Acerca de mim

A minha foto
Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

segunda-feira, junho 10

10 de Junho - Elvas

Dizem que é o dia de Portugal, dos portugueses.
Por acaso abri a televisão no momento que o Sr. Cavaco levava uma vaia à chegada ao recinto.
Para mostrar o seu ressentimento, o Sr. Presidente começou o seu discurso dirigindo-se à Srª Presidente da Assembleia... Srs militares, e pronto!
O Povo vaiou, não mereceu uma palavra!
Eu reparei e como o discurso não era para mim...desliguei!

segunda-feira, maio 13

ACÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO - GNR - " IDOSOS EM SEGURANÇA

"A GNR está a desenvolver várias acções de sensibilização junto dos idosos com a finalidade de alertar e esclarecer os mesmos sobre procedimentos de segurança a aplicar em situações de tentativa de burla e/ou maus tratos de que, os idosos, por vezes, são vítimas.
Estas Acções de Sensibilização inserem-se na campanha “Idosos em Segurança”, sendo acções bastante relevantes, tendo em conta que os crimes de burla têm vindo a aumentar em todo o país."

Esta era a notícia.
Pensei, ainda bem que a GNR está atenta à tentativa de burla, assaltos, maus tratos a que os idosos/reformados estão sujeitos.
O Governo do Sr Passos Coelho que se ponha a pau. Não pode mandar assaltar as pensionistas...porque a GNR está atenta!

Não, a notícia já vinha de 2009, os roubos, os ladrões eram outros...
Pelos vistos não foram presos!
Proliferam, travestidos!



quinta-feira, maio 9

Janela (in)discreta




Sem casa, ergue-se sólida.
Um habitante próximo, vivendo há cerca de 40 anos no local, sempre a conheceu assim. Consta que os proprietários zelosamente fazem a sua manutenção.
É certamente mais belo o seu interior do que o asfalto exterior.
Que história acolhe?

terça-feira, maio 7

Olhar...VER!




Passa uma Borboleta

Passa uma borboleta por diante de mim 
E pela primeira vez no Universo eu reparo 
Que as borboletas não têm cor nem movimento, 
Assim como as flores não têm perfume nem cor. 
A cor é que tem cor nas asas da borboleta, 
No movimento da borboleta o movimento é que se move, 
O perfume é que tem perfume no perfume da flor. 
A borboleta é apenas borboleta 
E a flor é apenas flor.

Alberto Caeiro

quarta-feira, abril 17

Breve momento

Por acaso tive que ficar em casa.
Almoçado, o sol estava convidativo, a palete de uma variedade intensa, azuis, verdes, castanhos.
Sentei-me despreocupadamente no chão, mesmo no chão chão, sem me importar com as poeiras, aqueles pruridos que nos tolhem os movimentos de liberdade.
Uns minutos, silêncio cúmplice e conveniente.
A meu lado espreguiça-se o meu fiel Lucky.
Derramo o olhar neste branco, verde, róseo alvo promissor de gulosas  cerejas vermelhas, integro-me, abandono-me em sintonia.
Sinto-me em Paz.
Sou privilegiado, posso...
E quero!

domingo, abril 7

solene comunicação

18h50

A MONTANHA PARIU UM...







LÁPARO!

quinta-feira, março 28

OFF

O botão "OFF", eram 21H 18M, funcionou na perfeição após "zapping".
Nem no canal Hollywood sou capaz de ver duas vezes o mesmo filme, ainda mais de terror!

domingo, março 17

Terapias de pequenos nadas!


Às vezes somos agradavelmente surpreendidos numa estrada desconhecida. Aconteceu-me!
Prendi-me com a beleza do miradouro, muito antes de o desfrutar! 
Apelativo enquadramento, as rochas, as mesas, os assentos, a pérgola...
Depois, o contraste de cores...
Não precisaria debruçar a vista no infinito...
A tranquilidade do encanto havia já sido conseguida!




