Acerca de mim

A minha foto
Mas quem sou eu mesmo? Nem eu sei se calhar. Em busca, permanentemente em busca!

terça-feira, março 30

ouVer...



Um último olhar, o derradeiro do dia!

Uma brisa ténue embala um falcão silenciosamente vigilante...

Apetece-me ficar, nesta, a minha Paz dilui-se ternamente.




segunda-feira, março 29

Caminhaaaaaaaaada...



Realizou-se ontem mais uma caminhada o "XII passeio dos Moinhos" organizado pelas autarquias de Sobral de Monte Agraço.Cerca de 13 Kms.
Dia excepcional, temperatura amena, muito calor humano, muita participação. Gente nova, menos nova e mesmo mais velha...mais de meio milhar!
O clã Faria participou activamente. Dia diferente, um lavar de olhos constante! Percurso rural, dificuldade média, alguns troços de maior dificuldade. No fim, corpos cansados, mentes libertas, um sorriso de satisfação! Aguns registos:

descobrindo veredas...

atravessando riachos

descendo encostas...

quinta-feira, março 4

mesmo no Inverno...


Com tanta chuva, tanto frio, ausência de Sol, sente-se o desconforto nos olhares, uma quase saturação.

Somos um país de Sol, facilmente nos deixamos conduzir na rampa da tristeza, da apatia, espartilhamos a alegria.

Por mais prolongado que seja o Inverno, violento o Outono, abrasador o Verão, há que percorrer o tempo com um denominador comum, a nossa existência, o que conseguimos Ser para além da imposição externa.

Estar atento, disponível é o meu lema actual.

Ao fim de um dia cinzento de Inverno, rolando estrada, captei estes dois momentos.
Predispor-me para um encontro com o insólito, faz a diferença. Tenho sempre saída do sítio ou estado onde estou!
Parei o carro e deixei-me por instantes seduzir pela diferença.

Partilho!



sexta-feira, janeiro 15

Haiti, mais um motivo...

E aconteceu, é noticiado por tudo quanto é órgão de comunicação. Haiti.

Terrível, inimaginável, grotesco, cruel!

Penso que a comunicação social para informar não tem necessidade de se banquetear com todas aquelas imagens de dor, de horror, desgraças alheias.

Perde-se a noção do bom senso em detrimento da conquista de audiências, em última instância de aquisição de lucros, o fio condutor da dita sociedade moderna.

E que aprende o Mundo com estes acontecimentos?

Claro que as ajudas internacionais são imprescindíveis neste momentos, claro que não há coração que não se comova perante estas calamidades.

Mas há que criar a disponibilidade interior, há que sentir que somos estes mesmos, mesmo que em outras circunstâncias de tranquilidade e harmonia.

Se o conseguirmos, no nosso dia a dia, e não precisamos de outros terramotos para o demonstrar, o mundo será melhor, não sentiremos este gosto amargo quando postos perante estes factos, seremos mais Pessoas, um conceito muito arredado do mundo actual!!!

Mudemos, ousemos criar, reinventemo-nos mesmo contra as correntes...


domingo, janeiro 3

Janeiro...


Janeiro promete!
Chuva, mais chuva e ainda chuva. Os campos alagados...saturados como eu!
E por momentos o fim do dia, a noite!
Mas ainda o SOL, o contraste, a cor, no frio o quente invade os olhos, com muita PAZ!

sexta-feira, janeiro 1

2010

Será certamente 90% como o entendermos,
como o trabalharmos!
A mesma noite, a mesma Lua, as mesmas casas, o mesmo horizonte...

Tranquilamente balançava-se...
Ainda bem que a mesma, bela, cintilante, inspiradora!





Deixei-me seduzir!

Marcamos encontro para um dia qualquer,
um dia que até pode ser o último do ano.

Importante é o encontro, a cumplicidade,
o momento enquanto possível!

sábado, dezembro 5

Presente de Natal!

Nesta época do ano, apela-se à generosidade das empresas, dos cidadãos em geral.
O significado de “NATAL” não é certamente o mais vivenciado mas a adulteração, o consumismo, o deslumbre pelas luzes e coloridos apelativos, as “musiquinhas” das memórias, a sedução do TER !

