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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

sábado, abril 18

Telepatias?


Ele há coisas...
Poderia começar este apontamento assim!
Ontem, ao fim do dia, caminhando lado a lado com a minha filha mais nova num circuito pedestre já meu velho conhecido, a conversa fluía de imediatos propósitos ou de outros evocados sem guião.
A dado momento e já nem sei porquê evocamos Herberto Helder, falecido recentemente. Não sabia ter nascido na Madeira mas, ao procurar informação aquando a sua morte, achei curioso ser filho de uma senhora de sobrenome Luís Bernardes.
Nos meus tempos de Liceu, (quando Cristo veio à terra) tinha um amigo e colega com o mesmo sobrenome. Podia ser até família, não sabia... O Bernardes, como acontecia muitas vezes nos bancos da escola, veio a adquirir uma alcunha que posteriormente assumiu como sua identificação integrante, o Micas, numa carteira da aula de matemática. E explicava à minha filha como era embaraçoso por vezes lá em casa a nossa “lingua” fugir de Bernardes para Micas perante uma mãe que o tratava carinhosamente por “Didinho”.
Companheiro, nos bancos do liceu, de aventuras por vezes despropositadas mas próprias da idade, de equipe em desportos representativos da equipe do Liceu, já não o vejo talvez há cerca de cinquenta anos.
Preparávamos para o regresso, o meu velho e antiquíssimo telemóvel tocou. Tocou com aquele toque que ninguém tem, o toque de um aparelho único. O número era desconhecido...mas atendi.
Incrível mas vero. Do outro lado uma voz pausada, madeirense certamente! Do outro lado, o Bernardes!
Atropelamo-nos em palavras e emoção. E, e, e, tantos, agendas, páginas e páginas que se voltaram num ápice. Ainda há muito que sincronizar mas estamos de novo em sintonia.
Coincidência? Sei de alguns elementos que contribuíram para tal  (não tenho facebook), mas o momento, o preciso momento foi “mágico”, estranhamente coincidente!
Ps. Já agora acrescento que sim, há parentesco pelo lado do pai!

terça-feira, abril 14

A ponte!


Continuo a apostar nas Pessoas e mais uma vez relego para o lixo a opinião dos doutos que dizem que o mundo está a mudar! Qual mundo? O da “coisificação” das pessoas que muito se esforçam por desenvolver, o mundo do TER que muito prezam, esse sim, está a mudar“Por força, à força”.
Há dias uma octogenária viúva, mãe de um sexagenário com deficiência mental e vítima de um AVC manifestou-me a dificuldade de o levantar e colocá-lo na cadeira de rodas ou mesmo dar-lhe o pequeno almoço. Se eu a podia ajudar sinalizando a situação a alguém de direito solicitando uma cama articulada...
Contactei algumas estruturas vocacionadas para estes casos, algumas nem resposta me deram. Outras consideraram a inscrição para uma futura análise.
Mas também verbalizei e mantive-me atento à comunidade mais próxima ou distante.
Alguém a quem falei, disponibilizou-se para, falando com um irmão, avaliar o estado da cama que fora da mãe e que neste momento não tinha utilidade...
O meu papel foi só e simplesmente, estabelecer a ponte...
Hoje tive conhecimento que já a tinham colocado em casa, montado, procedido à explicação simples do funcionamento.
Nem tive oportunidade de ver a velhota ainda. Tenho a certeza que se sente menos limitada, arrisco feliz!
Continuo a acreditar na PESSOA, continuo a ter demonstrações da BELEZA HUMANA.
Apetece-me dizer que mais uma vez a química do princípio dos “vasos comunicantes dos afectos” funcionou!

segunda-feira, abril 6

Sonhando, recordando, VIVENDO



A minha amiga Lourdes mandou-me este link.

Que bem me soube, que intensidade!

Transportei-me a tantos lugares, tantas vivências, tantas intenções. Sonhei gostosamente com o passado, senti-me privilegiado ao identificar-me com momentos de ouro orlados ao longo da minha vida, tantos passos ensaiados na descoberta do colectivo.

Em 69 uma nefrite atirou-me para uma cama do hospital, cerca de mês e meio retido em enfermaria. O núcleo dos meus colegas mais próximos levava-me, para serem saboreados em comum, gravações do Zeca, Adriano, Fanhais e outros, num leitor de cassetes que hoje seria peça jurássica!

Naquela altura não havia limite de visitas concomitantes, a cama rodeada de gente quase sempre empenhada em me transportar em espírito para além das paredes cor de rosa do velho hospital, novos, velhos, amigos, familiares.

Ao princípio a curiosidade mórbida para quem tinha entrado em estado de coma. Depois, a partilha de momentos. No hospital, as freiras apelidaram a enfermaria, a enfermaria do estudante...Foram mais de duas centenas de visitas. Na altura, marcava os nomes, mais de meia centena e as vezes de reincidência...

Em Março de 1968 um primo meu, José Azeredo Pais foi assassinado, pela Pide, em Angola, diz-se. Era Alferes miliciano, estudante em Coimbra, companheiro e amigo do Adriano Correia de Oliveira.

