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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

quinta-feira, novembro 8

segunda-feira, novembro 5

REFUNDAR

Estavam lá todos os meninos. O Pedro, o Paulo, o Miguel, aquele mais pequenino, o de voz mais grossa, e outros meninos e meninas. Brincavam às palavras para quebrar o ócio do recreio em sala fechada em tempo chuvoso.
Agora é tu, dizia o Paulo, coloca a letra... r-e-f-u-n-d-a-r, colocou o "a" o Pedro, ficou R-E-A-F-U-N-D-A-R. Perdeste, perdeste, gritaram em uníssono a São, o Paulo e ainda aos solavancos o outro Pedro.
Quase todos os outros meninos se levantaram protestando. Está errado, quem terminou foi o Paulo, perdeste!
Ficou de trombas, o Paulo, durante dias não falou...
Quem escrevia o que se passava na sala dos brinquedos era o Miguel que já sabia escrever mais que os outros, pois bastava o facto de ter mais canetas. E começou a escrever... - a palafra que terminou o jogo foi "re-fon-dar" .
O Senhor Silva que geria o infantário tomou conhecimento da palavra e como era exímio nos computadores, naquela coisa do "LIKE", acionou o corrector ortográfico e disse para consigo..."este Miguelinho continua um troca tintas, ou melhor letras, "a" em vez de "e", a acrescentar "n", não seria? Não percebo que querem dizer mas vou adicionar ao dicionário de Portugal!"
Agora vou fininar isto como dizia o meu filho aos 4 anos. Porque não? Era criança, também tinha destas brincadeiras!

segunda-feira, outubro 22

Ser, sempre o SER!

O tema era como passar fotos da máquina para o PC.
Feito o exercício uma e outra e ainda mais outra vez para confirmar, no ecran uma imagem de um convívio.
Sabem, daqueles convívios sem gravata, sem vestidos compridos, sem copos de pé alto, uma guitarra, um lenço gingão ao pescoço, grandes sorrisos...
Tronco de Romã (Museu das Cruzes- Funchal)
Eram cerca de trinta, disse-me. Por mais que nos roubem, por mais que nos imponham restrição, nunca conseguirão retirar-nos isto, o estar com os amigos, não compreendem...
Tenho pensado muitas vezes nesta ideia.
Entendo que é na adversidade que testamos a nossa condição, o nosso SER.
Mesmo usados, mesmo abusados, há um EU que não se deixa derrubar. 
Raiva sem amargura, desdém!
A ilustrar, um tronco retorcido, quase seco...resiste!
No alto, entre o verde, romãs feitas sorriso vitorioso, como que gozando de quem dúvidas tivesse.

sábado, outubro 20

Regresso às aulas

Recomecei esta semana a minha actividade de "desestabilizador" de informática para seniores.
Muitas caras conhecidas, mas outras novas. Novas não, gostosamente velhas!
Chama da Floresta
Decorria o início de uma sessão ainda poucos minutos passaram quando com subtileza, sorriso acanhado, surgiu à porta uma outra candidata.
Bengala na mão, as minhas desculpas, disse.
Bom dia, retorqui, sente-se, indiquei-lhe o lugar.
Conhecimentos de informática? Zero, apressou-se a dizer, com um sorriso!
Acabou por agarrar o rato de forma atabalhoada, teclou como bailarina em bicos de pés, em descoberta das letras que passeavam no teclado, ouviu atentamente, SORRIU com mestria.
85 anos, ganhei o dia!
Lá fora, muita coisa acontecia, nenhum momento tão importante como este.

quarta-feira, outubro 10

Madeira

Uma semana fora...cá dentro! Há muito que não via este mar, este sol, esta terra.




 Soube-me bem!

sexta-feira, setembro 28

PÉROLA!!!

Não resisto!

http://youtu.be/gNu5BBAdQec--

Palavras para quê...

 

quarta-feira, setembro 12

O coelho roubou-me!







O meu espaço foi invadido...
Corri para a máquina.




Não sei o nome mas também não importa...Não me prejudicou, pintou o meu olhar!



É nestas ocasiões que gostava de ter uma máquina com mais "perfomance"
Não por mim que vi o original...
Pelos que não têm oportunidade, disponibilidade e os ver!

