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Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

domingo, agosto 26

Obrigado, Querido Governo!



Recebi este texto delicioso, partilho-o!


"Agradeço ao governo pelo que tem feito pelos reformados, pois eles não precisam de aumento (e podem muito bem viver sem 13º e 14º mês), não pagam luz, gás, rendas, remédios, etc., como todas as outras categorias. Tudo lhes é dado gratuitamente, ao contrário de parlamentares, juízes, ministros, etc., que têm de trabalhar duro para conseguir o pouco que têm. Aposentado só trabalhou por 30, 35, 40 ou mais anos, descontando durante esses anos todos para uma Segurança Social que hoje o acha culpado de todos os males.

Reformado vive de teimoso, pois já não se precisa mais dele, agora que não trabalha mais; é um vagabundo e só serve para receber o valor da reforma.

Além disso, a única greve que os reformados podem fazer é a de não mais morrerem e entupirem um pouco mais os hospitais públicos, com suas doenças.

Cordiais saudações.

Nós, os reformados, agradecemos seu carinho e respeito.

Não deixem de repassar.... Portugal precisa acordar! e começar a pensar seriamente que nas próximas eleições o nosso VOTO seja em BRANCO para que sintam que ainda somos gente..."

Obs.
Não, não votarei em branco. Aí contribuo para o enriquecimento de um sistema corrupto e sectário.
Pura e simplesmente não tenciono ir lá!


terça-feira, agosto 21

Serra do Socorro


Serpenteando estrada acima, pavimento irregular empedrado, cheguei ao topo. Já me haviam falado, referência ocasional de uma conversa breve, circunstancial. A serra do Socorro!
A primeira impressão foi que não havia chegado ao topo de uma serra mas sim ao cimo de um planalto. Depois, gradualmente foi deixando o olhar estender-se, alongar-se sem restrição de encontro ao horizonte, próximo ou distante consoante a neblina que envolvia aquela imensidão de terra.
Do alto, a meus pés, com um silêncio pesado aos ombros, um sol que queima mais, por mais próximo, observo o movimento enfileirado de carros formigas, sem marcas, potências, uns num sentido outros noutro. Não os ouço... parecem-me todos iguais. Casas, à esquerda, à direita, ao fundo, mais distantes ou próximas, cores diversas, janelas portas de anseios, vidas iguais na minha equidistância. Não interpreto, limito-me a ver e o que vejo é o que sinto!
Vagarosa e indolentemente, na encosta verde, um corvo plana. 
Para ali, ouço, é as Berlengas, não fosse o dia, facilmente se veria...O Sobral, acolá, na direcção da eólica... Sintra, lá em baixo... o Tejo para ali...Montejunto para além...
O meu pescoço rodou, rodou, trezentos e sessenta graus, em qualquer direcção, um sítio qualquer. Se tivesse um binóculo, pensei...
Não, melhor não. Não vira tudo quanto a minha vista alcançara. Porque sempre desejar estar onde não estou? Porque passar sem sentir o pulsar do próximo, daqui, exaustivamente?
A Berlenga não existe hoje, Sintra manifesta-se ao fundo, Montejunto compete em grandeza, o Tejo é ficção. Vejo, absorvo, constato!
Qualquer dia nascerei com o dia aqui mesmo, será um novo sentir, espero surpreender-me...

terça-feira, agosto 7

O meu amanhecer

Qualquer palavra seria demasiado pequena...


O dia começou cedo, apelativo. E imaginar que poderia não estar aqui...


sexta-feira, agosto 3

Espaço Sénior do Carregado

Espaço Sénior do Carregado
Ontem, a convite dos meus queridos alunos seniores, fui confraternizar ao Carregado, depois do almoço.
O encontro foi no espaço Sénior recém criado pela Junta de Freguesia do Carregado. Com novas instalações de equipamentos escolares, vagou um pavilhão pré-fabricado que outrora fora jardim infantil e numa visão pró-activa resolveu-se dotar a população sénior de um espaço, bem como instalar em anexo a Loja Solidária do Carregado.

