Acerca de mim

A minha foto
Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

sexta-feira, março 11

A bem da Nação (cheira-me a mofo!)

Fui contemplado! Parece que fui incluído no lote dos “ricos” detentores de pensões chamados à salvação do deficit.

Com toda a sinceridade não me choca e até na minha construção mental há muito que verbalizo que devia contribuir para a segurança social, mesmo depois de reformado. Claro que preferia saber que estava a contribuir para algo social, desta forma, não, preferia escolher o ladrão!

Será que ouvi que as ajudas de custo da classe política aumentaram ou é boato?

O que me causa indignação é não saber para onde ou quem estou a contribuir, para onde ou quem estou a dar o meu contributo. Juros, empréstimos, juros e mais empréstimos...

E eu que procuro nada dever a ninguém, que sempre entendi não dar um passo mais longo que a perna...

Não os coloquei no governo, este Sr. Sócrates não me merece confiança. Não gosto de feiras embora me sinta povo, detesto vendedores de banha de cobra.

A bem de Portugal, em defesa do Euro...

Sinto-me quase iletrado, não entendo, não entendo...


segunda-feira, fevereiro 28

a realidade de um "sonho"

Foi há dias no Carregado. Professor, gosta de surpresas? Do alto dos seus setenta e ..., um sorriso travesso, um olhar brilhante. Sabe, acho que a aceitação doseia o meu espanto, a surpresa dilui-se, respondi.

Faltavam dez minutos para acabar a minha sessão de informática. Silenciosamente a Cristiana e a Elisa levantaram-se e foram para o extremo da mesa. De um saco, uma imaculada toalha branca e meia dúzia de chávenas surgiram como que por magia. A um canto, ligada a uma tomada, a água começou a borbulhar...

Chá e sonhos para lanche, a rematar a minha “terapia informática”, no último dia da semana. Aqueceram-se os corpos com um chá quente, as almas com a generosidade espontânea. Deliciosos os sonhos, delicioso o momento. O motivo? O momento chegava!

Prometi partilhar a receita, a receita da Cristiana, aqui vai:


Ingredientes
½ litro de água
Uma colher de chá cheia de açúcar
200g de farinha de trigo
50 g de farinha Maisena
Uma colher de chá de fermento Royal
50g de margarina ou manteiga
7 ovos
Duas cascas de limão
Uma colher de chá de sal

Modo de fazer
Num tacho deita-se a água, a manteiga o açúcar, as cascas de limão e o sal. Deixa-se ferver durante três minutos, retirando em seguida as cascas do limão.
Numa tigela deita-se as farinhas, raspa de limão e o fermento misturando muito bem em seco.
No tacho ao lume, deita-se as farinhas e com uma colher de pau mexe-se muito bem até fazer uma bola. Retira-se do tacho a massa e deixa-se arrefecer um pouco.
Com batedeira vai-se misturando aos poucos a massa e deitando um ovo de cada vez.
Aquece-se óleo numa fritadeira ou tacho mas não demais para não queimar, deita-se colheres de massa. Os sonhos vão alourando e estufando.
Com uma agulha de renda ou malha sem “farpa” picam-se os sonhos para evitar rebentar.
Ainda quentes polvilham-se com açúcar e canela ou calda de açúcar.



domingo, fevereiro 20

REFLEXÕES SOBRE O FACEBOOK

A minha amiga Fernanda partilhou com alguns amigos esta reflexão. Inspirada, interessante, humorada. Subscrevo-a e partilho!

"Não aderi a nenhuma rede social virtual – nem nunca me seduziu aderir – mas ontem fui surpreendida com a informação de que estou no Facebook...

