Acerca de mim

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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

quarta-feira, julho 25

Há sempre alguém que resiste...há sempre alguém que diz não!


Assumido, activo e convicto apoiante à candidatura de Manuel Alegre à presidência da República, foi com enorme prazer e identificação que acabo de ler o seu artigo de opinião no jornal Público “Contra o medo, liberdade”.
Muitos portugueses se revêem naquelas palavras, muitos gostariam de exprimir o seu grito de alma. Mas não têm voz!
Obrigado Manuel Alegre por as suas palavras serem minhas, daquelas, daqueles, de um outro.
Acredito numa revolução de mentes, algures situada num futuro.
Todo o progresso, todo o apelidado de “bem-estar”, só faz sentido se em função do HOMEM!
A Harmonia, a Justiça, a Moral , a Liberdade serão retomadas quando se abandonar este ciclo desgovernado da “coisificação” da PESSOA e deificação do objecto.
Sempre, mas sempre o SER em detrimento do TER!

À acomodação contraponho inquietude, ao surdo lamento, ESPERANÇA!

quinta-feira, julho 19

silenciosamente...


Silêncio, opção, consequência!
Aqui minha alma adormece em doce tranquilo fim de dia quente!
Silenciosamente!

segunda-feira, julho 16

outros lugares...estando!

(Salamanca vista, captada!)
Estive fora!
Lavei os olhos em paisagens deslumbrantes, Espanha, França, Suíça. Mais de quatro mil kms, sofregamente absorvidos pelo motor do carro, impecável em sua competência.
Os olhos cansaram-se gostosamente em observação, os motivos de reflexão, muitos!
Calo! Em memória casos, lugares, pessoas, episódios.
Exercito reconstituições, saboreio lembranças.
Um dia conseguirei repor as ideias em ordem.
Que ordem?
Deixo fluir.

Antes ou depois, que importa se o importante é ter sido actor do argumento escrito em vivência?

terça-feira, julho 3

...esperas


Deixei-me seduzir, petrificado!
Busquei a máquina célere, …captei-a.
Luz, intensa quase quente, sorriso!
No solo, insinuantes sombras tranquilidade feitas árvore em repouso, fantasmas expectantes!
Uma brisa transporta-me ou acompanha o rodopiar de meus voos em silêncio.
Permaneço
!

segunda-feira, julho 2

Caminho, caminhos!






Procuramos sempre o nosso. Não forçosamente igual e até às vezes aparentemente coincidente, mas sempre o nosso.
Este é um dos meus!
- Batido em terra, disseram-me…
- Sim, não tem o negro do alcatrão, identifico vidas nas passadas da poeira!
- Não podes andar depressa, ouvi.
- Realmente se eventualmente me cruzo com alguém, tenho que negociar a passagem, à vez, cedências no entrecruzar olhos, sinais e até gestos, por vezes um sorriso.
-Parece-me ermo, isolado, comentaram…
-Aquele lugar na verdade não é de passagem. Só o encontra quem nele vive, respira, sente!
Ali ainda não se coisificam as pessoas. HUMANIZAM-SE AS COISAS!
Gosto do meu caminho!

quinta-feira, junho 21

quem souber....me esclareça!


Será que alguém me pode esclarecer?

- Se eu transporto crianças no meu carro, tenho que ter cadeiras especiais.
E nos táxis, porque o motivo não é igualmente válido?

- Quando circulo em algumas faixas sou obrigado a degradar o meu carro com “lombas” de utilidade duvidosa.
E as faixas de BUS, porque não têm?

- Qualquer veículo que circule na estrada está “fora da lei” se não tiver seguro actualizado.
E os carros oficiais, militares, bombeiros e afins?

- Consta que a contagem do tempo para a reforma, de autarca, vale a dobrar?
Portugueses de privilégio, de primeira ou “desfavorecidos sociais”?

-A admissão na função pública está estrangulada, inacessível!
Quem controla a admissão nos institutos, Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e outros por exemplo?

- Obesidade, que flagelo!
Quem permite a instalação de Mc Donalds às portas das Escolas?

- O trabalho infantil, a falta de respeito pelos direitos humanos, na Europa!
Quem lucra com a entrada livre com os produtos chineses, indianos e outros tantos?

- O tabaco causa o cancro (principal causa de morte)
Porque a indústria do tabaco continua a ser uma fonte de receita para o Estado?

- O Euro tem como décima o Cêntimo!
Porque as gasolineiras apresentam o preço por litro de gasolina 1,075?