Nesta quadra, pontenciam-se sofrimentos e desesperos dos que embalados pelo costume não conseguem alcançar o que as prateleiras, as montras oferecem, das crianças olhos expectantes e verbalização de desejos quase muitos irrealizáveis.

Gasta-se rios de dinheiro em desperdícios, insinuam-se compras de afectos, e transmite-se uma vez mais com convicção balofa a superficialidade do momento, dá-se o que se compra, não se dá e partilha o que se é, o “nós mesmos”

Numa época em que se apela à inovação, à audácia à transformação, à adaptação de mudanças, mesmo que quase ninguém saiba para quê, ao consumo como impulsionador da “felicidade” e bem estar do POVO, entendo que há outra forma de generosidade, pessoal, única.

Quem se lembra do que deu ou recebeu há cinco anos atrás, onde está aquele objecto de sedução do momento?

Desafio, não a colocar os rituais de lado (seria interessante), mas a construir novas atitudes como testemunho aos vindouros!
Neste Natal, desafio a uma nova partilha, uma nova doação!
Dar um pouco de nós, único, sem custo e dor, acto gratificante ainda mais sem saber a quem!
Dar sangue!
Ser doador de medula óssea!

Sinta-se bem, tenha uma época diferente!

http://www.ipsangue.org/

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/doacao+de+orgaos+e+transplantes/medulaossea.htm

segunda-feira, outubro 12

album (parte dez)

Estávamos em Janeiro, o ano de 73 começara.

O Natal passara-se sem afectos, cruel. A memória invadia-me em “flash”, os rostos, os sorrisos, os momentos distantes. Uma revolta imensa tomava posse da mente, do corpo. O álcool, sempre o álcool, a muleta! Nem embriagado nem sóbrio. Meio estado, perigosamente consciente.

As noites eram sempre iguais. Prevenção, mosquitos, horas à espera que algo acontecesse ou melhor, desejo que não acontecesse.

Ouvia-se o silêncio, sentia-se a noite.

Entre um bocejar e outro, uma troca de palavras em fula, algo para mim imperceptível. Desistira de perceber. O crioulo já me dava demasiado trabalho...

Um rádio ao ombro de um dos meus homens, emitia música africana...

De repente um grito, e outro e outro, pulos de contentamento como se um golo da equipa preferida fosse noticiado...

Despertei do meu estado ausente, questionei. Amílcar Cabral morreu, foi assassinado! E saltavam e riam, davam largas ao seu contentamento.Senti frio. Desperto, não consegui evitar o berro. CALEM-SE!

Na sua simplicidade a conclusão fora imediata. Se morrera, a guerra acabara!

Por momentos, elevando a voz, esgrimi os meus argumentos. Vocês são parvos? Não vêem que a guerra não é feita por um só homem? Como podem sentir-se felizes pela morte de um líder que acredita na libertação do povo que vocês fazem parte? Calaram-se mas não fiquei convencido de terem compreendido, aliás penso que não me perceberam.

Uma súbita vontade de vomitar, o desejo de mais um golo de qualquer coisa, desde que me ajudasse a sair dali!


terça-feira, outubro 6

Salamanca














Este fim de semana ousei sair! Há cerca de dois anos, o breve contacto com Salamanca despertou-me o “apetite”.
Partimos sábado e regressamos na segunda-feira.

Perdi-me gostosamente nas vielas históricas, tropeçando a cada esquina com monumentos de há muitos séculos.