Uma foto indiscreta, colocada pela Ana, denuncia a minha presença num almoço com um grupo de amigos queridos, onde estou caricata e alegremente ostentando, sobre o cocuruto, um chapéu em forma de cone!!!
É a segunda vez que isto me acontece! A primeira aconteceu quando me apresentaram a Carla. “Eu conheço-te!” – disse ela. Concluí de imediato que talvez tivéssemos frequentado algum local em simultâneo. Mas não! “Conheço-te do Facebook! Estás numas fotos tiradas em Sintra!” Ah!... – disse eu - Então foi a Vie!!!
Ora aqui está uma provocação que me conduziu a uma reflexão sobre esta questão das chamadas “redes sociais”....
Não tenho, nem nunca tive, fotos minhas expostas em casa. Porquê? Talvez porque as minhas memórias não estão naquela forma energética. Não preciso de fotos – que apenas mostram uma “realidade” que para mim já não existe – para me lembrar do que o meu coração guarda.
Sendo assim, se não tenho exposição de fotos em casa, por que razão estou eu numa exposição que pode ser vista pelos mais de 500 milhões de “users” do Facebook? ...sem considerar aquele pequeno detalhe de que passei a fazer parte dos arquivos do FBI – que luxo! – já que, mesmo que sejam retiradas, todas as fotos publicadas, uma vez publicadas, passam a ser propriedade do Governo dos EUA...uma medida gloriosa em prol da vitória, na “Guerra contra o Terror”! – sim, porque nunca se sabe qual dos nossos amigos é amigo de quem, não é?. Os “rapazes” têm lá as suas razões... afinal de contas, espiões russos, que foram recentemente presos pelo FBI, confessaram ter escondido mensagens secretas em imagens disponíveis na internet.
Neste aspecto, não é só através do Facebook que as nossas vidas vão estar sob o olhar paternal do nosso Big Brother... Como talvez saibam – veio no Diário de Notícias de 2 de Janeiro 2011 – há um acordo entre o Governo português e os EUA para acesso às bases de dados do Arquivo de Identificação Civil e Criminal... e o FBI, com a justificação da luta contra o terrorismo, quer também aceder à ainda limitada base de dados de ADN de Portugal.
Um destes dias, por acaso, li o que o criador de um site anunciava: "Aqueles que acompanham o site pelo Facebook, foram avisados do encerramento da nossa conta que se dará esta semana. Qual o motivo de deixar de utilizar o Facebook? Aqui vai a resposta: nunca me senti confortável no Facebook e às vezes me sinto até “enjoado”. Confesso que fiquei, num primeiro momento, relutante em encerrar a minha conta, principalmente porque muitos acompanham as postagens por lá. Todavia, sempre que entro no Facebook, me sinto muito mal e não sei explicar o por quê.
Não sou capaz de adivinhar o que se passa com este jovem, mas é evidente que ele consegue captar alguma coisa de estranho que se passa na “rede”. Provavelmente não desenvolveu capacidades de defesa em relação a esse ambiente... um ambiente talvez idêntico a certos locais onde não nos sentimos bem ou outros espaços com “atmosfera demasiado pesada”.
Não faço a apologia do Facebook, mas também não quero “demonizá-lo”...embora alguma coisa me diga que essa rede social deve ter alguma espécie de íman que atrai aqueles meus amigos com quem gosto de conversar... o que agora raramente consigo fazer... porque não estou no Facebook!!!
O Facebook é sem dúvida uma poderosa ferramenta de marketing e divulgação e um interessante instrumento de uma nova forma de relacionamento.
E é sobre esta nova forma de relacionamento que as minhas reflexões se debruçam.
Ouvi há pouco no noticiário que uma freira que vivia em clausura no mosteiro de Toledo, em Espanha, foi expulsa do convento por ter conta no Facebook...Conhecida como a “Irmã Internet”, tinha mais de 2.000 seguidores!
Efectivamente... tudo está em mudança! Como relacionar a definição milenar de “clausura” – no conceito das diversas religiões, claro está – “fechamento”, como um arco de 360 graus a sugerir um círculo, sinónimo de um modo particular de vida, solitário, de afastamento do mundo, de ruptura de todo o vínculo com o mundo exterior, para uma entrega ao mais profundo do seu próprio Ser, de Deus ou como se queira chamar... como relacionar esta “vivência” solitária e interiorizada com a “convivência” do Facebook?
Fez-me pensar que há, provavelmente, muitos “solitários” à procura de Deus no Facebook!
Eu sou franca: Gosto mais de procurar Deus nas tais conversas com os meus amigos, à frente de um prato de sopa ou de uma chávena de café... ou então... seguindo a sugestão de Khalil Gibran, em “O Profeta”:
E se quereis conhecer Deus, não vos preocupeis em resolver enigmas. Olhai antes à vossa volta e vereis Deus brincando com os vossos filhos. Olhai para o espaço e vereis Deus caminhando nas nuvens, estendendo os braços no relâmpago e descendo na chuva. Vereis Deus sorrindo nas flores, levantar-se e agitar as mãos nas árvores”.

domingo, janeiro 9

Vida...de cão



Uma "fera" principalmente para os estranhos à família!
Mas todo o guerreiro tem direito a repouso. Com requintes de "gente", cabeça comodamente apoiada no braço do sofá, repousa tranquilamente. Sabe que é tempo da família vigiar o seu sono. Apaga-se.
Cúmplice, amigo, companheiro, rafeiro de eleição!
Lucky seu nome. Sorte a nossa de o termos no meio familiar!

terça-feira, dezembro 28

Bom Ano!