domingo, março 10

Duas rãs numa taça de natas



Era uma vez duas rãs que caíram numa taça de natas.
Rapidamente se aperceberam de que estavam a afundar-se: era impossível nadar ou flutuar durante muito tempo na massa espessa como areias movediças. No início, as duas rãs tentaram bater as patitas para chegarem à borda do recipiente. Mas era inútil; por mais que se mexessem, não saíam do mesmo lugar e estavam cada vez mais atoladas. Sentiam uma dificuldade crescente em vir à superfície respirar.
Uma delas disse em voz alta:
- Já não aguento mais. É impossível sair daqui. Não se consegue nadar nesta pasta. Já que vou morrer, não vejo de que serve prolongar este sofrimento.Não faz sentido morrer cansada por causa de um esforço inútil.
Dito isto, deixou de bater com as patitas e afundou-se rapidamente, engolida pelo espesso líquido branco.
A outra rã, mais persistente ou talvez mais casmurra, disse de si para si mesma.
    - É escusado! Não consigo avançar nesta pasta. No entanto, se vou morrer, prefiro lutar até ao meu último fôlego. Não quero morrer um segundo que seja antes da minha hora.
    Continuou a dar às patas e a chapinhar sempre no mesmo lugar, sem avançar um um centímetro sequer, durante horas e horas.
    E de repente, de tanto bater com as patas e com as coxas, de tanto mexer e remexer, a nata transformou-se em manteiga.
    Surpreendida, a rã deu um salto e, patinando, chegou à borda do recipiente. Daí, pôde regressar a casa, coaxando alegremente.
     
Jorge Bucay
"deixa-me que te conte"

quarta-feira, fevereiro 13

Um pequeno relato

"Tanta fartura que tão tarde chegas", foi o comentário de um "meu" sénior octogenário ao se deslumbrar com uma simples pesquisa na net.
Dizia-me que já não tinha cabeça, ou melhor ela estava lá, - a bola - mas que já para quase nada servia...
Lamentava ter vindo tão tarde...
Que se eu assim achasse, dava lugar a outro...
Creio que fui claro ao lhe explicar que o lugar dele ninguém podia ocupar, ele existia, tinha o mesmo direito que um outro, estava ali e eu não desistia dele.
Dos olhos cansados mas ainda vivos, uma lágrima verteu, um misto de comprometimento e agradecimento...
É isto que me move!
Tanta gente moldada a não ter direitos, tanta gente pronta a se anular porque assim foi, assim julga poder continuar ser...
Recuso-me a aceitar, luto!

sexta-feira, fevereiro 8

Desistir

Estou triste!
Ontem, um vizinho amigo suicidou-se, desistiu da caminhada VIDA. Ainda caminhava acompanhado por um cancro mas já o deixava para trás.
Todos os dias ouvimos aqui ou ali notícias de episódios semelhantes. São episódios distantes, pelo não conhecimento dos actores. Por vezes esquecemos que há sempre uma família, amigos, conhecidos...
Nunca tivera esta experiência. Dói!
Esta sensação de vazio, o nunca mais partilhar a mesa, o sofá de longas conversas, por uma opção deste tipo, vem e vai, martela-me as meninges num latejar de alma, prende-me.
Não sei de todo o que o levou a fazer isso. Quem sabe? Também não sou homem de palpites. Se o fosse e bons, todas as semanas acertava no euro milhões...
E que importa agora?
Procuro retirar em todas as ocasiões, boas ou más, uma lição.
Desta, penso que cada vez mais tenho que estar mais atento, estar mais presente.
As Pessoas, cada vez mais as Pessoas, merda para esse monstro sem rosto chamado Mercado!
Há ténues "leds" de sinalização que só são percetíveis pela proximidade, não só a circunstancial. 
Se calhar eu também não os soube interpretar...
Sem culpas mas saudavelmente triste!

sexta-feira, janeiro 18

"Resgate", poema de Manuel Alegre

 
Resgate


Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem vos sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora

aqui
não podem cortar quem somos.



Águeda 23/12/2012
Manuel Alegre

sexta-feira, dezembro 28

Noite

Nada convidativa, em princípio!
Escuro, sempre igual, não é?
Afagado pelo frio deixei-me envolver pela silenciosa serenidade deste colorido.

Efeitos? Principalmente os sentidos, interiorizados quase tão fieis como as imagens.
 Uma Paz imensa!
2013 será só o que nós vivermos.
INTENSAMENTE, assim o desejo



domingo, dezembro 23

Carta ao Pai Natal


Um amigo fez-me chegar, vindo de outro e provavelmente de outro, esta "carta ao pai Natal".
Li, e há coisas que quereria ter sido eu a escrever.
Partiho!
E já agora, Bom Natal, seja lá isso o que for.
Arrisco desejar-vos saúde, para o próximo ano civil, sem correr o "risco" de troca por desmedida!










sexta-feira, dezembro 21

Hipnose





Não sei como se chama mas assim como fiquei parado quando a vi ao vivo, sempre que retomo a foto não consigo desviar o olhar.

Da imagem emana tranquilidade, poder, estimula-me a criatividade, a imaginação, navego, construo.
Coisas simples, no meu Universo!
Partilho.



______________________________________________