Caro Pedro,
Vi-o ontem na TV a anunciar as medidas duras, pesadas, quiçá injustas que teve de impor ao povo Português.
Estava solene, embora aquela gravata fosse para a reunião do conselho de ministros, não para a comunicação. Olhe que o José, o seu antecessor tinha mais cuidado...
Sou reformado e muitas vezes tenho verbalizado que considero um "bónus" esta coisa de subsídio de férias, não estamos o ano todo? Porquê só um mês?
Desculpe lá, mas deve ter havido fuga de informação... Tenho casa em Queluz e, está a ver, paredes meias com Massamá!
Fontes próximas informaram-me que está a pensar suspender por dois anos, (o tempo que está previsto para a suspensão dos subsídios de Natal e férias) as reformas daqueles que embora tendo outros trabalhos passaram com "grande sacrifício", mesmo que por poucos anos pela vida política, os chamados depreciativamente "os políticos".
Tenha cuidado, isso seria gravíssimo, de uma injustiça social tremenda, catastrófico!
Como alimentariam as amantes, as obras de caridadezinha, as coutadas, as afundações, perdão, Fundações tão necessárias ao país, a manutenção esmerada dos filhos, suporte e garante da civilização e afirmação de Portugal? Já viu que nos ficheiros do fundo de desemprego só consta a populaça? E porquê? Porque na educação é fundamental o registo do nome e isso não se adquire sem investir!
Desemprego duro e de imensas dificuldades só me ocorre aquele do seu homónimo que após ser demitido, olhe, do lugar que você ocupa agora, teve que andar por aí, até se candidatar, certamente com grande concorrência, ao lugar de Provedor de Santa Casa de Lisboa. O que vale é que ele tinha assegurado uma reformazinha para os alfinetes...
Também me constou que cortaria nas mordomias, um estar tal como nos países Nórdicos...
Nunca, mas nunca pense nisso! Eles são lá do norte, com princípios esquisitos de tolerância e respeito pelo Outro. No dia que isso acontecesse...perderíamos a identidade!
Ouvi directamente de sua voz, não de fontes, que queria apurar as responsabilidades de todos os que nos conduziram a esta situação, nos levaram às tais despesas sem sustentabilidade, como se diz agora.
Concordo consigo, mas não vai certamente recuar tantos anos quantos as tais medidas foram aprovadas no parlamento. Não me lembro bem, mas se calhar já andava por lá. Não me dou ao trabalho de investigar mas se o fizesse certamente estava lavrado em acta que votou a favor por causa tal ditadura da disciplina de voto mas que se manifestou contra.
Outra coisa não seria de esperar.
Bom, vou ver se lhe faço chegar este alerta pela mesma via o mais depressa possível, IC19, fora da hora de ponta!