E é nesta altura que recebo imensos votos de feliz ano novo, bla, bla, bla.

Também tenho os meus votos.

Desejo que no próximo ano cada um se descubra e viva sem necessidade de fazer da vida uma permanente comparação.

Compara-se o que outro ganha...

Compara-se o que o outro veste...

Compara-se o lazer do outro...

Compara-se o carro do outro...

Compara-se o que o outro faz ou não faz...

Compara-se o que o outro tem...

Compara-se com o que o outro parece...

E nesta comparação permanente assume-se sempre lugar secundário na inovação e autenticidade na gestão dos nossos actos.

Há falta de coragem!

Há muita energia desperdiçada na comparação, uma cómoda satisfação na falta de genuinidade, nesta cultura da mediocridade.

Ousemos corajosamente concordar, discordar, manifestar, abanemos em definitivo este andar amorfo pela vida.

A VIDA!

Que 2011 seja o início de uma outra forma de estar. Agarremos a oportunidade de SER!

terça-feira, dezembro 21

Alguém se lembra porque Natal?

Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.

-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?

- Não sei, não sei...

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!

Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.

E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.

A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!

(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)

O meu mais belo poema de Natal

domingo, dezembro 19

Erva de Natal



Tropeçaram meus olhos na sua invisibilidade. A Natureza criara os seus enfeites. Será o que apelidam de Natal?

domingo, dezembro 12

O problema de um é problema de todos!

Lição do Ratinho

Um rato, ao olhar pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e a sua esposa a abrirem um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda, advertindo todos: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

A galinha disse: - Desculpe-me Sr. Rato, eu vejo que isso é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até junto do porco e disse: - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela disse-lhe: - O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não !
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira a apanhar a sua vítima.

A mulher do fazendeiro foi ver o que tinha acontecido. No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha apanhado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher... O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo a gente sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou no seu cutelo e foi tratar do ingrediente principal. Como a doença da mulher não passava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e morreu.
Muita gente veio ao funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar toda aquela gente.



Moral da História:
Da próxima vez que ouvires dizer que alguém está diante de um problema e acreditares que o problema não te diz respeito, lembra-te que quando há uma ratoeira na casa, toda a gente corre risco.




domingo, dezembro 5

Uma luta, uma vitória!

O Quintino era um miúdo, na altura com doze anos, quando estive em Tite, na Guiné.
Acarinhado pelo pessoal do abrigo anexo ao meu obus, lavava os pratos, passava a vassoura no espaço dormitório, sala, cozinha, no abrigo, camas de ferro umas em cima das outras, ganhava uns trocos.
Saí de Tite e perdi o contacto.
Na semana passada, através de um ou outro contacto obteve o meu número de telefone. Marcámos um almoço, encontrar-nos-íamos junto ao teatro D. Maria. Curiosamente, e apesar de passados tantos anos, o reconhecimento foi fácil.
Foram quase duas horas de amena cavaqueira, o miúdo tinha crescido!
Veio para Portugal em 1986, fez cursos de soldadura naval e percorreu meio mundo. Argentina, Brasil, Alemanha, Bélgica, Congo, sempre com contratos de firmas portuguesas ligadas à sua arte. Presentemente está na Inglaterra para onde voltou hoje domingo. Tem a família lá.
Estava contente, particularmente contente. Obtivera a nacionalidade portuguesa o que lhe permitia de novo trabalhar na sua área sem constrangimentos de cidadão extra comunitário.
No Congo, ganhou dinheiro, disse-me. Entre pagar a casa em definitivo que possui no Laranjeiro e investir na sua terra, preferiu esta opção. Comprou dois Mercedes para táxi e um barco para transporte de pessoas e bens, em Bissau.
A experiência não resultou pois como estava na Europa, não podia acompanhar o negócio. Perdeu tudo. O homem de confiança, não foi. Ficou-lhe o ensinamento, a realidade. Não voltaria a investir da mesma forma na Guiné!
O pai ainda está vivo, com mais de noventa anos. Coisa rara em África, como me afirmou com um sorriso.
Recordou um simples episódio que não me lembrava. Quando vim de férias, levei-lhe uma bolsa da TAP com camisolas. Nunca esqueceu...
Narrou-me os horrores post independência. As irracionalidades da guerra. Os alimentos deixados pelas tropas portuguesas foram atirados ao rio Geba insinuando estarem envenenados. Houve valas comuns. Acontecera o que temia e tantas vezes me questionava. Soldados africanos que serviam nas fileiras do exército português foram executados, alguns meus soldados. Era um miúdo, a memória fora escrita com estilete de fogo...
À dificuldade de entendimento entre o povo Guineense , deu-me o seu ponto de vista, válido, nunca pensara nisso. Já viu, Faria, que com mais de 20 etnias ao governo Português da altura interessava-lhe acentuar as diferenças para que nunca fossem um Povo? Dividir para reinar, pois...
No fim do almoço, um abraço sentido, um até um dia.
O Quintino foi protagonista de umas páginas mais sombrias dos episódios da minha vida.
Gostei de estar com ele. Num português correcto, num olhar límpido, a tranquilidade, a ausência de rancor, uma esperança num amanhã digno, uma Confiança no Homem.
Um lutador, este miúdo!

