradavelmente surpreendidos numa estrada desconhecida.
Aconteceu-me!
Prendi-me
com a beleza do miradouro, muito antes de o desfrutar!
Apelativo
enquadramento, as rochas, as mesas, os assentos, a pérgola...
Depois,
o contraste de cores...
Não
precisaria debruçar a vista no infinito...
A
tranquilidade do encanto havia já sido conseguida!
Publicada por
Afonso Faria
em
22:38
domingo, março 10
Duas rãs numa taça de natas
Era
uma vez duas rãs que caíram numa taça de natas.
Rapidamente
se aperceberam de que estavam a afundar-se: era impossível nadar ou
flutuar durante muito tempo na massa espessa como areias movediças.
No início, as duas rãs tentaram bater as patitas para chegarem à
borda do recipiente. Mas era inútil; por mais que se mexessem, não
saíam do mesmo lugar e estavam cada vez mais atoladas. Sentiam uma
dificuldade crescente em vir à superfície respirar.
Uma
delas disse em voz alta:
- Já
não aguento mais. É impossível sair daqui. Não se consegue nadar
nesta pasta. Já que vou morrer, não vejo de que serve prolongar
este sofrimento.Não faz sentido morrer cansada por causa de um
esforço inútil.
Dito
isto, deixou de bater com as patitas e afundou-se rapidamente,
engolida pelo espesso líquido branco.
A
outra rã, mais persistente ou talvez mais casmurra, disse de si para
si mesma.
- É
escusado! Não consigo avançar nesta pasta. No entanto, se vou
morrer, prefiro lutar até ao meu último fôlego. Não quero morrer
um segundo que seja antes da minha hora.
Continuou
a dar às patas e a chapinhar sempre no mesmo lugar, sem avançar um
um centímetro sequer, durante horas e horas.
E
de repente, de tanto bater com as patas e com as coxas, de tanto
mexer e remexer, a nata transformou-se em manteiga.
Surpreendida,
a rã deu um salto e, patinando, chegou à borda do recipiente. Daí,
pôde regressar a casa, coaxando alegremente.
Jorge
Bucay
"deixa-me
que te conte"
Publicada por
Afonso Faria
em
11:09
quarta-feira, fevereiro 13
Um pequeno relato
"Tanta fartura que tão tarde chegas", foi o comentário de um "meu" sénior octogenário ao se deslumbrar com uma simples pesquisa na net.
Dizia-me que já não tinha cabeça, ou melhor ela estava lá, - a bola - mas que já para quase nada servia...
Lamentava ter vindo tão tarde...
Que se eu assim achasse, dava lugar a outro...
Creio que fui claro ao lhe explicar que o lugar dele ninguém podia ocupar, ele existia, tinha o mesmo direito que um outro, estava ali e eu não desistia dele.
Dos olhos cansados mas ainda vivos, uma lágrima verteu, um misto de comprometimento e agradecimento...
É isto que me move!
Tanta gente moldada a não ter direitos, tanta gente pronta a se anular porque assim foi, assim julga poder continuar ser...
Recuso-me a aceitar, luto!
Publicada por
Afonso Faria
em
17:01
sexta-feira, fevereiro 8
Desistir
Estou triste!
Ontem, um vizinho amigo suicidou-se, desistiu da caminhada VIDA. Ainda caminhava acompanhado por um cancro mas já o deixava para trás.
Todos os dias ouvimos aqui ou ali notícias de episódios semelhantes. São episódios distantes, pelo não conhecimento dos actores. Por vezes esquecemos que há sempre uma família, amigos, conhecidos...
Nunca tivera esta experiência. Dói!
Esta sensação de vazio, o nunca mais partilhar a mesa, o sofá de longas conversas, por uma opção deste tipo, vem e vai, martela-me as meninges num latejar de alma, prende-me.
Não sei de todo o que o levou a fazer isso. Quem sabe? Também não sou homem de palpites. Se o fosse e bons, todas as semanas acertava no euro milhões...
E que importa agora?
Procuro retirar em todas as ocasiões, boas ou más, uma lição.
Desta, penso que cada vez mais tenho que estar mais atento, estar mais presente.
As Pessoas, cada vez mais as Pessoas, merda para esse monstro sem rosto chamado Mercado!
Há ténues "leds" de sinalização que só são percetíveis pela proximidade, não só a circunstancial.
Se calhar eu também não os soube interpretar...
Sem culpas mas saudavelmente triste!
Publicada por
Afonso Faria
em
09:01
sexta-feira, janeiro 18
"Resgate", poema de Manuel Alegre
Resgate
Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem vos sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.
Águeda 23/12/2012
Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem vos sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.
Águeda 23/12/2012
Manuel Alegre
Publicada por
Afonso Faria
em
06:30
sexta-feira, dezembro 28
Noite
Nada convidativa, em princípio!
Escuro, sempre igual, não é?
Afagado pelo frio deixei-me envolver pela silenciosa serenidade deste colorido.
Escuro, sempre igual, não é?
Afagado pelo frio deixei-me envolver pela silenciosa serenidade deste colorido.
Efeitos? Principalmente os sentidos, interiorizados quase tão fieis como as imagens.
Uma Paz imensa!
2013 será só o que nós vivermos.
INTENSAMENTE, assim o desejo
Publicada por
Afonso Faria
em
23:15
domingo, dezembro 23
Carta ao Pai Natal
Um amigo fez-me chegar, vindo de outro e provavelmente de outro, esta "carta ao pai Natal".
Li, e há coisas que quereria ter sido eu a escrever.
Partiho!
E já agora, Bom Natal, seja lá isso o que for.
Arrisco desejar-vos saúde, para o próximo ano civil, sem correr o "risco" de troca por desmedida!
Publicada por
Afonso Faria
em
11:57
sexta-feira, dezembro 21
Hipnose
Não sei como se chama mas assim como fiquei parado quando a vi ao vivo, sempre que retomo a foto não consigo desviar o olhar.
Da imagem emana tranquilidade, poder, estimula-me a criatividade, a imaginação, navego, construo.
Coisas simples, no meu Universo!
Partilho.
Publicada por
Afonso Faria
em
10:23
Subscrever:
Mensagens (Atom)
______________________________________________