Se souberem…elucidem-me!
Se tiverem mais dúvidas com o esta, circulem até que alguém nos esclareça!
Já agora, acrescentem!

terça-feira, junho 5

um outro crescimento!


Tive um dia em cheio!
Logo pela manhã visitei mais duas instituições, um itinerário que me tem levado a um conhecimento no terreno de uma realidade de muitas realidades feita. Porque quer queiram quer não a realidade não é absoluta, assim como a ignorância, a sabedoria a tolerância.
Simples sentires que fazem reconhecer-me talentos, inatos alguns, muitos adquiridos, trabalhados e desenvolvidos por mim e pelos outros que de “mim” em amizade se me misturam, se envolvem.
Anseio partilhar sempre, anseio incendiar, despertar tantos e tantos sentimentos adormecidos, dizer que há muito para fazer, e tanto de tão pouco que seja, em muito se transforma onde nada é tomado por dado adquirido, por resignação!
Chamo-lhe disponibilidade. Creio que é a base, ponto de partida. Não, não falo de disponibilidade de tempo. Não, aquela que vem do interior, aquela que nos faz sentir bem, aquela que até subjuga a do tempo!
Ainda cedo, o meu telemóvel lembrou-me que era dia da “Bebé” comemorar o seu aniversário. Ela não faz anos, as pessoas especiais não fazem, comemoram!
Levei-lhe uma flor. Banal! Nem tanto, aquela flor era especial, para uma pessoa especial. Li-lhe nos olhos o sorriso da alma! Gostamos!
Foi um encontro no meu antigo local de trabalho. Voltei a sentir pessoas partilhando afectos, palavras cúmplices em olhares cruzados, calados. Sorri!
Também não vi gente. Continuo a não querer poluir o meu olhar!
A meio da tarde, deixei-me mimar pelos meus fãs maiores, os meus queridos alunos da terceira idade!
Dia cheio, não?
Cada vez mais descubro o que tenho, independentemente do que desejo. E no fundo o que desejo não é a tranquilidade, a paz? Há muita maneira de se manifestarem. Basta estar atento.

domingo, junho 3

descoberta

Sabiam que a energia do Sol chega até nós através de fios suportados por postes? É verdade, talvez seja primitivo,mas onde a recebo ainda é assim. Gosto!

domingo, maio 27

Ciclo!


Esta semana algumas zonas do país foram fustigadas por saraivadas de granizo.
O meu refúgio também foi sorteado.

Abençoado que sou, pessoa entre tantas pessoas.
Também fomos contemplados! A diferença é que nós vivemos com isto, não vivemos disto!

E somos testemunho, vida vivida sentida, não por interposta pessoa!

quinta-feira, maio 24

Portagens!

A semana passada debateu-se e aprovou-se normas acerca do trânsito nas autoestradas, pagamentos de portagens na íntegra ou não, por obras de manutenção.
Claro que ficou tudo como está, ou seja paga e não “bufas”.
Comentários? Fica este episódio!

No ano passado, iniciei um trajecto numa auto-estrada, cuja portagem era de 17€.
Mal tinha percorrido meia dúzia de quilómetros, comecei a vociferar, a minha indignação aumentava ao ritmo dos metros do conta-quilómetros. Pavimento em obras, faixas estranguladas, supressão de via dupla, etc., etc!
Senti-me lesado, gozado, completamente revoltado!
17€!!!!!
Quando cheguei à cabine para liquidação, ao introduzir o ticket, o visor indicava 8€. Engano?
Não, estava simplesmente em ESPANHA.!!!
A estrada não estava totalmente em condições… não devia pagar na totalidade!!!
Porque é Espanha!
Porque se respeita o cidadão! (pelo menos nisto)
Porque espanhol não se escreve com um (p) de português!

Sem mais nenhum comentário!