O Espaço Sénior está, em meu entender, com uma dinâmica invejável. Sala de lazer/televisão/café, espaço com computadores ligados à net, uma outra sala ampla com mesas e possibilidade de aproveitamento polivalente. 
Os dados estão na mesa, é admirável como cada um sente aquele espaço como seu!

Nas vidraças ainda os bonecos, as flores multicoloridas desenhados pelos ou para os antigos inquilinos. É uma alegria enorme evocarem a ocupação das salas onde ontem os netos passavam os dias...

A dado momento, na sala grande, fomos dispondo as cadeiras e conversando. Dei comigo a constatar que de uma forma imprevista e espontânea havíamos feito um círculo. Todos nos víamos, todos nos escutávamos...
E falou-se dos netos, dos filhos, evocaram-se momentos jocosos, soltaram-se gargalhadas libertadoras!
E é também nestes momentos que se alertam os cuidados a ter em diversas situações de aproveitamento dos mais idosos, mais indefesos, partilham-se experiências, consolidam-se precauções.

Lá fora, no espaço que outrora fora escorregas e casas encantadas, alguns netos brincavam, inventavam as histórias, as mesmas que os avós um dia também inventaram e viveram, gargalhadas cristalinas, despreocupadas. Sim que nesta matéria nada se inovou e naquelas minúsculas portas cada avô, ao olhar o neto, transponha-as com um sorriso de alma, memória!

Este é um embrião do que pode vir a ser verdadeiramente um espaço multigeracional.
Ao chegar ao espaço, o primeiro a chegar colhe a chave. O último a sair entrega-a .

Já tomei conhecimento do dia dos grandes encontros tecnológicos. Nestes encontros partilham-se momentos e dúvidas, em movimento solidário, os que se sentem mais à vontade ajudam os outros... 
Um dia passo por lá...

Sinto-me grato em estar integrado, em ter contribuído como membro de uma equipa para esta dinâmica, sinto-me bem em ser recebido da forma como sou!
Modestamente celebramos, efectivamente, o Ano Europeu do Envelhecimento activo.

terça-feira, julho 31

Por acaso...

Descobri!
Pé ante pé aproximei-me , primeiro incrédulo, depois extasiado. Em berço de tecelagem perfeita, leve plumagem denunciadora.
Depois, procurando um melhor ângulo, observei...
Desprotegidos, indefesos, restavam colados asa a asa em comunhão de fragilidade. Só um ténue e compassado movimento no respirar me indicava vida.






Dois, aqui se pode dizer aninhados.
Não ousei aproximar-me mais, bastou-me estas imagens. 
Tenho tempo, tenho disponibilidade, sou atento...








Ontem, que sim que talvez, as perspectivas, os mercados as opiniões estafadas... o injectar de incertezas estrategicamente calculadas, os interesses...
Não, obrigado, estou para aqui voltado, há um filtro de simplicidade, um estar atento a OUTRO lado terapeuticamente feito opção.


quarta-feira, julho 25

Férias

Férias!
Sento-me em abandono, fim de tarde quente , põe-se o sol ainda intenso, laranja chama. A dois passos uma copa balouça seu verde alternando prata do verso das folhas. Vai e vem, verga-se e retoma, cadenciada.
Bandos de pássaros pululam não sei de onde, comunicação  imperceptível mas agradavelmente sonora, uns mais pequenos outros maiores, cores diversas.
Sumido, um ribombar persistente, facilmente identificado de uma debulhadora.O vento sopra, ora forte ora brando, traz, leva, incentiva a imaginação. Mais intenso, um copiador de sons, o gaio, dizem-me. Belo na sua plumagem, cruel na sua sobrevivência por vezes. Ao longe, imperial, um falcão. Plana, escolhe com olhar macroscópio a sua presa no chão, e mergulha...Não vi a cena seguinte, nem me interessou.
O horizonte é azul, entre mim e ele campos multicoloridos!
Fim de tarde calmo, sem ruído, um lento beber do cenário, momento.
Aqui carrega-se baterias!

