Que chatice, chove, o trânsito...
Estou, sem pressa, saí cedo, não farei esperar ninguém...
Que chatice?
Que chatice seria não ver...
O trânsito será igual, o momento...não.
Disfrutem!!!
Acerca de mim
- Afonso Faria
- Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!
sábado, outubro 31
quarta-feira, outubro 28
Cheira a Outono
Gosto do Tejo ao fim do dia...
Chegam, partem navios, com eles meus pensamentos mais claros uns, enublados outros mas todos sem grilhetas, livres, imensos e intensos.
O Outono dá-me serenidade.
Chegam, partem navios, com eles meus pensamentos mais claros uns, enublados outros mas todos sem grilhetas, livres, imensos e intensos.
O Outono dá-me serenidade.
Publicada por
Afonso Faria
em
21:22
quinta-feira, agosto 20
Vida e Morte
Um
notícia como tantas ou talvez não.
Jimmy
Carter, ex presidente dos Estados Unidos, com a bonita idade de
noventa anos, anunciou que o cancro que o tomava há algum tempo no
fígado ramificava-se ao seu cérebro.
Logo
aquando a introdução da notícia pelo jornalista de serviço,
pensei que a “besta” uma vez mais não fizera distinção,
apossara-se de um poderoso.
Depois
fiquei deveras impressionado com a tranquilidade daquele homem, o
brilho apaziguador do olhar, um sorriso sereno.
A
imagem fez-me recuar uns meses.
Maria
Barroso, pessoa por quem não nutria particular simpatia, participava
num congresso tendo por tema, "velhos".
Surpreendeu-me.
Fraca figura em cima do palco, recitava de memória um poema longo,
enorme na sua força, poderoso no seu conteúdo, transcendera-se,
agigantara-se. Assim terminou a sua participação.
Fiquei na altura
com “pele de galinha”, rendi-me.
Antes
em suas palavras deixara-me também aquela tranquilidade que vi em Jimmy Carter. Viveu
muito, dizia, a qualquer momento chegaria a sua vez. Esperava
tranquilamente a sua hora. Senti convicção, paz.
Num
e noutro uma coisa comum, o que chamam de Fé!
Na
brincadeira costumo dizer que apresentei a minha candidatura para o
clube dos velhos, dos sábios...que tanto caminho me falta percorrer
para tamanha harmonia e pacificação com a vida, com a morte!
O caminho é esse.
Publicada por
Afonso Faria
em
22:02
terça-feira, julho 21
Introspecção à volta de um telemóvel
Desta
vez é que foi!
Uma
vida intensa, quedas na estrada, esquecimentos em todos os lados,
tortura no frio de um frigorífico, “prisão” na Gnr, houve
sempre um regresso! Desta vez não. Uma simples rampa de uma garagem,
uma queda, talvez um acidental pneu destruidor...foi-se!
Claro
que me estou a referir ao meu “lendário” e cúmplice telemóvel.
Curioso
que assumo que a perda não foi grande. Confesso que serviu para
reflectir. Um tanto desconfortável perder os contactos registados no
cartão. Por outro lado a “higienização” da relação. Não
gosto de telemóveis e só em em último caso faço uso.
Como
uma vez escrevi, há tempos fiz uma purga de contactos que residiam
no cartão. Residiam mas não passavam disso!
Mas
mantive alguns outros. Porquê? “Vaidadezinhas”. Num ou noutro
episódio da minha vida contracenei com pessoas chamadas de figuras
públicas, da política, do espectáculo, dos media ou mesmo
detentores de poder. Mantinha os contactos que se justificaram em
determinada altura. Tenho a certeza que teria de explicar-me muito
para que me reconhecessem caso lhes ligasse. Mas mantinha o contacto
por “vaidadezinha”, como disse.(ui, ui, sou humano e mortal!!!)
Foram-se,
esses e os mais próximos. Involuntariamente houve um salutar
“reset”!
Desta
situação que ponto positivo extraio?
A
distância de uma relação que estabeleço é igual à que
estabelecem comigo. Solicitei segunda via do meu cartão. Está
vazio. Só tenho os números da minha família próxima, porque os
introduzi.
Não
ligo, é verdade, pouco ligava. Se avaliasse a minha sociabilização
pelo volume de chamadas de telemóvel que recebo ou faço acho que
corria ao “psi”. UFF!!!