segunda-feira, maio 14

segunda-feira, abril 30

acordando a manhã


Cedo, como sempre bem cedo. O Sol ainda difuso acentuava as cores da manhã, a frescura do ar.
Nos prédios, ao longo da rua, uma luz aqui, outra ali. Iniciava-se o dia, mais um dia para uns ou a noite ainda não terminara para outros. Pessoas acompanhadas e muitas dessas, de solidão. E pessoas sós. Na rua, poucos carros em movimento.
Em decidida passada ritmada, avanço para o parque. A temperatura ronda os 7º, vi num painel publicitário. Fresco, quanto baste. Nada que uns abdominais, extensões, flexões não supere. Chego. Ladeia-me uma fila de árvores esguias, aprumadas, oscilando ao de leve pelo embalar da brisa nocturna que se vai, ondulante. Verdes, verdes e prateadas as folhas no verso.Tenras,Primaveris.Prossigo na minha marcha diária. Outras, árvores, desta vez povoadas de pássaros. Que chilreada! Quero crer que será uma ode a mais um dia que começa. E saltitam, esvoaçam, partem e tornam...e cantam, e o movimento é constante.
Continuo, ainda sem ninguém por companhia!
Em meu peito sinto o coração num batimento mais intenso; a respiração levemente ofegante. Olha, lá vem aquela senhora toda vestida de preto que aproveitando a sua caminhada, passeia o cãozinho. Na mão, um saco de plástico com comida para um cão abandonado. Todos os dias, como hoje. Bom dia, cumprimentamo-nos. Não sei quem é, como se chama, é a senhora do cãozinho. Não sabe quem sou, serei mais um que diariamente naquele local lhe deseja bom dia.
O Sol ilumina o horizonte, ainda sem se mostrar. Ao longe, recortado no azul ainda bebé do céu, um avião aparentemente numa pachorrenta trajectória. Chega, cansado de uma viajem nocturna, ou ensaia os primeiros passos matinais de um novo destino. Tudo é tranquilo, harmonioso.
Circulam mais carros, vejo-os ao longe. Condutores isolados, pessoas desacompanhadas, muitas solitárias. E outros. Mais homens que mulheres, mais mulheres com mulheres, cabelos molhados de um duche à pressa, retoque apressado em maquilhagem, no pára arranca. E uma mota de grande cilindrada. Dois corpos que se fundem num abraço, diria que se prolongava noite naquele em quase em um só corpo. Pode não ser, mas quero que assim seja. Carros, mais carros, lentamente preenchendo a estrada. Na rotunda, um contorna em circulo e não sai. Roda novamente. Acontece até aos bons! E na vida, quantas vezes contornamos a rotunda, uma e outra vez sem identificarmos qual a nossa saída!
Uma buzina, um vizinho. Ensaiamos um aceno em jeito de bons dias. Viu-me pensei, é raro. De manhã as pessoas costumam não ver. Os carros são automáticos chego a pensar. Os ocupantes, ou demasiado frustrados pela noite que tiveram ou demasiado preocupados com o dia que se avizinha, só abrem os olhos e os ouvidos a meio da manhã. À beira da estrada um operário bate fortemente as botas no chão. Sacode o frio. Chega a boleia, uma carrinha com outros silêncios, um habitáculo repleto sabe-se lá de que emoções.
Continuo, já me vou sentindo cansado. Passo por um canteiro de pequenas flores. Juro que na minha primeira passagem estavam ainda fechadas. São Bons-dias, abrem com o sol. Recebo-os com um sorriso. Ao de leve sinto um raio de sol aquecendo-me a alma. Bom dia!

Um selo...em cadeia



Este blog foi alvo de uma carinhosa citação da CLAUDIA PEROTTI
deixando-me embaraçado.
Não posso ficar indiferente aos comentários que aqui são colocados e é com imensa satisfação que recolho o eco das minhas palavras.
Não ouso, no entanto, fazer a corrente pedida. Porquê? A minha cultura da biosfera não é assim tanta e a nomeação de 5 blogues cometeria, seguramente, uma grande injustiça . Colho um sorriso aqui, uma reflexão ali, ou até uma imagem acolá que me transporta sem limitações.
Porque há uma imensa alma, uma força enorme, uma capacidade de criação e sensibilidade, uma diversidade nos seus blogs, devolvo à Cláudia com toda a justiça, pelos seus “cantinhos”
E a ti Claudia, o meu obrigado!

quarta-feira, abril 18

Convicto, e nem me importa se convincente!


Sou um eterno apaixonado, deixo-me gostosamente seduzir periodicamente. Paixão pelas pessoas, pelas coisas, seduzem-me as ideias, as palavras, tons, sons.
OUSAR!
Esta é de momento a “palavra-chave”, OUSO transcender-me, OUSO ouvir, OUSO pensar, OUSO escolher, decidir, agir!
Limites?
Quem ousa espartilhar minha mente, fé, querer, sentir? Quem ousa interceptar meu voo trajecto rumo a projectos, sonhos, realidade em construção?
Quem?
No mínimo esbarra com a minha indiferença ou OUSADIA!

segunda-feira, abril 9

evasão


Sempre surpreendente!

Construo ou refaço novas construções em azuis matizados, brancos de montanhas fumegantes em suportes de encosta verde inclinada.

Encontro-me aqui, ali, sem limite, pleno!
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