E história...
E lendas...
E pessoas.
Não sei se em toda a Espanha se vive os fins de tarde e princípios de noite assim. As ruas pejadas de gente, sorrisos, um desfilar de coloridos, novos e velhos, os jardins e espaços públicos desfrutados com muito gosto por três gerações. É um culto, uma forma de estar!
Excepcional!
Estou em crer que o índice de depressões será muito inferior que em Portugal. Deixo a análise científica para os especialistas, fica o comentário do leigo!
Cruzamo-nos com casais que no mínimo teriam setenta e muitos anos, bebés cantarolando enquanto não adormecidos nos carrinhos, parques infantis cheios de gargalhadas das crianças e adultos.
Questionei-me. Não teme esta gente sair à rua quando a noite já envolvia as luzes? Porquê não?
Penso que o colectivo é muito forte, dissuasor de anormalidades...
Nas ruas que desaguavam na “Plaza Mayor” um caudal de gente, sorrisos! “ 21 horas, domingo à noite!
Nas esplanadas famílias e amigos confraternizavam. Em pleno centro da praça, grupos de jovens sentados no chão...
Diferente, muito diferente, desculpem-me o meu provincianismo!
Puxando pela memória encontrei uma certa analogia do modo de estar no Funchal, há muitos anos, mesmo há muitos. Ao fim da tarde de Domingo passeava-se na Avenida do Mar, comiam-se gelados em família nas esplanadas...permanecia-se dentro dos automóveis a ver, a olhar, simplesmente a lavar a vista. Inspirava-se a energia para a semana.
Tempos que foram, aqui, tempos possíveis ainda em Espanha!
Bom, as expectativas foram excedidas!!!
Recomendo.

quarta-feira, setembro 16

caminhando pela vida



E foi mais um, o segundo dia.

De tesoura em mão, percorrendo a encosta, as vinhas desnudando-se lentamente, seduzem-me com os cachos negros, doces, sumarentos!

Que maravilha de uvas, ouço o meu companheiro. São, doces, prenúncio de um bom néctar, bebida do deus Baco!

Dez, percorrendo a fila acima, gente boa, nem da proximidade. São amigos, explicou-me o Manuel, o dono da vinha. Pessoas como eu, donas do seu tempo. E aplicam-no com alegria na partilha, de uma forma sã. “Pró bono”? Claro, de outra forma de onde viria tanta alegria , tanta entrega? A amizade tem disso. Dá-se, goza-se, partilha-se.

Pré histórico diriam os ilustres defensores do empreendedorismo, os ilustres iluminados destituídos de humanidade! Que seja, nunca saberão o que é a partilha de um sorriso, a gargalhada fluida de uma qualquer piada em trocadilho simples!

Foi uma experiência, mais uma na minha caminhada de conhecimento, entre as pessoas, a biblioteca de minha eleição. Gente simples, que privilégio ser um entre!

O vento soprava breve, o sol insinuante e intenso galopava como a manhã. Gostoso, quente, não agressivo.

Quatro horas intensas de trabalho, um merecido almoço. Mesa corrida, bacalhau com grão, batatas, salada e um bom tinto. Do ano passado, outros esforços também gratamente compensadores.

Riu-se, evocaram-se conhecimentos, experiências, um pouco de identidades. Variadas, todas Enormes!

Gostei! As mãos negras caminham à busca de um sabão e limão. Purificam-se os dedos, as mãos, a alma!

Prometi voltar. Aceitaram-me, sinto-me bem.



quinta-feira, setembro 3

Subsídio de férias!!!

"Bom dia professor .Muito obrigado por ter enviado os e-mails gostei muito são muito interessantes, gostei das grandes verdades. Por cá me vou entretendo fazendo uns desenhos no powerpoint, é a minha grande paixão agradeço -lhe tudo aquilo que aprendi até agora, se não fosse a boa vontade do senhor eu nem sabia abrir o computador. Mais uma vez obrigado os meus comprimentos." T

"Senhor Faria gostava de saber se as Aulas de conpetador começão Sesta feira." J


"A esta hora da noite foi um prazer muito grande ler pensamentos tao~maravilhosos e ter quem se lembre de os mandar. A minha familia partiram hoje agora só me resta os amigos.
Muito obrigada vou ver se consigo guarda los nos meus documen." R


