De pequenos nadas preencho a minha vida. Lavo o olhar educo a sensibilidade, reforço-a. Sinto-me rico! Vivo e ainda sinto!
Caído, insignificante, esquecido...
Tomei-o em meu olhar e captei-lhe a beleza
silenciosa como gente em recantos esquecida.
Fui contemplado! Parece que fui incluído no lote dos “ricos” detentores de pensões chamados à salvação do deficit.
Com toda a sinceridade não me choca e até na minha construção mental há muito que verbalizo que devia contribuir para a segurança social, mesmo depois de reformado. Claro que preferia saber que estava a contribuir para algo social, desta forma, não, preferia escolher o ladrão!
Será que ouvi que as ajudas de custo da classe política aumentaram ou é boato?
O que me causa indignação é não saber para onde ou quem estou a contribuir, para onde ou quem estou a dar o meu contributo. Juros, empréstimos, juros e mais empréstimos...
E eu que procuro nada dever a ninguém, que sempre entendi não dar um passo mais longo que a perna...
Não os coloquei no governo, este Sr. Sócrates não me merece confiança. Não gosto de feiras embora me sinta povo, detesto vendedores de banha de cobra.
A bem de Portugal, em defesa do Euro...
Sinto-me quase iletrado, não entendo, não entendo...
Foi há dias no Carregado. Professor, gosta de surpresas? Do alto dos seus setenta e ..., um sorriso travesso, um olhar brilhante. Sabe, acho que a aceitação doseia o meu espanto, a surpresa dilui-se, respondi.
Faltavam dez minutos para acabar a minha sessão de informática. Silenciosamente a Cristiana e a Elisa levantaram-se e foram para o extremo da mesa. De um saco, uma imaculada toalha branca e meia dúzia de chávenas surgiram como que por magia. A um canto, ligada a uma tomada, a água começou a borbulhar...
Chá e sonhos para lanche, a rematar a minha “terapia informática”, no último dia da semana. Aqueceram-se os corpos com um chá quente, as almas com a generosidade espontânea. Deliciosos os sonhos, delicioso o momento. O motivo? O momento chegava!
Prometi partilhar a receita, a receita da Cristiana, aqui vai:
"Não aderi a nenhuma rede social virtual – nem nunca me seduziu aderir – mas ontem fui surpreendida com a informação de que estou no Facebook...
E é nesta altura que recebo imensos votos de feliz ano novo, bla, bla, bla.
Também tenho os meus votos.
Desejo que no próximo ano cada um se descubra e viva sem necessidade de fazer da vida uma permanente comparação.
Compara-se o que outro ganha...
Compara-se o que o outro veste...
Compara-se o lazer do outro...
Compara-se o carro do outro...
Compara-se o que o outro faz ou não faz...
Compara-se o que o outro tem...
Compara-se com o que o outro parece...
E nesta comparação permanente assume-se sempre lugar secundário na inovação e autenticidade na gestão dos nossos actos.
Há falta de coragem!
Há muita energia desperdiçada na comparação, uma cómoda satisfação na falta de genuinidade, nesta cultura da mediocridade.
Ousemos corajosamente concordar, discordar, manifestar, abanemos em definitivo este andar amorfo pela vida.
A VIDA!
Que 2011 seja o início de uma outra forma de estar. Agarremos a oportunidade de SER!
| Lição do Ratinho
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| Um rato, ao olhar pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e a sua esposa a abrirem um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado. O rato dirigiu-se à vaca. E ela disse-lhe: - O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não ! Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira a apanhar a sua vítima. A mulher do fazendeiro foi ver o que tinha acontecido. No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha apanhado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo a gente sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou no seu cutelo e foi tratar do ingrediente principal. Como a doença da mulher não passava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e morreu. Muita gente veio ao funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar toda aquela gente.
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