Adriano dedicou-lhe a canção com o poema de Manuel Alegre, Canção com Lágrimas.

E foram estes os momentos a que me transportou o Pedro Barroso. Intensa a emoção, que bom ter passado vivido, que bom a riqueza de um património que me alicerça robustamente esta ânsia de viver e bendizer o dia a dia.

quinta-feira, janeiro 15

Família


Sabem aquele afago de alma, aquela alegria interior que nos ilumina, nos provoca um sorriso leve e doce?
Creio que se chama momento de felicidade.
Ontem reuni-me com os meus irmãos. Há seis anos que não estávamos juntos!
A conversa, as evocações de momentos surgiram e pareciam bolas de matraquilhos em movimento, as palavras, aqui, ali, recuando, avançando... Não estando já presentes, os nossos pais compareceram também, integraram-se como actores e creio que não foi precisa muita imaginação para lhes captar um sorriso.
Vês Anita, vês Óscar, quão crescidinhos e maduros estão os vossos 5 filhotes?
Partem mas voltam sempre ao conforto e ternura da vossa memória. Sentem-se bem, são FAMÍLIA!
Não sei quantos mais anos decorrerão até um novo encontro. Este também não foi planeado, aconteceu...mas,
GOSTEI!

domingo, janeiro 11

"FACES", "TELEMÓVEIS" e eu

O grupo falava animadamente, a manhã estava fresca. Ao alto, sonoro telintar pausado do sino da igreja anunciava mais uma partida.
Aproximei-me e não intervindo directamente apercebi-me o teor da conversa, precisamente o defunto!
A minha imaginação soltou-se e sem querer lembrei-me do Facebook, o que não tenho por opção, o facebook dos pedidos e adesões de amizades...
Ali tinha o exemplo das amizades que não eram mais que presenças de conveniência, a oportunidade de saber as “novidades” dos que estavam em desfile, dos que não estavam...tal como me dizia alguém que não ligava ao facebook, mas gostava de “cuscar”.
Muitos “amigos” no “facebook”, também muitos “amigos” nas despedidas. Da onça, diz-se! Claro que há os genuínos, mas para esses não há convite ou aceitação de amizade, ela é vivida com naturalidade, partilhada, cimentada, cresce.
A propósito de amizade, mesmo aquela presencial, não deixo de ficar incomodado quando num encontro, os telemóveis continuam a ser usados. Sinto que mesmo gostando de estar em grupo vivendo aqueles momentos, há sempre um alguém, um “negócio” que não estando presente tem mais força na relação das pessoas. E já não falo nos concertos, cinemas, reuniões, igrejas!
Tenho uma relação muito especial com o meu telemóvel, ele sabe que ainda não tem o estatuto de meu amigo, não tem forçosamente de privar permanentemente comigo!
Estranha e curiosamente mantenho-me saudavelmente vivo...

 

terça-feira, dezembro 30

2015, desejo, projecto, acção

E repete-se. Desejo, votos de...feliz ano novo!
Foi assim desde que tenho memória, sem nada inovar, recriar. Alguém me dirá, é tradição.
Toda a nossa vida no ano que começa estará dependente da maior ou menor quantidade de desejos, votos?
Creio que não. Creio que nos falta assumir o protagonismo, o papel principal nesta mega encenação, a Vida.
Há sempre a escolha mesmo quando o caminho nos parece de um só sentido! Mesmo nos chamados "becos sem saída", há escolha, nem que seja o caminho de retorno.
Mais que nos "desejos", nos votos de, acredito na participação activa, no envolvimento, na realização.
Já foi tempo de subordinação ao "sempre foi assim", ao "há quem decida por nós", ao "não vale a pena".Vamos OUSAR?
Não preciso querer mudar o Mundo, o Universo!
PENSAR global, AGIR local me basta!
2015!
Que consigamos ao longo deste ano receber o retorno dos sorrisos que conseguirmos provocar!



terça-feira, dezembro 16

16 de Dezembro...é natal, é natal

Dormi depressa. 
Não que me esperassem as meias dependuradas na "minha" lareira...
Não que os sapatos 41 se transformassem em "sapatinhos"...
É natal, o meu natal!
Sete, o dia ainda não clareou. Quero-o sofregamente. Aproveitar desde o primeiro raiozinho, comemorar mais este primeiro dia do ano que começa, em pleno. 
Voltei a receber a maior prenda, ainda mais preciosa compensada com mais um ano, a VIDA.
Gostei deste ano que passou, espero, trabalharei para, ter um feliz ano novo.
Abraçar desafios, entristecer-me, revoltar-me, regozijar, glorificar a VIDA será o meu querer para este ano que começa.
E partilhar...sempre!
INTENSAMENTE continua a ser o lema. Ser mais velho cada vez mais velho. A proposta de ingresso no clube dos sábios ainda não foi aprovada...há que conquistar a confiança, trabalhar, merecer e aceitar!
Tenham um bom dia, acompanhem-me na caminhada!



sexta-feira, dezembro 12

terça-feira, julho 8

Vida de ou no campo!

Estou de férias!
Durante alguns meses interrompi a minha actividade com os velhos, a minha forma lúdica de estar com os meus pares.