Assim mesmo.
Recebidos com orgulho, mandados com carinho e dedicação.
Recomecei a minha actividade. Professor, apelidam-me...
Aprendo sempre, partilho e colho!
Estas pessoas nada sabiam de informática.
Este é o meu subsídio de férias! ENORME.
Sinto-me feliz, grato, e se não estivesse convencido da bondade da minha actividade estes testemunhos simples encarregar-se-iam de me convencer!
Orgulhoso não só do esforço mas também dos actores.
E há tanto por fazer! E há tantos que poderiam fazer!
Reinvente-se, ouse-se!
Hoje tomei conhecimento do universo dos caminhantes nesta aventura. São 58 que partem, sem destino, sem rota. Caminha-se, progride-se, afirma-se... com muita ternura, entrega e respeito!
Gostoso sorriso!

sábado, agosto 22

Pérola Jornalistica

Praia Maria Luísa, em Albufeira

Cinco mortos em tragédia anunciada há ano e meio

por JOSÉ MANUEL OLIVEIRAHoje

Cinco mortos em tragédia anunciada há ano e meio

Perigo anunciado. Praia Maria Luísa, em Albufeira, Algarve, está classificada como insegura há cerca de ano e meio, mas uma vistoria realizada na passada semana à zona das falésias nada detectou. Ontem de manhã aconteceu o pior: parte da falésia do areal concessionado ruiu fazendo cinco mortos e três feridos. O primeiro-ministro esteve lá, mas não se sabe ainda a causa da derrocada




terça-feira, agosto 18

despertar!


Bom dia!
Em silêncio, não despercebido, intenso!
Bom dia será, combinámos.

quinta-feira, agosto 13

coisas simples, nossas!



Percorro a estrada, passo a passo, a da vida!
Sou grato por poder olhar e ver!
O momento. Agosto, algures! Montejunto imponente.
Nem me importa o que estava o que pode estar. O que está. Efémero sim e não o é quase tudo na vida? Belo, construído para que a minha disponibilidade possa captar e partilhar com os mais distraídos, os não disponíveis.
Amanhã, outro lugar, olharei e Verei!

quarta-feira, agosto 12

a propósito de SOLNADO...

É indesmentível que Solnado marcou o bom humor português em cima dos palcos. Morreu!

Morreu como qualquer mortal, mesmo os que são queridos e famosos, morrem!

O humor de Solnado era diferente, era feito com talento, genuíno, a sua figura, terna.

A minha condição de ilhéu não me permitiu acompanhar o Zip-Zip. (na Madeira, na época não havia televisão).

Recordo a passagem de alguns artistas nos eventos festivos anuais promovidos pelo Nacional e Marítimo. Nos palcos desfilavam os nomes em cartaz na época, Calvário, Garcia, Mª José Valério, Tonicha, Francisco José e tantos outros do mundo da canção.

Depois, na época havia aqueles momentos especiais de humor com Zé Viana, Solnado, Badaró, Humberto Madeira, e até Max.

E o fenómeno na altura chamava-se Solnado, difundido pelas duas estações de Radio à época. Se difícil é o humor, imagens em palavras via vinil, só os melhores!

Muitos destes já faleceram!

O que me leva a escrever estas linhas é a percepção que poucos são os protagonistas da ribalta, seja artística, política ou mesmo religiosa que preparam as suas saídas, com dignidade.

Se no poder um eternizar de figuração e apego ao dito é bem patente, na área artística é confrangedor por vezes figuras maiores, perderem a noção que o tempo também passa e não só para os outros. Bom, na religião, tenho bem presente os últimos dias do pontificado de João Paulo II, a violência das imagens transmitidas...

Não pretendo que deixem de reivindicar o direito à vida mas simplesmente que aceitem o privilégio da idade. Com ela há a abordagem lúcida dos desafios, uma outra forma de estar.

Choca-me que alguns actores, cantores e outros também actores não se respeitem querendo ombrear com outros nas suas actividades, numa pura acção de alucinação nos holofotes do palco, na vida. E quando por algum motivo se verifica um interregno, a amargura e revolta jorra em manifesto quão ingratos são os portugueses...

Não aceitam, nunca saberão o que é viver como Pessoas que são, teimam arrastar as Pessoas que vestiram, as figuras que incarnaram ao longo dos anos!

Confrangedor!


______________________________________________