Aproximei-me e não
intervindo directamente apercebi-me o teor da conversa, precisamente
o defunto!
A minha imaginação
soltou-se e sem querer lembrei-me do Facebook, o que não tenho por
opção, o facebook dos pedidos e adesões de amizades...
Ali tinha o exemplo
das amizades que não eram mais que presenças de conveniência, a
oportunidade de saber as “novidades” dos que estavam em desfile,
dos que não estavam...tal como me dizia alguém que não ligava ao
facebook, mas gostava de “cuscar”.
Muitos “amigos” no
“facebook”, também muitos “amigos” nas despedidas. Da onça,
diz-se! Claro que há os genuínos, mas para esses não há convite
ou aceitação de amizade, ela é vivida com naturalidade,
partilhada, cimentada, cresce.
Tenho uma relação
muito especial com o meu telemóvel, ele sabe que ainda não tem o
estatuto de meu amigo, não tem forçosamente de privar
permanentemente comigo!
Estranha e
curiosamente mantenho-me saudavelmente vivo...