sexta-feira, julho 20

Fogos na Madeira

Há realidades, construções, informação, especulação, sensacionalismo e também oportunismo e muita imaturidade na classe dos jornalistas. Aliás como em todas. Já viram o género de perguntas do tipo "está com medo?", a uma senhora lavada em lágrimas,a cuja casa as chamas lambiam as paredes?
O conjunto de fotos no Sapo.pt acerca do incêncio da Madeira denominava-se "Madeira a arder" ou coisa parecida. Agumas, dantescas.
E esta também integrada no conjunto? Onde está o "drama" a "tragédia" o "horror" tão do gosto dos gulosos orgãos de informação?


Cada vez mais, se puderes ir ver, vai. Se não puderes, desconta o que te contam duvida do que mostram, e se for caso disso...não acredites.
Nesta ou noutras ocasiões.

quinta-feira, julho 12

PINGO DOCE (esclarecimento)


Recebi da Dir. Qualidade e Desenvolvimento Marca Própria Grupo Jerónimo Martins um relato extenso do qual transcrevo as linhas abaixo.
"Relativamente ao tratamento da reclamação, informamos que a mesma se iniciou no dia 9 de Abril de 2012, tendo sido efectuadas várias diligências junto do fornecedor – designadamente testes de validação de detecção com várias dimensões de metais e, a partir do dia 24 de Abril de 2012, com a própria agulha disponibilizada pelo estimado cliente. Em todos os ensaios foram detectados os referidos metais, não sendo assim estes ensaios conclusivos relativamente à explicação da presença da agulha no produto acabado.
(...)
No dia 01 de Junho de 2012, foi decidido como acção preventiva a aquisição de novo detector de metais, de forma a assegurar maior fiabilidade na detecção de corpos metálicos, garantindo assim a redução da probabilidade de ocorrência de situações semelhantes.
A 29 de Junho de 2012 foi efectuada auditoria às instalações do fornecedor em causa, tendo sido validada a implementação da referida acção preventiva – instalação de novo detector.
Em 5 de Julho foi emitido o 2o Parecer Técnico, onde é registada a constatação da auditoria relativa à entrada em funcionamento do novo detector de metais, bem como o trabalho em curso para identificação dos fornecedores de carnes com maior incidência de presença de metais. 
(...)
O fornecedor deste produto – Soares e Damião, Lda, é fornecedor da Jerónimo Martins há mais de 5 anos, tendo um histórico de fornecimento muito bom. É certificado pela norma internacional ISO 22000 – Segurança Alimentar, pela APCER (Associação Portuguesa Certificação) tendo, como tal, implementadas as melhores práticas no que respeita à segurança alimentar.
Enviamos em anexo certificado emitido pela entidade certificadora. Também o processo de Desenvolvimento e Acompanhamento de Produtos e Fornecedores das Marcas Próprias da Jerónimo Martins é um processo certificado pela norma ISO 9001, assegurando desta forma que todos os processos são levados a cabo de acordo com rigorosos requisitos de qualidade e segurança alimentar. Caso este fornecedor não merecesse a nossa confiança não seria aprovado para parceiro/fornecedor de produtos das nossas marcas próprias e/ou a sua continuidade como tal seria seriamente comprometida.
Como poderá verificar foram emitidos dois pareceres técnicos, que anexamos, e que por falha interna, nunca chegaram formalmente ao cliente. Para além destes pareceres técnicos de referir também que, de acordo com os registos telefónicos do SAC, foram efectuados três contactos sem sucesso com o cliente nas datas : 6 de Abril, 20 Abril e 7 Julho de 2012."
(...)
Houve assumidamente uma falha interna e dificuldade em me contactar telefonicamente. No entanto o meu mail esteve sempre disponível e activo.
Agradeço o esclarecimento e por ser justo, publicito-o.

segunda-feira, julho 9

PINGO DOCE





Em 6/04/2012 comprei no Pingo Doce um chouriço da Região de Arganil.

Tinha brinde...
Cerca de dois centímetros de uma agulha partida foi numa rodela parar a uma boca...