PS. Já movi algumas influências para obter um telemóvel igual! Gosto, é-me suficente e o meu carro reconhece o BT! :)
Publicada por
Afonso Faria
em
14:22
terça-feira, julho 7
Resgate
"Não podem cortar o verão/ nem o azul que mora/ aqui/ não podem cortar quem somos"
Resgate
Há qualquer coisa aqui de que não gostam
da terra das pessoas ou talvez
deles próprios
cortam isto e aquilo e sobretudo
cortam em nós
culpados sem sabermos de quê
transformados em números estatísticas
défices de vida e de sonho
dívida pública dívida
de alma
há qualquer coisa em nós de que não gostam
talvez o riso esse
desperdício.
Trazem palavras de outra língua
e quando falam a boca não tem lábios
trazem sermões e regras e dias sem futuro
nós pecadores do Sul nos confessamos
amamos a terra o vinho o sol o mar
amamos o amor e não pedimos desculpa.
Por isso podem cortar
punir
tirar a música às vogais
recrutar quem os sirva
não podem cortar o verão
nem o azul que mora
aqui
não podem cortar quem somos.
Águeda 23/12/2012
Manuel Alegre
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Afonso Faria
em
18:48
segunda-feira, maio 18
À deriva (mas pouco) de novo
Também
por lá passara há muitos anos, ainda os meus filhos eram
crianças.
O
“pseudo” motivo foi a quinzena gastronómica...
Embarcar
calmamente nesta pequena aventura cheia de história e beleza foi um
prazer. Em catadupas as imagens panorâmicas surpreendem-nos, os simples e elementares contornos enternecem-nos.
Foi-me gratificante ver o esforço de preservação, a preocupação na documentação do percurso da história.
Agradou-me o asseio das ruas, a preocupação da manutenção do casario.
Gostei de ver a forma hospitaleira de acolhimento ao forasteiro.
Marvão
foi o meu destino.
Valeu!
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Afonso Faria
em
07:35
sábado, maio 9
À deriva (mas pouco)
Despreocupadamente,
meti o carro a caminho nesta soalheira tarde de sábado. Pela estrada
centenas de peregrinos, nem sempre caminhantes segundo as regras, a
caminho de Fátima. Não consigo entender o que os move, estranho
compromisso, testemunho. Por não entender, não participo e basta...
Chegámos.
Os
jardins estão quase desprezados, os palanques em processo de
degeneração, quase ao abandono.
E
os verdes? Tantos, imensos, salpicados de casarios, alvas paredes,
vermelhos telhados. Telas, imagem de vida em cada sulco de arados.
Há
anos que lá não ia...
Gostei!
Publicada por
Afonso Faria
em
22:41
segunda-feira, maio 4
"Seguidismos"
Resta-nos
acreditar essencialmente no que queremos. Por fragilidade, por desejo
de segurança, por convicção, por interesse, porque sim em último
caso.
Permanentemente
a sublimada ou agressiva influência bombardeia-nos.
E
o que vemos, ouvimos, deixa de o ser e passa a ser o que querem que
seja visto ou ouvido. Tal como na imagem que ilustra este apontamento
a manipulação mescla-se com a realidade.
Somos
bons se nos anulamos, se não pensamos, não questionamos...perigosos
se ousamos querer ver pelos nossos olhos, absorver com a nossa
sensibilidade.
Paizinhos,
falsos paizinhos...
Publicada por
Afonso Faria
em
23:41
sábado, abril 25
DEFICIÊNCIAS (Mário Quintana)
Há mails que recebemos e que têm pertinência no momento, intencionalidade de quem nos manda. Tenho a minha caixa de correio quase vazia. Este faz parte do "quase". Foi-me mandado em 23/10/2007.
'Deficiente'
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as
imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem
ter consciência de que é dono do seu destino.
'Louco'
é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego'
é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome,
de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e
pequenas dores.
'Surdo'
é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou
o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho
e quer garantir seus tostões no fim do mês.
'Mudo'
é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás
da máscara da hipocrisia.
'Paralítico'
é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam
de sua ajuda.
'Diabético'
é quem não consegue ser doce.
'Anão'
é quem não sabe deixar o amor crescer.
E,
finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:
' A amizade' é um amor que nunca morre.
' A amizade' é um amor que nunca morre.