Se esta invasão do meu espaço não prejudica antes enriquece, já o mesmo não posso dizer do coelho.
Pela calada, com cerca ou sem cerca, roubou-me.
O animal é assim. Não lhe importa se o que tenho é ou foi produto do meu trabalho, uma sementeira de tempos que aos poucos colheria, às vezes com sacrifício. Vem e rouba!
Como sei que foi ele? Pelo estrago,pela trampa bem identificada que deixa.
Oiço muita gente queixar-se!
O coelho tem tanto de "fofinho" como de daninho!
Não sou de violência mas a época da caça está a abrir...

sábado, setembro 8

Aumento de 7% para a Segurança Social


Caro Pedro.
Ouvi-o ontem, solene, a anunciar as suas medidas para salvação do País para este 2º ano de mandato.
Finalmente ousa tocar nestes abusos e benesses.
Afinal que quer o Povo?
Se já cortou as mordomias dos políticos e ex-políticos, se já cortou na entrada de boys com chorudos ordenados para o aparelho de estado e adjacentes, se já suspendeu as subvenções aos políticos que ainda jovens recebem chorudas compensações pelos anos de passagem nos cargos (alguns só passaram mesmo), se já passou a andar bem como todo o governo e organismos públicos em carros de média cilindrada, se já cortou nas fundações e afins, resolveu os buracos das PPP, cortou os pinga pinga de benesses para Galps, EDP etc, tudo isto por uma questão ética e moralizadora, e mesmo assim não há equilíbrio financeiro, porque não avançar com estas medidas?
Afinal que quer o Povo?
Os seus críticos dizem que não quantificou os cortes dos mais favorecidos. Mas que diabo, não se tem de dar atenção primeiro às maioria. E essa são os outros...
Afinal que quer o Povo?
Já era tempo dos trabalhadores contribuírem para os patrões. Afinal, mal agradecidos, não têm empregos? Que querem mais?
Afinal que quer o Povo?
Os reformados e pensionistas, que pretendem? Indigentes e interesseiros que trabalharam e descontaram só com interesse de uma reforma... Façam qualquer coisa de útil, gozem as férias nos jardins, inventem jogos, não lhes chega estarem vivos? Até já não baixou o preço dos genéricos, não sabem dar valor a isso?
Concordo consigo, parasitas é o que é! Eu não lhe disse ainda mas aquela injecção atrás da orelha..., pense nisso!

PS. Escrevi isto com base em fontes fidedignas e desabafos de um tal Relvas. E o Relvas não mente! PIM!

quinta-feira, setembro 6

Calor

Este calor, esta luminosidade irrita-me, limita-me, atrofia-me, esgota-me!
Sei que há quem goste, aprecie, se sinta muito bem com eles. Nada tenho a opor.
Nestes momentos que estou em recobro, as notícias, especulações, exploração de desgraças ou invenção de factos como queiram chamar vomitadas pelos diversos canais de televisão de uma forma repetida para que abrangente ninguém escape, chegam-me. Raramente tenho oportunidade de estar à frente da TV. Estou mesmo convencido que não pertenço a este reino. As pessoas consomem isto? Este produto vende-se?
Dou comigo a pensar que esta gente tem acordo com a indústria farmacêutica. Tem que haver comissão por cada depressão que provocam. Li algures que Portugal é da Europa, um dos maiores consumidores de ansiolíticos, antidepressivos. Pudera!
Benditas telenovelas, preços certos, que ocupam antena, estupidificam mas não deprimem! E é claro, o desporto rei...
Vem aí mais uma competição de preparação a uma ida ao Mundial. Ninguém pode ficar indiferente ou melhor esforçam-se para que ninguém fique.
É um que está com uma luxação, o outro que tem gastrite, o outro que foi substituído por queda de cabelo, a caspa, a mulher disse, a namorada fez, o treinador afirmou uma não afirmação...
Aumento de impostos, desemprego, fraude, corrupção, julgamentos?
Quê? 
O Ronaldo está triste, o Humberto Coelho diz que gostam todos de celebrar golos...
Estava mesmo a ver que não transmitiam isso na rádio, tv, a cada meia em meia hora e nos espaços dedicados ao desporto!!!
O calor faz-me mesmo mal, mas será só a mim?