quinta-feira, novembro 25

prendendo o olhar!






Outono.
E venha a chuva, o frio, que não percamos a capacidade de observar, o "lavar os olhos" no que existe, queiramos nós estar disponíveis.
Perdemo-nos em nadas, em nadas alicerçamos o nosso "encontro". Paremos, por segundos sintamo-nos!


Quase todos os dias passo por aqui. Quase todos os dias a olho ali isolada; penso que um dia teve honrarias de nobreza e abundância. Resiste na sua imponência, mesclada entre os verdes, os castanhos da terra remexida. Onde? Aqui esta mas outras existem onde quer que um olhar as descubra e descanse!

quarta-feira, novembro 17

Terapia informática



Comecei ontem mais uma jornada ou melhor, aumentei a minha jornada.
A Universidade Sénior de Alenquer convidou-me a dar o meu contributo na disciplina de informática. Aceitei de imediato. Afinal é o que desde há algum tempo venho a fazer com os seniores de Sobral Monte Agraço e Santana de Carnota.
As inscrições ultrapassaram todas as expectativas. Mais de uma centena!
É bom trabalhar com pessoas que nunca tiveram a possibilidade de usar um computador, é bom ver nos rostos o desejo de quebrar o que até agora era um tabu.
Lamento uma vez mais que não haja mais voluntários que se disponham a esta actividade, esta e outras mais. A partilha é a melhor forma de bem estar físico e mental!
Não sei se vão continuar todos. Transmito-lhes o entusiasmo, acompanho-os numa nova caminhada. Se vão chegar a um nível de autonomização não sei, mas se calhar isso nem importa. O importante é que lhes proporciono um novo caminho, um abrir janelas.
Mais uma vez penso que o importante é o caminho, o estar em comunhão noutras paragens, não forçosamente a chegada!
Rir com as nossas limitações, porque são nossas, porque somos NÓS, ousar sempre diferente, não parar!
Naquele Universo de pessoas, vidas vividas de diferentes formas, sentidas de diferentes formas. Mas VIDAS!
Respeito.
Sinto-me grato por encontrar quem me permita fazer o que faço, sinto-me grato pela aprendizagem neste livro diferenciado de folhas feitas pessoas.

domingo, novembro 7

uma professora...ao longo da vida

Já não a via nem lhe falava há mais de 20 anos.
Ontem, estabeleci contacto com uma antiga professora , de Português e Francês, aquando andava pelos bancos do Liceu.
Margarida Camacho, Margarida Watts, ou simplesmente Drª Margarida é um nome que ninguém esqueceu, aqueles que tiveram o privilégio de a conhecer. Considero que ela é uma daquelas pessoas que não passou na nossa vida, ela permanece na nossa vida. Telefonei-lhe. A conversa fluiu tal como se a tivéssemos interrompido entre um golo de uma bica, há mais de duas décadas. Extraordinária a importância que os professores têm nos alunos ao longo da vida, marcante a vivência dos alunos nos professores.
O 5º E não era fácil queixavam-se os professores. Da cumplicidade estabelecida com a Drª Margarida como que surgiu um compromisso e pelo menos no aspecto disciplinar deixou de haver problemas.
Lembro-me das viagens ao longo dos Castelos de França, sem nunca sairmos da carteira. Lembro-me da capacidade de nos estimular o sonho, que mesmo com consciência que disso não passava, nos alimentava a alma como se realidade se tratasse.
Lembro-me de nos despertar para a importância que tinha cada um na sociedade, o papel complementar que cada um dos nossos pais tinha, do trabalho mais humilde ao mais bem pago e considerado.
Lembro-me da disponibilidade que tinha para todos nós dentro e fora do Liceu. A uma distância de 43 anos ainda retenho o rosto dos filhos ao verem tantas vezes a casa "invadida" pela trupe do 5º ano E, em sessões de estudo extraordinário!
Guardei ao longo da minha vida a dedicatória de um livro que me ofereceu "... e fazer da vida uma excursão vivida com amor!" E procuro cumprir.
Ficámos muito tempo à conversa, pouco para o muito que se tinha a dizer. Gostei Drª Margarida, soube-me bem ouvi-la dizer que se eu voltasse à Madeira, a procurasse porque ela estava lá...como sempre!