Publicada por
Afonso Faria
em
22:50
sábado, abril 18
Telepatias?
Ele
há coisas...
Poderia
começar este apontamento assim!
Ontem,
ao fim do dia, caminhando lado a lado com a minha filha mais nova num
circuito pedestre já meu velho conhecido, a conversa fluía de
imediatos propósitos ou de outros evocados sem guião.
A
dado momento e já nem sei porquê evocamos Herberto Helder, falecido
recentemente. Não sabia ter nascido na Madeira mas, ao procurar
informação aquando a sua morte, achei curioso ser filho de uma
senhora de sobrenome Luís Bernardes.
Nos
meus tempos de Liceu, (quando Cristo veio à terra) tinha um amigo e
colega com o mesmo sobrenome. Podia ser até família, não sabia...
O Bernardes, como acontecia muitas vezes nos bancos da escola, veio a
adquirir uma alcunha que posteriormente assumiu como sua
identificação integrante, o Micas, numa carteira da aula de
matemática. E explicava à minha filha como era embaraçoso por
vezes lá em casa a nossa “lingua” fugir de Bernardes para Micas
perante uma mãe que o tratava carinhosamente por “Didinho”.
Companheiro,
nos bancos do liceu, de aventuras por vezes despropositadas mas
próprias da idade, de equipe em desportos representativos da equipe
do Liceu, já não o vejo talvez há cerca de cinquenta anos.
Preparávamos
para o regresso, o meu velho e antiquíssimo telemóvel tocou. Tocou
com aquele toque que ninguém tem, o toque de um aparelho único. O
número era desconhecido...mas atendi.
Incrível
mas vero. Do outro lado uma voz pausada, madeirense certamente! Do
outro lado, o Bernardes!
Atropelamo-nos
em palavras e emoção. E, e, e, tantos, agendas, páginas e páginas
que se voltaram num ápice. Ainda há muito que sincronizar mas
estamos de novo em sintonia.
Coincidência?
Sei de alguns elementos que contribuíram para tal (não tenho facebook), mas o momento, o
preciso momento foi “mágico”, estranhamente coincidente!
Ps.
Já agora acrescento que sim, há parentesco pelo lado do pai!
Publicada por
Afonso Faria
em
21:49
terça-feira, abril 14
A ponte!
Há
dias uma octogenária viúva, mãe de um sexagenário com deficiência
mental e vítima de um AVC manifestou-me a dificuldade de o levantar
e colocá-lo na cadeira de rodas ou mesmo dar-lhe o pequeno almoço.
Se eu a podia ajudar sinalizando a situação a alguém de direito
solicitando uma cama articulada...
Contactei
algumas estruturas vocacionadas para estes casos, algumas nem
resposta me deram. Outras consideraram a inscrição para uma futura
análise.
Mas
também verbalizei e mantive-me atento à comunidade mais próxima ou
distante.
Alguém
a quem falei, disponibilizou-se para, falando com um irmão, avaliar o
estado da cama que fora da mãe e que neste momento não tinha
utilidade...
O
meu papel foi só e simplesmente, estabelecer a ponte...
Hoje
tive conhecimento que já a tinham colocado em casa, montado,
procedido à explicação simples do funcionamento.
Nem
tive oportunidade de ver a velhota ainda. Tenho a certeza que se
sente menos limitada, arrisco feliz!
Continuo
a acreditar na PESSOA, continuo a ter demonstrações da BELEZA
HUMANA.
Apetece-me
dizer que mais uma vez a química do princípio dos “vasos
comunicantes dos afectos” funcionou!
Publicada por
Afonso Faria
em
17:37
segunda-feira, abril 6
Sonhando, recordando, VIVENDO
A minha amiga
Lourdes mandou-me este link.
Que bem me soube,
que intensidade!
Transportei-me a
tantos lugares, tantas vivências, tantas intenções. Sonhei
gostosamente com o passado, senti-me privilegiado ao identificar-me com
momentos de ouro orlados ao longo da minha vida, tantos passos
ensaiados na descoberta do colectivo.
Em 69 uma nefrite
atirou-me para uma cama do hospital, cerca de mês e meio retido em
enfermaria. O núcleo dos meus colegas mais próximos levava-me,
para serem saboreados em comum, gravações do Zeca, Adriano, Fanhais
e outros, num leitor de cassetes que hoje seria peça jurássica!