Apresentei reclamação nesse mesmo dia.
Acreditam que não obtive uma justificação?

Acreditam que a última informação registada foi um mail muito rápido a acusar a minha reclamação, no dia 6 de Abril?


Tenho procurado obter uma explicação mas o silêncio tem sido a resposta.
Basta!
Qualidade? Onde?
Não sou cliente das campanhas de corrida do Pingo Doce, mas também deixei de ser cliente do dia a dia!
Que importa?
Importo-me eu.

quinta-feira, julho 5

A vergonha!

Sou do tempo em que as minhas atitudes mais que simples afirmações eram sempre analisadas pela vergonha que podia causar aos meus pais, irmãos, família próxima.
A VERGONHA!
Confesso que me sentiria incomodado pelo oportunismo de um filho,  pela memória de um qualquer eventual acto menos transparente dos meus pais. 
Foi assim que me ensinaram, um conceito arcaico chamado de "valores", foi isso que transmiti aos meus filhos.
Gosto de sentir "orgulho" no que sou, pelo que faço, no elo das minhas relações.
Olhando para a palete de notícias de oportunismos legais mas não éticos, cursos duvidosamente credenciados, subsídios atribuídos, negociatas e influências manhosas, encobrimentos cooperativistas, prepotências escudadas em cegas regras feitas à medida, pergunto-me se os actores não têm pais, filhos...
Será que à boleia dos novos acordos ortográficos o conceito de "vergonha" desapareceu?
Dói-me ver tanta gente boa e simples ser abusada na sua tolerância face a actos de puro oportunismo, só porque são de um clube de simpatia...
Continuo a acreditar que os gestores da "Quinta" um dia serão responsabilizados, continuo a acreditar que só quando dissermos veementemente basta, algo mudará.
Até lá...



domingo, julho 1

A boleia II

Acabou, finalmente!
Parabéns Espanha.
Em última hora, consta que o ministro Relvas informou que irá a Madrid receber os jogadores de Espanha!

sexta-feira, junho 22

A boleia

Repararam na boleia de ontem?
Em mensagem balofa e circunstâncial na página oficial, o Presidente regozijava-se de imediato. Pertinente mais que nunca aproveitar a boleia...
A propósito viram também a mensagem quando Portugal sagrou-se campeão do mundo de atletismo de síndrome de down? Não? Eu também não!
No Brasil, Passos Coelho atropelava as palavras, baralhava as ideias sobre o assunto. O Importante era "protagonizar" , ...à boleia.
E, falando de boleias...
Relvas deslocou-se à Polónia para ver em directo o jogo. Ele foi. Será que fomos nós a pagar a boleia?


domingo, junho 17

Férias

Estou de férias!
Este ano foi pleno de emoções, de desafios, de entrega.
Entre Sobral de Monte Agraço, Santana da Carnota e Carregado, 106 alunos seniores.
Estou cansado mas satisfeito. Houve um trabalho em equipa, de recebimento e dádiva. 
Informática? Sim, também se caminhou nesse sentido mas tenho sempre a sensação que o estar com estas turmas é mais que isso. 
Avaliação?
A assiduidade dos alunos. Sintomática e indicadora.
Agora? A terra, a vinha...o descanso.
Um dia vou-me reformar!

segunda-feira, junho 4

às vezes...

Às vezes vale a pena chegar quase noite a casa, bem cansado, olhar perdido aceitando...

Às vezes vale a pena deixar-me surpreender e permanecer sem questionar...

Às vezes é aqui o encontro não marcado, o inesperado, captado pela alma e acidentalmente registado pela máquina...
 

domingo, junho 3

Tomás regressou à feira

Lembram-se daquele Almirante que era a primeira vez que estava no local desde a última vez que por lá passara?
Em Santarém, vestido a rigor de acordo com o papel que representava, aprumado em cima do cavalo, um homem dava as boas vindas ao Sr. Presidente.
- E o animal como está?
Estas palavras oportunas e doutas em resposta a tão solene saudação, transportaram-me aos tempos do Sr. Almirante.
Belisquem-me!

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