quarta-feira, novembro 3

DIVULGAÇÃO


1º Encontro sobre Prevenção do Suicídio - 2010
A Prevenção do Suicídio na Sociedade Actual

27 de Novembro de 2010 - Museu da Electricidade - Lisboa

09:00

  • Abertura do Secretariado

10:00

  • Sessão de Abertura
  • - Alto Comissariado da Saúde - Maria de Céu Machado (a confirmar)
  • - Fundação EDP - Sérgio Figueiredo

10:30

  • Conferência – Para-Suicídio: uma linguagem do desespero
Carlos B. Saraiva - Hospitais da Universidade de Coimbra

11:00

  • Pausa para café

11:30

  • Painel - Intervenção das Linhas de Ajuda

- SOS Estudante
- Telefone da Amizade
- Voz de Apoio
- SOS Telefone Amigo
- SOS Voz Amiga

13:00

  • Pausa para almoço

14:30

  • Mesa - Sociedade Actual: Território de Pobrezas e Exclusões
A dimensão Europeia do combate à pobreza: passado, presente e futuro

- Sérgio Aires - Investigador e consultor nas Áreas de Pobreza, Exclusão e Politicas Sociais

- Contrariar novas ameaças à coesão social: caminhos para a acção possível
José Manuel Henriques - ISCTE

15:30

  • Conferência - Algumas reflexões sobre o desespero na 3ª Idade

António dos Reis Marques - Hospitais da Universidade de Coimbra

16:00

  • Pausa para café

16:30

  • Conferência - Condutas suicidas na 4ª idade

Paula Garrido - Hospitais da Universidade de Coimbra

17:15

  • Conferência - A comunidade e a prevenção do suicídio

Daniel Sampaio - Faculdade de Medicina de Lisboa

18:00
  • Conclusões e Sessão de Encerramento
Marco Paulino - Hospital Santa Maria


WWW.SOSVOZAMIGA.ORG

quinta-feira, outubro 28

um pouco que é muito!

Acabo de receber este por E-mail!
Como gostaria de ter o privilégio de ser um dia surpreendido por um episódio destes, em qualquer bar, copo na mão, amena cavaqueira...
Som alto, aos primeiros acordes consegui vislumbrar quantas pestana tinha, numa névoa liquida que me toldou os olhos gostosamente!
Se calhar são os maus momentos de um nojento desgoverno que me faz vibrar com tão pouco. Se calhar sou eu que estou noutra onda, onde o valor não se apelida estritamente de vil metal...
Deixo-vos para verem, ouvirem e interiorizarem...gostosamente!

www.youtube.com/watch_popup?v=NLjuGPBusxs&vq=medium

quarta-feira, setembro 29

trabalhos de campo


Ontem mais uma vez fui para o campo. O objectivo foi contribuir para a vindima num terreno de um amigo por acaso meu "aluno". Durante cerca de quinze dias porque as vinhas ainda são grandes, procede-se à apanha da uva.
Natural, dir-me-ão, Outono mês das vindimas. O menos natural é todo o trabalho ser feito por amigos, sete ou oito por dia, de manhã ao fim do dia, pro-bono.
Ontem, o grupo era misto, casais a maior parte. Experiências de vida enormes, longos anos! Há muito tempo que não me sentia "benjamim"! Era o mais novo distanciando-me vinte e quatros anos do que mais tempo tinha de vida. Um dia sentirei também tamanho sorriso, capacidade de entrega, para isso ensaio.
As conversas? As mais diversas, vivências jocosas, trocadilhos oportunos, política ou inevitavelmente saúde. E ouvia! Perante o cenário e o naipe de protagonistas, que tinha eu de interessante para dizer? Desta vez era tempo de aprender, escutar, respeitar.
Algumas toneladas apanhadas, hora de almoço, outros momentos de partilha de alimentos, experiências. Esta gente sabe viver com o que é, identifica bem os seus limites, sorri e VIVE.
Há dias falando na minha intenção de participar nestas jornadas, alguém me perguntava quanto te pagam? Outro planeta que não o meu, felizmente a ele não pertenço.
O que recebo de tão rico, é mais valioso que qualquer pagamento.
À noite, corpo dorido, mãos encardidas, uma tranquilidade saborosa, uma paz que só se vai alcançando com a aprendizagem de momentos como este!
Aconselho!
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