Naquela altura não
havia limite de visitas concomitantes, a cama rodeada de gente quase
sempre empenhada em me transportar em espírito para além das
paredes cor de rosa do velho hospital, novos, velhos, amigos,
familiares.
Ao princípio a
curiosidade mórbida para quem tinha entrado em estado de coma.
Depois, a partilha de momentos. No hospital, as freiras apelidaram a
enfermaria, a enfermaria do estudante...Foram mais de duas centenas
de visitas. Na altura, marcava os nomes, mais de meia centena e as
vezes de reincidência...
Em Março de 1968
um primo meu, José Azeredo Pais foi assassinado, pela Pide, em
Angola, diz-se. Era Alferes miliciano, estudante em Coimbra,
companheiro e amigo do Adriano Correia de Oliveira.
E foram estes os
momentos a que me transportou o Pedro Barroso. Intensa a emoção,
que bom ter passado vivido, que bom a riqueza de um património que
me alicerça robustamente esta ânsia de viver e bendizer o dia a
dia.
Publicada por
Afonso Faria
em
21:50
quinta-feira, janeiro 15
Família
Sabem aquele afago de
alma, aquela alegria interior que nos ilumina, nos provoca um sorriso
leve e doce?
Creio que se chama
momento de felicidade.
Ontem reuni-me com os
meus irmãos. Há seis anos que não estávamos juntos!
A conversa, as
evocações de momentos surgiram e pareciam bolas de matraquilhos em
movimento, as palavras, aqui, ali, recuando, avançando... Não
estando já presentes, os nossos pais compareceram também,
integraram-se como actores e creio que não foi precisa muita
imaginação para lhes captar um sorriso.
Vês Anita, vês
Óscar, quão crescidinhos e maduros estão os vossos 5 filhotes?
Partem mas voltam
sempre ao conforto e ternura da vossa memória. Sentem-se bem, são
FAMÍLIA!
Não sei quantos mais anos decorrerão até um novo encontro. Este também não foi planeado, aconteceu...mas,
GOSTEI!
Publicada por
Afonso Faria
em
02:09
domingo, janeiro 11
"FACES", "TELEMÓVEIS" e eu
Aproximei-me e não
intervindo directamente apercebi-me o teor da conversa, precisamente
o defunto!
A minha imaginação
soltou-se e sem querer lembrei-me do Facebook, o que não tenho por
opção, o facebook dos pedidos e adesões de amizades...
Ali tinha o exemplo
das amizades que não eram mais que presenças de conveniência, a
oportunidade de saber as “novidades” dos que estavam em desfile,
dos que não estavam...tal como me dizia alguém que não ligava ao
facebook, mas gostava de “cuscar”.
Muitos “amigos” no
“facebook”, também muitos “amigos” nas despedidas. Da onça,
diz-se! Claro que há os genuínos, mas para esses não há convite
ou aceitação de amizade, ela é vivida com naturalidade,
partilhada, cimentada, cresce.
Tenho uma relação
muito especial com o meu telemóvel, ele sabe que ainda não tem o
estatuto de meu amigo, não tem forçosamente de privar
permanentemente comigo!
Estranha e
curiosamente mantenho-me saudavelmente vivo...
Publicada por
Afonso Faria
em
11:38
terça-feira, dezembro 30
2015, desejo, projecto, acção
E repete-se. Desejo, votos de...feliz ano novo!
Foi assim desde que tenho memória, sem nada inovar, recriar. Alguém me dirá, é tradição.
Toda a nossa vida no ano que começa estará dependente da maior ou menor quantidade de desejos, votos?
Creio que não. Creio que nos falta assumir o protagonismo, o papel principal nesta mega encenação, a Vida.
Há sempre a escolha mesmo quando o caminho nos parece de um só sentido! Mesmo nos chamados "becos sem saída", há escolha, nem que seja o caminho de retorno.
Mais que nos "desejos", nos votos de, acredito na participação activa, no envolvimento, na realização.
Já foi tempo de subordinação ao "sempre foi assim", ao "há quem decida por nós", ao "não vale a pena".Vamos OUSAR?
Não preciso querer mudar o Mundo, o Universo!
PENSAR global, AGIR local me basta!
2015!
Que consigamos ao longo deste ano receber o retorno dos sorrisos que conseguirmos provocar!
Publicada por
Afonso Faria
em
22:30
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