 



sexta-feira, agosto 31

Convívio Sénior


Eu disse que voltava!
Ontem, uma vez mais fui até ao espaço Sénior do Carregado. Ali estavam muitos dos meus alunos de informática, mas essencialmente ali estava o que considero o espírito saudável, o testemunho do que pode ser o bem envelhecer.
O Afonso, a Lourdes e a Luísa
Convidei a minha aluna do Sobral, Lourdes a conhecer pessoalmente uma outra, a Luísa, uma vez que  já se “conheciam” via net.
O que se passou na tarde de ontem, creio que dificilmente encontro palavras para descrever. A Lourdes transmite uma imensa alegria de viver e, quando ao seu colo o seu amigo acordeão respira, a música instala-se, a alegria irradia, contagiante.
Foi bom ver a leveza dos corpos, a libertação de qualquer maleita instalada pela idade. Dançou-se, cantou-se, riu-se.
O Renato, a Lourdes e o Afonso
Foi bom ver o Renato, marido da Lourdes afagar carinhosamente o acordeão enquanto ela cantava, e dele extrair por momentos, sons de acompanhamento, quase de forma comprometida, há quanto anos não o fazia...Foi bom vê-lo dedilhar no braço da filha, uma imaginária guitarra, de uma bengala fazer um contrabaixo, de tal forma contagiante que de uma canadiana arranquei sons de violino, sem desafinar.
Foi bom ouvir a Lourdes cantar e por arrasto todo o grupo.
Eram já dezanove quando resolvemos acabar o convívio. Ninguém estava com pressa...
Com pouco, muito se fez.

Afirmo, fez-se, não se esperou que alguém fizesse!
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Mais registos:
Fernanda, Luísa
Júlia, Irene, Dulce


Suzete, Isabel, Cristiana, Fernanda, Mário, São

Conceição, Júlia, Suzete

Como se faz a Ginginha, explica a Cristiana


Conversa animada, mesa gulosa...















terça-feira, agosto 28

Andando por onde quero...(ainda)

 
MONTEJUNTO!
Há já vários anos que amanheço olhando a sua imponência...Hoje resolvi tomá-lo, apossar-me do alto dos seus quase setecentos metros...





Olhei e reparei. Não basta olhar, é preciso ver. Um ténue reflexo de luz ao fundo...










Dezenas de pequenos peixes no interior da pia. Como vieram aqui parar? Não sei, nem me interessa, o importante é que estão, neste momento.









Grutas, ruínas, tanta estória por contar...
Marcado está um encontro para melhor ver e escutar...














Surpresa! Mesmo no alto, um parque de merendas acolhido em frondosas árvores de sombras imensas.
Ficou o convite para um dia a passar nestas paragens.
Tanta vereda por caminhar, tanto ar, tanto ar...








Quase a sair...
Cortaram, recortaram, retorce-se e teimosamente ostenta seus braços, sua rama...
Ergue-se quase gente!
Ai Portugal, Portugal!



domingo, agosto 26

Obrigado, Querido Governo!



Recebi este texto delicioso, partilho-o!


"Agradeço ao governo pelo que tem feito pelos reformados, pois eles não precisam de aumento (e podem muito bem viver sem 13º e 14º mês), não pagam luz, gás, rendas, remédios, etc., como todas as outras categorias. Tudo lhes é dado gratuitamente, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm. Aposentado só trabalhou por 30, 35, 40 ou mais anos, descontando durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha culpado de todos os males.

Reformado vive de teimoso, pois já não se precisa mais dele, agora que não trabalha mais; é um vagabundo e só serve para receber o valor da reforma.

Além disso, a única greve que os reformados podem fazer é a de não mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças.

Cordiais saudações.

Nós, os reformados, agradecemos seu carinho e respeito.

Não deixem de repassar.... Portugal precisa acordar! e começar a pensar seriamente que nas próximas eleições o nosso VOTO seja em BRANCO para que sintam que ainda somos gente..."