Entendo que este período de férias é sobretudo uma mudança de actividade, uma exploração de outras áreas, um outro contínuo receber e dar.

Nos campos, foram as cerejas, os alperces, as peras, a agora as ameixas. As árvores expõem a sua generosidade multicolorida e variada forma, sabores suculentos...

Hoje andei na ameixa, amarela, dourada, digna de uma Rainha, Cláudia por nome!

O meu amigo Manuel, dono da terra e beneficiário desta dádiva não resistiu...
Dezoito numa só pernada...
Partilho!


terça-feira, junho 24

E-Agenda - Marcação de consultas

É pressuposto funcionar em benefício do cidadão comum...
Tenho conhecimento de várias marcações online que são consideradas inválidas quando o utente se apresenta na consulta não obstante a confirmação por E-mail e SMS.
Há cerca de uma semana que está assim, quem se interessa, quem tem interesse, a quem não interessa?





Temporária?
Deve ser como a renovação da carta que era possível online e que temporariamente "há anos" deixou de funcionar!
A QUEM INTERESSA?
QUEM SE INTERESSA?

segunda-feira, maio 5

minutos...

Há momentos e sítios que apetece estar...
Quando a estrada é só por si o local e não o meio de chegar...
Quando a ausência reforça a nossa presença...
Quando nos sentimos gratos pela simples existência...




sexta-feira, abril 18

Factura da sorte (ou da vergonha)

Muito  se tem escrito sobre a "iluminada" iniciativa deste governo, o sorteio das facturas.
Deixo aos técnicos os comentários técnicos, fico-me pela minha opinião de ser pensante e afirmo o meu repúdio pela tentativa de compra da minha dignidade.
Continuarei a pedir facturas porque já o fazia em grande parte nas minhas aquisições mas dispenso a cenoura...
Que os senhores do governo fiquem com ela, com as favas, a aveia e alfarrobas.
No portal das finanças há um campo de opção de participação. Eu opto por não participar!





sexta-feira, fevereiro 28

Amarelos







Os dias estão cada vez maiores!




dos verdes brotam amarelos
tímidos...






ou poderosos.




Quem disse que o amarelo é a cor do mau gosto?

domingo, janeiro 5

Eusébio

Faleceu o Eusébio.
Acho que a simples notícia estava mais de acordo com a figura do "Pantera".
Confesso que me incomoda este "carnaval" decretado oficialmente pela morte do homem!
Quando o Presidente da República prontamente anuncia uma comunicação ao país com hora marcada, tendo como tema a morte de Eusébio...
Quando é decretado três dias de luto nacional pela morte de Eusébio...
Quando não há uma estação de TV ou rádio que não faça os possíveis e impossíveis para captar audiências à volta da morte de Eusébio...

Panem et circenses é a expressão que associo de imediato. Há que aproveitar a onda de emoção do Povo, há que gritar que "somos povo", não é verdade Sr. Cavaco Silva, Sr. Passos Coelho?

Eusébio merecia mais respeito Srs. políticos manipuladores...

Há menos de um mês faleceu Albino Aroso. Quem? Que importância teve este homem na melhoria da saúde deste país?
Morreu, condolências à família, no dia seguinte era passado.

A velha teoria da relatividade poderia ser aqui chamada, pois podia!

Dizem os que se dizem próximos, que Eusébio era um homem simples, não merecia que o atraiçoassem desta forma, que o usassem desta forma vil.
Na memória, procurarei guardar a sua magia, respeitá-lo.
Nada mais.





quinta-feira, janeiro 2

2014

E chegou!
Nada de extraordinário, cumprido o percurso de doze meses; digamos que estava condenado, era seu destino...
Falando deste, não acredito que as passas engolidas às doze badaladas, o pulo da cadeira, a peça de roupa interior nova, colorida conforme os desejos escondidos, o batuque ensurdecedor das tampas das panelas, as vestes brancas e sei lá que mais,  tenham alguma influência no percurso ao longo de um novo ano que começa. 
São efeitos tais como os vapores dos champanhes, são tradições e acho piada à devoção de certos actos tão solenes como missa com "te deum".

Associada à adivinhação surgem, às catadupas, os tarólogos, astrólogos, bruxos e afins...não há programa de televisão, jornal ou revista que não tenha o seu adivinho. E percorre os signos todos alertando aqui ou ali, os sábios, para o perigo deste período ou aquele...
E há quem acredite..."ámen"!
 
Começa o Janeiro e mais que qualquer leitura dos astros, perdoem-me os meus amigos e conhecidos na área, há que ter olhos e sensibilidade para ler os sinais do dia a dia, há que encontrar a comunhão do meio que nos rodeia, há que humildemente estar predisposto para as mudanças. Estas fazem-se com sacrifício por vezes, com dor. A escolha tem que ser no BEM MAIOR, a IDENTIDADE!

Há muitos espaços por onde navegar, há muitos caminhos a percorrer. Dia a dia uma aprendizagem, uma descoberta.

Sentir-me-ei feliz se no fim de 2014 chegar à conclusão  que continuo sem metas alcançadas, em permanente movimento!

 


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