Obs.
Não, não votarei em branco. Aí contribuo para o enriquecimento de um sistema corrupto e sectário.
Pura e simplesmente não tenciono ir lá!


terça-feira, agosto 21

Serra do Socorro


Serpenteando estrada acima, pavimento irregular empedrado, cheguei ao topo. Já me haviam falado, referência ocasional de uma conversa breve, circunstancial. A serra do Socorro!
A primeira impressão foi que não havia chegado ao topo de uma serra mas sim ao cimo de um planalto. Depois, gradualmente foi deixando o olhar estender-se, alongar-se sem restrição de encontro ao horizonte, próximo ou distante consoante a neblina que envolvia aquela imensidão de terra.
Do alto, a meus pés, com um silêncio pesado aos ombros, um sol que queima mais, por mais próximo, observo o movimento enfileirado de carros formigas, sem marcas, potências, uns num sentido outros noutro. Não os ouço... parecem-me todos iguais. Casas, à esquerda, à direita, ao fundo, mais distantes ou próximas, cores diversas, janelas portas de anseios, vidas iguais na minha equidistância. Não interpreto, limito-me a ver e o que vejo é o que sinto!
Vagarosa e indolentemente, na encosta verde, um corvo plana. 
Para ali, ouço, é as Berlengas, não fosse o dia, facilmente se veria...O Sobral, acolá, na direcção da eólica... Sintra, lá em baixo... o Tejo para ali...Montejunto para além...
O meu pescoço rodou, rodou, trezentos e sessenta graus, em qualquer direcção, um sítio qualquer. Se tivesse um binóculo, pensei...
Não, melhor não. Não vira tudo quanto a minha vista alcançara. Porque sempre desejar estar onde não estou? Porque passar sem sentir o pulsar do próximo, daqui, exaustivamente?
A Berlenga não existe hoje, Sintra manifesta-se ao fundo, Montejunto compete em grandeza, o Tejo é ficção. Vejo, absorvo, constato!
Qualquer dia nascerei com o dia aqui mesmo, será um novo sentir, espero surpreender-me...

terça-feira, agosto 7

O meu amanhecer

Qualquer palavra seria demasiado pequena...


O dia começou cedo, apelativo. E imaginar que poderia não estar aqui...


sexta-feira, agosto 3

Espaço Sénior do Carregado

Espaço Sénior do Carregado
Ontem, a convite dos meus queridos alunos seniores, fui confraternizar ao Carregado, depois do almoço.
O encontro foi no espaço Sénior recém criado pela Junta de Freguesia do Carregado. Com novas instalações de equipamentos escolares, vagou um pavilhão pré-fabricado que outrora fora jardim infantil e numa visão pró-activa resolveu-se dotar a população sénior de um espaço, bem como instalar em anexo a Loja Solidária do Carregado.

O Espaço Sénior está, em meu entender, com uma dinâmica invejável. Sala de lazer/televisão/café, espaço com computadores ligados à net, uma outra sala ampla com mesas e possibilidade de aproveitamento polivalente. 
Os dados estão na mesa, é admirável como cada um sente aquele espaço como seu!

Nas vidraças ainda os bonecos, as flores multicoloridas desenhados pelos ou para os antigos inquilinos. É uma alegria enorme evocarem a ocupação das salas onde ontem os netos passavam os dias...

A dado momento, na sala grande, fomos dispondo as cadeiras e conversando. Dei comigo a constatar que de uma forma imprevista e espontânea havíamos feito um círculo. Todos nos víamos, todos nos escutávamos...
E falou-se dos netos, dos filhos, evocaram-se momentos jocosos, soltaram-se gargalhadas libertadoras!
E é também nestes momentos que se alertam os cuidados a ter em diversas situações de aproveitamento dos mais idosos, mais indefesos, partilham-se experiências, consolidam-se precauções.

Lá fora, no espaço que outrora fora escorregas e casas encantadas, alguns netos brincavam, inventavam as histórias, as mesmas que os avós um dia também inventaram e viveram, gargalhadas cristalinas, despreocupadas. Sim que nesta matéria nada se inovou e naquelas minúsculas portas cada avô, ao olhar o neto, transponha-as com um sorriso de alma, memória!

Este é um embrião do que pode vir a ser verdadeiramente um espaço multigeracional.
Ao chegar ao espaço, o primeiro a chegar colhe a chave. O último a sair entrega-a .

Já tomei conhecimento do dia dos grandes encontros tecnológicos. Nestes encontros partilham-se momentos e dúvidas, em movimento solidário, os que se sentem mais à vontade ajudam os outros... 
Um dia passo por lá...

Sinto-me grato em estar integrado, em ter contribuído como membro de uma equipa para esta dinâmica, sinto-me bem em ser recebido da forma como sou!
Modestamente celebramos, efectivamente, o Ano Europeu do Envelhecimento activo.

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